Trupe Dunavô se apresenta em Francisco Morato pelo Circuito Cultural Paulista

 DUNAVÔ – “O LIVRO DO MUNDO INTEIRO” NO CIRCUITO CULTURAL PAULISTA

Trupe Dunavô apresenta “O Livro do Mundo Inteiro” no CEU das Artes de Francisco Morato como parte da programação do Circuito Cultural Paulista. O público é convidado para participar da escrita de um livro muito diferente e vai se divertir com essa encantadora trupe!

Trupe Dunavô

O Livro do Mundo Inteiro – Foto: Sissy Eiko

Continue lendo

Genesis – Follow you, follow me

Genesis – Follow you , follow me

Seus lábios vermelho sangue

Na página do Facebook, estou compartilhando textos meus, deixando a imaginação fluir.

Um dos textos chama Seus lábios vermelho sangue, estou começando a achar que é meio gótico RS, mas é pra onde a história está indo agora no começo.

Fiz algumas ilustrações também, mostrarei com o tempo.

Mobilidade e Empatia “ALD Experience” na Casa das Caldeiras

CIDADANIA – CASA DAS CALDEIRAS RECEBE EVENTO DE ABERTURA DA VIRADA DA MOBILIDADE 2017

A Associação Cultural Casa das Caldeiras voltou a realizar eventos gratuitos. O espaço conquistou o edital PROAC-ICMS da Secretaria de Cultura de São Paulo e o patrocínio da TNT Energy Drink. No próximo domingo, o projeto TODODOMINGO Musical em São Paulo recebe o evento ALD Experience: Mobilidade e Empatia. Um domingo especial de cidadania e de experiências inovadoras!

Foto de divulgação – Túnel da Casa das Caldeiras

Continue lendo

Carta ao amigo H.

São Paulo, 13 de setembro de 2017.

Oi, amigo H.,

Faz um tempo que não escrevo pra você, não sei se vou escrever muito, quase não escrevi. Não foi falta de vontade. Não sei o que foi exatamente. Todos os dias tenho vontade de falar com você. Na verdade, mesmo quando não escrevo, eu falo, eu penso em você assim aleatoriamente. Converso tantas coisas. Acho que eu não queria que essas conversas fossem assim.

Continuo me sentindo um personagem de filme. Muitas vezes tenho esta estranha sensação. Muitas vezes me pego como uma câmera de vídeo capturando imagens e pensando sobre elas e o que elas poderiam significar. Eu acho que pode ser uma vontade de ser cinegrafista. Pode também ter a ver com minha alma poética que vê arte em muitas coisas. Ainda não filmei nada que eu possa dizer que era impactante. Se eram, eu não percebi.

Na noite passada eu sonhei que estava tocando guitarra em um lugar estranho: festa estranha com gente esquisita, eu não tô legal, não aguento mais birita… Foi legal ter sonhado com isto. Faz um tempo que eu não tinha lembranças de sonho. Eu não faço a mínima ideia de quem eram as pessoas do sonho. Só sei que estava tocando uma guitarra acidentada, faltava um pedaço dela, mas o som estava dos melhores. Foi bom sonhar assim. Ainda faço aulas de guitarras e aprendi muitas músicas. Já pensei até em fazer um sarau em casa e chamar os amigos para ouvirem. Eu acho que você não vem, não tem tempo. Acho que outros vêm. Tem uma padaria aqui perto que tem shows de rock. O evento chama-se Rock na padoka. Nunca fui. Estou ensaiando. Um dia vou. Quando saio nas noites de sábado, eu passo de ônibus por ela. Fica bem perto de casa. Não fui porque quando passo, estou cansado e querendo chegar logo em casa. Em algum sábado, eu faço este programa.

Eu não tenho mais sonhos com você. Eram bons, mas acabaram. Eu até tenho visto você em vários rostos. Tenho medo disto. Poder ser algo semelhante a paranoia. Não é, eu sei, mas podem achar. Eu vi uma foto sua e continuo achando que você não está feliz. Isto me preocupa. Mesmo assim, não vou me intrometer na sua vida. Você deixa claro pela ausência que espera que eu fique bem distante. Tranquilize-se. Não vou rogar praga nem fazer macumba.

Eu queria muito manter nossa amizade. Escrevendo estas cartas, eu acho que faço isso. Não deveria, pois eu não quero ter amigos virtuais. Estou me contradizendo. Não penso em parar. Penso tantas coisas a respeito que tenho esta necessidade de expor.

Ontem, fiquei sabendo que um amigo faleceu. Era muito novo. Ainda estou pensativo sobre isso. Foi no domingo. Segundo outro amigo, foi ataque cardíaco. Ele realmente era novo. Creio que tinha uns 20 e poucos anos. Era professor como eu. Fazia pós e creio que pensava em seguir a carreira acadêmica. Não sei dizer como estou. Estou preferindo o silêncio para aplacar a tristeza. Se eu morrer de repente, você não vai saber. Ninguém sabe que somos amigos. Acho que estou evitando até de fazer amigos. Quero evitar ao máximo as decepções.

Se eu não morrer tão cedo, eu publico estas cartas em um livro. Já tinha pensado nisso. Fique tranquilo novamente, não vou por o seu nome, vou colocar um pseudônimo. Assim você não fica exposto. Provavelmente você nem vai ler o livro nem saber da publicação. Não sou famoso a ponto de ter minhas publicações divulgadas em rede nacional.

Publiquei uma música no meu blog em singela homenagem ao Vini, meu amigo. Ofereci a ele a música Love in the afternoon, da Legião. Tive vontade de chorar, mas não chorei. Os tempos são duros, temos que endurecer sem perder a ternura.

Sinto muita saudade.

Um abração.

O amigo E.C.