Arquivo mensais:fevereiro 2014

Fundo do poço: leitor defende que amarrar pobre em poste é revolucionário

Fundo do poço: leitor defende que amarrar pobre em poste é revolucionário

Chaplin2De todas as vergonhas alheias a que alguns leitores deste blog me obrigam a sentir, talvez uma das piores é aquela em que você percebe que a pessoa cabulou todas as aulas de história para jogar truco ou videogame.

Desde que a classe média, por mimetismo e ignorância, passou a amarrar jovens infratores em postes como hobby, tenho lido – com frequência – pessoas autointituladas “de bem” em debates na rede usando o seguinte argumento: “Você não defende o Che Guevara? Por que é contra, então, que façamos Justiça com as próprias mãos?”

Como ele se repete ad nauseam, alguém deve ter criado a pérola, transformada em mantra dos zumbis comedores de cérebro.

E como o poço nunca tem fundo, colhi este aqui também mais de uma vez: “Por que se organizar para se defender desses bandidos é diferente do que o seu povo fez na Revolução Russa e na Revolução Francesa?”

O mais legal é que a expressão “seu povo”, que deve ter passado despercebida, já coloca as coisas na perspectiva real.

Porque o sujeito que é amarrado no poste estaria, provavelmente, do lado de quem depôs o governo e você, que escreveu essa frase, estaria ao lado de quem foi deposto…

Gente. Juro. Não sei nem pode onde começar. Talvez indo tomar satisfações com as pessoas que ensinaram história a esse povo usando como material didático textos do Tea Party. Ou com os pais delas que as criaram em um porão, não deixando que fossem à escola. Fazer um protesto na frente de uma secretaria de educação, resolve? Sei lá.

Você percebe pelo texto ortograficamente e gramaticalmente impecável que não se trata de alguém que, coitado, não conseguiu estudar por algum motivo. É de propósito mesmo! A pessoa realmente acredita que está mudando a história, tal qual Che ou Lenin (que o fizeram para bem ou para mal, dependendo do ponto de vista), ao prender alguém pelo pescoço em um poste. Não, não está. Pois isso não é tentativa de melhorar a humanidade, mas de negar tudo o que ela representa e a caminhada que nos trouxe até aqui.

Olha, deixa colocar de outra forma: quando você, através de atos e palavras, defende a manutenção do status quo em uma sociedade como a nossa, racista, machista, homofóbica, transfóbica, que discrimina pelo tamanho da conta bancária, que usa trabalho escravo, trabalho infantil, que rouba terra de índio, de ribeirinho, de quilombola, que mantém pessoas sem-teto e sem-terra, que espanca manifestante e jornalista, que atenta contra a liberdade de expressão e não garante uma Justiça igual para todos, você não está “mudando a história”.

Está, simplesmente, impedindo que ela seja feita, bobinho. Ou seja, ser um neomiliciano de classe média não é a vanguarda da mudança, mas do atraso.

Por fim, se você tem a intenção de, algum dia, procriar, por favor, não repita mais isso não, ok? #ficadica

E vá ler um livro.

Fonte: Blog do Sakamoto

E os samba-enredos?

O BRAZIL é um país estranho kkk

bill_olhar

Cazuza, O tempo não para (ao vivo)

 Cazuza, O TEMPO NÃO PARA, 1988

Vida Louca Vida, de Lobão e Bernardo Vilhena
Boas Novas, de Cazuza
Ideologia, de Cazuza e Frejat
Todo Amor Que Houver Nessa Vida, de Cazuza e Frejat
Codinome Beija-Flor, de Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Aria
O Tempo Não Para, de Cazuza e Arnaldo Brandão
Só As Mães São Felizes, de Cazuza e Frejat
O Nosso Amor A Gente Inventa (Estória Romântica), de Cazuza, Rebouças e Rogério Meanda
Exagerado, de Cazuza, Ezequiel Neves e Leoni
Faz Parte do Meu Show, de Cazuza e Renato Ladeira

Fonte: Youtube

Fui ver a cara de Cazuza no Museu da Língua Portuguesa

Visitei a Exposição de Cazuza no Museu da Língua Portuguesa e tirei algumas fotos para colocar aqui.

Como era o último dia da exposição, havia esta necessidade de trazer algum registro para que os leitores do Bloginforma tivessem alguma ideia da importância e beleza do evento. Postarei apenas as fotos. Outras informações do Evento estão em outra publicação do blog neste mesmo mês.

Lucinha Araújo, mãe de Cazuza

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Ney Matogrosso, amigo

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Lobão, amigo

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Editora quer imprimir Wikipedia para ter “backup offline”

Wikipedia

Uma editora alemã quer transformar os mais de 4,3 milhões de artigos digitais da Wikipedia americana em um gigantesco documento em papel composto por mil livros. Para atingir o objetivo, a PediaPress lançou uma campanha no site de financiamento coletivo Indiegogo e já arrecadou US$ 9,3 mil dos US$ 50 mil pedidos.

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