Arquivo mensais:agosto 2014

Eleições: Metade da internet não quer entender o que lê. E a outra…

Eleições: Metade da internet não quer entender o que lê. E a outra…

Leonardo Sakamoto

É fácil escrever o que o senso comum deglute com facilidade e que está guardado nos instintos mais animais que não abandonamos nem com milhares de anos de convivência.

Coisas do tipo: “Mata a vadia, mata!”

Difícil mesmo é redigir algo com a certeza absoluta de que apenas uma minoria vai ler até o final, embutindo uma provocação que gere uma reflexão ao final.

Em um assunto considerado polêmico, boa parte das pessoas passa o olho de forma transversal em um texto, capta algumas palavras como “direitos humanos”/ “traficantes”/ “Estado” / “maioridade penal” / “aborto” / “evangélico” / “casamento gay” / “Palmeiras” e sem nenhuma intenção de expor ideias ou debater, pinça um capítulo de sua Cartilha Pessoal de Asneiras e posta como comentário.

É a vitória da limitada experiência individual sobre a necessidade coletiva, da emoção do momento sobre a racionalização necessária para que não nos devoremos a cada instante.

Não existe observador independente e imparcial. Isso até pode e deve ser almejado, mas não será obtido. Quem te falar o contrário, tá de zoeira.

Você vai influenciar uma realidade e ser influenciado por ela. E vai tomar partido, consciente ou inconscientemente. Se for honesto e/ou corajoso, deixará isso claro ao leitor.

Pois mais vale a transparência de dizer quem você é e o que pensa do que a arrogância de se afirmar acima de qualquer suspeita.

Sei que há colegas de profissão que discordam, que dizem que é necessário garantir a pretensa imparcialidade. É necessário, sim, ouvir todos os lados com honestidade para entender e explicar o assunto, mas a sua tradução já sofrerá influência de quem você é e onde você está – socialmente, profissionalmente, politicamente, culturalmente.

Zerar essa influência só seria possível se nos despíssemos de toda a humanidade. Há quem tente ferozmente e ache bonito. Sinceramente, o resultado fica muito ruim.

Tomar posição se reflete na escolha da pauta que você vai fazer, sob a ótica de quem.

Concordo com Robert Fisk, o lendário correspondente para o Oriente Médio do jornal inglês Independent, que diz que em situações de confronto, de limite, deve-se tomar opção pelos mais fracos, ou seja, os empobrecidos e marginalizados, no que se refere à realidade política, econômica, social, cultural e ambiental.

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Todos os dias

Todos os dias

dias

Todos os dias, eu acordo sentindo sua falta
Sinto falta de ter tido você a noite toda ao meu lado
Penso nas loucuras que poderíamos ter feito

Os beijos que não nos demos
O calor que não trocamos
nos abraços mais demorados do mundo
Seus olhos sorrindo para mim
Suas coxas tocando as minhas
Seus cabelos em minhas mãos

Nossos corpos deslizando pelos lençóis
A água do banho que não tomamos juntos

Todas as noites eu passo acordado na cama quente,
mas vazia, onde não fizemos amor
Penso em você ali tão perto e tão distante Continue lendo

Entretenimento no Final de Semana

Entretenimento no Final De Semana

CausaArteEm 2014, a Virada Sustentável ganha reforço nas artes visuais e concretiza ação, onde a arte se encontra  à serviço da consciência para a sustentabilidade. Criado com a proposta de aproximar artistas das organizações socioambientais, o Causa+Arte ocupa e transforma o Parque Ibirapuera em um museu de sustentabilidade a céu aberto. Jaime Prades, ISE, Binho Ribeiro, Bijari e UrbanTrashArt idealizaram obras que refletem os conceitos e eixos de atuação de cada organização participante, resultando em um circuito de instalações que ficará exposto ao público até o dia 28 de setembro de 2014.

“O circuito de instalações é uma conquista, uma confirmação. Desde sua primeira edição, a Virada Sustentável traz em seu cerne a questão de mudança cultural. Esta estratégia é mais do que bem vinda.

Ela é necessária. Mesmo porque no próprio cenário internacional, o que tem se destacado nas artes plásticas, são obras que rompem com os cubos brancos, espaços restritos – onde há um processo de diluição dos muros. O Causa+Arte faz exatamente isso – uma arte voltada para as questões cruciais do planeta, de forma livre e irreverente”, explica o artista Jaime Prades.

Ao todo serão cinco instalações sobre os temas consumo consciente, resíduos sólidos, água, recursos naturais, direito da criança, provenientes das causas do Instituto Akatu, Afroreggae, PanoSocial e SOS Juventude, SOS Mata Atlântica, WWF-Brasil e Instituto Alana.

Parque Ibirapuera – Sul

Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 10

Diariamente de 28/08 (Qui) a 28/09 (Dom) /  das 10 h às 20 h

File

Arte e tecnologia se misturam no 15º FILE

Quem gosta de arte e tecnologia já pode se preparar para uma programação imperdível. O Sesi-SP realiza, de 26 de agosto a 5 de outubro, a 15ª edição do FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica. Esse é o principal encontro da América Latina sobre arte digital e pode ser conferido com entrada totalmente livre nos espaços do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

A programação marca a reabertura da Galeria de Arte do Sesi-SP após reforma de cinco meses. Durante o festival, ocorrem performances interativas do FILE Metrô na calçada das estações Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro na primeira semana do evento (de 26 a 31 de agosto).

O público pode conferir 28 instalações, de 12 países, na Galeria de Arte do Sesi-SP. Os visitantes podem manipular os sons da floresta Amazônica por meio da réplica de um rio ou caminhar numa esteira de ginástica para movimentar figuras que representam a sociedade. Também poderão ver os sons transformados em luz em outra obra interativa. Isso e muito mais no 15º File!

Centro Cultural FIESP – Ruth Cardoso

Avenida Paulista 1313, 1313
Bela Vista – Centro

Diariamente de 26/08 (Ter) a 05/10 (Dom) / das 10 h às 20 h

Fonte: Catraca Livre

Os Cavaleiros do Zodíaco fazem 20 anos: Cinco cenas proibidas

Os Cavaleiros do Zodíaco fazem 20 anos: Cinco cenas proibidas

Seiya

PAULO PACHECO

O desenho japonês Os Cavaleiros do Zodíaco (1986) comemora nesta segunda-feira (1°) 20 anos de sua estreia na TV brasileira, na extinta Manchete. A animação revolucionou o mercado infantojuvenil no país: com média de oito pontos e picos de 15 no Ibope, chegou a derrotar a Globo. Vendeu mais de 800 mil bonecos e 500 mil CDs. Com o sucesso, as emissoras correram atrás de outras produções japonesas, como Dragon Ball e Pokémon. Atualmente, a Band detém os direitos de exibição, mas o desenho está na “geladeira”.

Embora seja considerado no Brasil um produto para crianças, Os Cavaleiros do Zodíaco mostra lutas sangrentas e já teve cenas polêmicas, como uma Bíblia Sagrada queimada em um dos filmes. Em outro trecho, fãs veem conotação homossexual quando o cavaleiro Shun de Andrômeda agarra Hyoga de Cisne, congelado, para reanimá-lo.

Em 1994, a Manchete exibiu o desenho sem cortes, mas o canal pago Cartoon Network, em 2003, e a Band, no ano seguinte, tiveram que editar mutilações e nudez em dezenas de episódios para adequar o desenho à classificação indicativa livre.

Cinco cenas proibidas de Os Cavaleiros do Zodíaco

1) Orelha arrancada

Logo no primeiro episódio, As Lendas de Uma Nova Era, uma cena impressionante. O gigante Cassius ameaça arrancar a orelha de Seiya, porém o guerreiro escapa e dá o troco: decepa o órgão do oponente. Nos Estados Unidos, o trecho foi proibido e até o sangue vermelho virou azul.

2) Bíblia queimada

No quarto filme de Os Cavaleiros do Zodíaco, Os Guerreiros do Armagedon (1989), a produção foge da mitologia grega e aborda o Cristianismo. Ao explicar a origem de Lúcifer, uma Bíblia é jogada no fogo e queimada. A cena foi cortada no Brasil, país predominantemente cristão, onde a produção foi lançada em 1995, em VHS.

 http://youtu.be/wvlaNC7rKRE

3) Braço cortado

No episódio Shiryu se Transforma numa Estrela Cadente, o cavaleiro de bronze Shiryu de Dragão decepa o braço direito do cavaleiro de ouro Shura de Capricórnio na Batalha das Doze Casas, uma das sagas mais lembradas pelos fãs. A cena foi cortada pelo Cartoon Network e o episódio, com mais trechos violentos, foi mutilado pela Band.

4) Nudez

No episódio O Ataque à Fundação, o cavaleiro de bronze Shun de Andrômeda aparece nu, de costas, tomando banho após correr pela manhã. A cena foi exibida pela Manchete e pelo Cartoon Network, mas foi cortada pela Band em 2004.

5) Mutilações em série

No episódio A Fronteira Entre a Vida e a Morte, o cavaleiro de bronze Ikki de Fênix aplica uma ilusão no cavaleiro de prata Capella de Auriga. O desenho mostra os discos cortantes, arma de Capella, decepando a cabeça de Ikki. Em seguida, atacam o cavaleiro de prata e mutilam seus dois braços. A Band, que exibia o desenho às 17h30, cortou a cena.

Fonte: Notícias da TV e Youtube

 

 

Cesta de Marcel garantiu bronze no Mundial de Basquetebol de 1978

Cesta de Marcel garantiu bronze no Mundial de Basquetebol de 1978

MarcelSouza

Já se foram quase 36 anos, mas vale a pena recordar. No dia 14 de outubro de 1978, uma cesta milagrosa do ala Marcel de Souza, quase do meio da quadra, deu ao basquete brasileiro a medalha de bronze no Campeonato Mundial das Filipinas. No jogo contra a Itália, o Brasil levou uma cesta de dois pontos no finalzinho – na época não existia a linha dos três pontos – e praticamente iria perder a medalha de bronze. O ala/pivô Adílson Nascimento recolocou a bola em jogo nas mãos de Marcel. Sem tempo para dar um passe ou chegar mais próximo da cesta adversária, o ala cruzou o meio da quadra, deu um passo e arremessou com precisão. O Brasil ganhou 86 a 85 e conquistou o bronze.

Hoje, o médico Marcel de Souza lembra com orgulho daquela cesta que o deixou ainda mais famoso. “Lembro com alegria daquela cesta e uma frase do meu pai (Ramon de Souza) quando retornamos das Filipinas: você, filho, vai ficar famoso com aquela cesta. E meu pai tinha razão. Até hoje muita gente lembra”, destaca Marcel, que mora em Jundiaí (SP).

Aos 56 anos, Marcel confessa detalhes importantes da jogada. “Quando a Itália fez a cesta e passou na frente por um ponto, eu já estava pedindo a bola para o Adílson. Quando recebi, faltavam 2.2 segundos e deu apenas para cruzar a quadra, fazer aquele passo de bandeja e arremessar. Depois foi só comemorar”, recorda sorrindo. “Aquele time era completo. Considero um dos melhores que o Brasil já teve em todos os tempos. Acho que a atual Seleção Brasileira é melhor do que a nossa de 78”, afirma.

Marcel lembra também que ficou praticamente 20 anos sem ver aquele jogo ou as imagens da cesta que deu o bronze ao Brasil. “Só depois que saiu no Baú do Esporte, no Globoesporte.com, é que o lance voltou ser comentado na internet. Realmente é muito legal rever tudo aquilo”.

8º CAMPEONATO MUNDIAL

Local: Manila – Filipinas
Data: 1º a 14 de outubro de 1978

Delegação do Brasil
Adilson de Freitas Nascimento (25pts), Eduardo Nilton Agra Galvão (11), Fausto Cisoto Giannechini (67), Gilson Trindade de Jesus (101), Hélio Rubens Garcia (44), Marcel Ramon Ponikwar de Souza (183), Marcelo Vido (4), Marcos Antônio Abdalla Leite “Marquinhos” (157), Milton Setrini Júnior “Carioquinha” (124), Oscar Daniel Bezerra Schmidt (194), Roberto José Corrêa “Robertão” (31) e Ubiratan Pereira Maciel (47). Técnico: Ary Ventura Vidal.

Campanha do Brasil
Brasil 154 x 97 China
Brasil 88 x 84 Itália
Brasil 100 x 88 Porto Rico
Brasil 69 x 62 Canadá
Brasil 108 x 78 Austrália
Brasil 119 x 72 Filipinas
Brasil 92 x 90 Estados unidos
Brasil 87 x 91 Iugoslávia
Brasil 85 x 94 União Soviética
Brasil 86 x 85 Itália

Classificação final
1º- Iugoslávia; 2º- União Soviética; 3º- Brasil; 4º- Itália; 5º- Estados Unidos; 6º- Canadá; 7º- Austrália; 8º- Filipinas; 9º- Tchecoslováquia; 10º- Porto Rico; 11º- China; 12º- República Dominicana; 13º- Coreia; 14º- Senegal.

Fonte: CBB (Confederação Brasileira de Basketball) e Youtube