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Samba – 100 anos

Samba – 100 anos

Samba100anosPara comemorar o Centenário do Samba, que será celebrado em novembro deste ano, o BOL reuniu os maiores nomes do samba, sejam eles os pioneiros do gênero, os intérpretes mais admirados, os compositores mais respeitados, enfim, os verdadeiros “bambas” da modalidade Montagem BOL / Arquivo/Folha Imagem / Guto Costa / Walter Firmo/Divulgação / Reprodução / Divulgação/Arquivo Folha / Rodrigo Capote/UOL / Reprodução / Renan Katayama/AgNews.

TiaCiata

Tia Ciata – Mãe de santo nascida na Bahia em 1854, Hilária Batista de Almeida é considerada uma figura fundamental para o surgimento do samba no Rio de Janeiro, para onde migrou aos 22 anos, levando o samba de roda para a Cidade Maravilhosa. Grande entusiasta da cultura negra, Tia Ciata promovia rodas de samba em sua casa. Foi lá, inclusive, que Donga gravou “Pelo telefone”, considerado o primeiro samba gravado na história. Tia Ciata morreu no Rio de Janeiro, aos 80 anos.

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” Estupra, mas não mata…” P.S.M.

” Estupra, mas não mata…” P.S.M.

Norapee

” Estupra, mas não mata…” Tal frase dita por infelicidade por um famoso político paulista passou pela minha cabeça quando me peguei refletindo sobre o recente estupro ocorrido no Rio de Janeiro e divulgado nacional e internacionalmente.

Não quero me ater aos nomes dos envolvidos, pois isso não tem a menor importância para a finalidade deste pequeno artigo. Talvez o mais importante aqui seja discutir esta cultura que tem sido discutida, ora defendida , ora atacada. A cultura da qual falo é a “cultura do estupro”. Sim, tem gente que defende com unhas e dentes e mil argumentos favoráveis. Tem gente que culpa a menina pelo estupro, dizendo que ela sabia que poderia ser vítima, que ela procurou e encontrou, que ela tinha consciência do que estava ocorrendo, que ela foi culpada do crime, que não era bobinha, que era safada, que não se arrepende do que fez, que talvez até procure novamente ser vítima e outras coisas do mesmo nível.

Certamente ela sabia que corria riscos disso acontecer e de algo até pior. Faltaram uma mãe e um pai para orientá-la. Faltou juízo a ela para perceber que mais dia ou menos dia isso poderia acontecer devido à periculosidade de algumas pessoas. Faltou malícia a ela para perceber o alto risco que corria e que qualquer pessoa corre ao frequentar locais mal frequentados. Poderia ser um barraco na favela, uma casa na periferia, uma mansão em bairros nobres de qualquer cidade. Qualquer um poderia tê-la estuprado se o quisesse. Ela era frágil e indefesa. Ela foi vítima como milhares são por esse mundo afora. Não nos iludamos, milhares ocorrem e nem sequer ficamos sabendo. E continuaram acontecendo…E muito provavelmente não serão noticiados nas redes televisivas.

O que mais espanta neste caso é o fato que muitas pessoas pensam, falam e agem em favor dos estupradores (mesmo que não tenham intenção disso). E outros defendem com conhecimento de causa e apoiam. Basta verificar os inúmeros comentários nos diversos meios onde a notícia tem sido constantemente veiculada ou nas conversas de ruas, de bares, de esquinas e outros espaços. É espantoso como se defende a “cultura do estupro”, como se cultiva a ideia de que os estupradores estão certos e as vítimas, erradas. Ela não pediu para ser violentada, não permitiu ser penetrada por diversos homens. Ela não declarou que queria fazer sexo com diversos homens.

Não se pode culpar a vítima por ela ter-se exposto ao perigo neste caso específico. Independente de ela ter ido ao local, ter-se colocado em risco, ter consumido algo que a dopasse voluntária ou não voluntariamente. Não se podem inverter os valores. Ela foi vítima e os estupradores, os agressores. Em hipótese alguma deve-se esquecer que eles fizeram sexo com ela e não ela fez sexo com eles. É uma questão de atividade e passividade.

Não se trata de feminismo contra machismo simplesmente. Embora isso seja muito relevante, pois a ideologia machista permite ao homem agir contra a mulher da forma como desejar, sem respeitar-lhe as vontades. Trata-se de um desrespeito grave de gente para gente. Causa vergonha quando se lê ou se escuta pessoas culpando a garota, apontando as circunstâncias como justificativas para o fato. Ninguém merece ser estuprado! Ninguém!

Pequenos atos machistas estão na raiz da violência

Ato contra violência sexual estende varal com roupas sujas de sangue no Rio

Como silenciamos o estupro

Pequenos atos machistas estão na raiz da violência

Pequenos atos machistas estão na raiz da violência

norape

 

Juliana de Faria é uma das fundadoras do coletivo feminista Think Olga, que ficou conhecido pelas campanhas contra o assédio sexual “Chega de fiu fiu” e “Meu primeiro assédio”. Em entrevista ao jornal o “Estado de S. Paulo”, ela defende que crimes extremos como o estupro coletivo de uma menina de 16 anos, ocorrido no Rio, começam com pequenos atos e comportamentos que legitimam a violência contra a mulher – a chamada “cultura do estupro”.

Para Juliana, as campanhas são fundamentais para combater essa “cultura”, por mostrar que não há machismo inofensivo.

Rotular a menina que sofreu estupro no Rio como “drogada”, como foi visto nas redes sociais, é mais uma forma de violência?
Certamente. A culpabilização da vítima é um aspecto central da “cultura do estupro”. Esses apelos moralistas são uma forma de legitimar a violência. Sabemos que não importa quem é a vítima, ou o que ela faz: se ela foi estuprada, isso é um crime, e ponto final. Mas sempre há uma tendência a culpá-la.

Por que isso acontece?
As mulheres são vistas como seres domésticos e é muito recente sua conquista de espaço no ambiente de trabalho. Nos lugares onde a “cultura do estupro” é forte, a mulher correta é a que está em casa. Quando quebra esse estereótipo, ela está errada.

Como se manifesta a “cultura do estupro” no cotidiano das pessoas?

Em tudo o que rebaixa a mulher e a torna um objeto, tirando dela sua complexidade. É um processo de desumanização que se manifesta no assédio sexual nas ruas e no trabalho, nas piadas e nas ideias feitas sobre as funções femininas. Nessa cultura, a mulher é um objeto à disposição dos desejos sexuais do homem.

Qual a importância das campanhas para coibir essa “cultura do estupro”?
Elas trazem ao debate vários assuntos que não eram tratados com a devida importância. Antes da nossa campanha, há três anos, pouco se falava em assédio sexual. O tema fazia parte do cotidiano, era jogado para debaixo do tapete como uma questão privada que nem deveria ser comentada. Hoje isso já mudou. Há mais clareza de que há ações e comportamentos que nos machucam e que contribuem com a legitimação e normalização da “cultura do estupro”.

As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.

“Eu contei. Eram 33 homens”, afirma vítima

Fonte: Uol Notícias

 

Aláfia

ALÁFIA

LANÇAMENTO/ALBUM RELEASE – CORPURA (2015, YB Music/Natura Musical)

Tudo começou em 2011, quando o bando Aláfia esquentava afinidades em uma temporada de shows no Bar B, no centro de São Paulo. A fala da rua, o frescor dos encontros e o contato profundo com a ancestralidade afro-brasileira então se mostraram aspectos fundamentais para a criação do grupo. Urbano, o bando pertence à cidade em transe. A música do Aláfia (“caminhos abertos” em ioruba) surge da digestão de influências diversas, do ponto de encontro entre rap, música de terreiro, MPB e funk. Ritmos e melodias dão forma a uma lírica sofisticada que questiona a sociedade atual e não deixa indiferente.

Após lançar um primeiro disco homônimo (YB Music) em 2013 na Choperia do SESC Pompéia com casa cheia, Aláfia percorreu boa parte da cidade e do estado de São Paulo, marcando presença nos CEUs, SESCs e casas de show locais, além de participar de eventos importantes como a comemoração do dia da Consciência Negra no Vale do Anhangabaú, a Virada Cultural de São Paulo e a Virada Cultural Paulista, a abertura da Mostra Cultural da Cooperifa, o Festival João Rock em Ribeirão Preto, a Mostra Cultural da Favela Monte Azul, dentre outros. A banda conquistou também outros estados: o Ceará na Mostra SESC Cariri de Cultura e o Rio de Janeiro dentro do Festival Veraneio no Oi Futuro Ipanema, até realizar sua primeira apresentação fora do país na Plaza de la Revolución em Havana, Cuba.

Com sua originalidade, ganhou destaque na mídia e reconhecimento dentro do cenário musical. A música Mais Tarde entrou na trilha sonora do game da Eletronic Arts “Fifa World Cup 2014″ e a música Em Punga integra a Coletânea New Sounds da revista Songlines (UK). Em maio de 2014, Aláfia lançou o single Quintal acompanhado do seu primeiro videoclipe, com mais de 4000 visualizações em dois dias.

2015 marca o lançamento do segundo disco, Corpura (YB Music) contemplado pelo programa Natura Musical. Produzido por Alê Siqueira e Eduardo Brechó, o disco traz o compromisso da banda não só com a ancestralidade e matrizes brasileiras, mas também com a necessidade do diálogo sobre a realidade cultural e social do país. Questões atuais e relevantes são levantadas e musicadas ao passo que o som do Aláfia flerta com a black music carioca dos anos 70 e o funk norte americano e africano. É o funk candomblé que atinge sua maturidade. Corpura, ao mesmo tempo que nos incita a refletir, é também um convite a dançar.

Alafia

Aláfia é: Eduardo Brechó – voz, guitara / Xênia França – voz / Jairo Pereira – voz / Alysson Bruno – percussão / Victor Eduardo – percussão / Lucas Cirillo – gaita / Pipo Pegoraro – guitarra / Gabriel Catanzaro – baixo / Gil Duarte – trombone, flauta / Filipe Vedolin – bateria / Fabio Leandro – teclado

Fonte: Agogô Cultural

Ato contra violência sexual estende varal com roupas sujas de sangue no Rio

Ato contra violência sexual estende varal com roupas sujas de sangue no Rio

norape

Um ato contra a violência sexual e em apoio à jovem de 16 anos vítima de um estupro coletivo na zona oeste do Rio ocupa as areias da praia de Copacabana, na zona sul da cidade, na manhã deste sábado (28). Um varal com 33 peças de roupa sujas de “sangue” foi estendido em frente ao hotel Copacabana Palace e chamou a atenção de quem passava pelo local.

O número de roupas estendidas é uma referência aos 33 homens que participaram do estupro coletivo, de acordo com o depoimento da adolescente à polícia. A organização do ato também planejava distribuir 130 rosas para mulheres que passassem pelo local, em alusão aos 130 estupros diários que ocorrem no Brasil.

Além do varal, os ativistas ainda colocaram cartazes com os dizeres “Não me estupre”, “Mulheres não merecem violência, mulheres merecem flores” e “Violência não é um sinal de força, é um sinal de desespero e fraqueza”.

Ontem à noite, dezenas de manifestantes se reuniram em frente ao Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no centro da cidade. Os manifestantes estenderam faixas contra a violência sexual e depois saíram em marcha até o Palácio Capanema, sede do Ministério da Cultura no centro do Rio, onde há uma ocupação de ativistas contra o governo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB).

Fonte: Uol Notícias