Arquivo mensais:outubro 2016

Quem sabe um dia eu escrevo uma canção pra você…

Quem sabe um dia eu escrevo uma canção pra você…

Para as Natálias Crivellas cariocas

Vamos falar de pesticidas
E de tragédias radioativas
De doenças incuráveis

Vamos falar de sua vida
Preste atenção ao que eles dizem
Ter esperança é hipocrisia
A felicidade é uma mentira
E a mentira é salvação

Beba desse sangue imundo
E você conseguirá dinheiro
E quando o circo pega fogo
Somos os animais na jaula
Mas você só quer algodão doce

Não confunda ética com éter
Quando penso em você eu tenho febre

Mas quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
Quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você

É complicado estar só
Quem está sozinho que o diga
Quando a tristeza é sempre o ponto de partida
Quando tudo é solidão

É preciso acreditar num novo dia
Na nossa grande geração perdida
Nos meninos e meninas
Nos trevos de quatro folhas
A escuridão ainda é pior que essa luz cinza
Mas estamos vivos ainda

E quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você
Quem sabe um dia eu escrevo
Uma canção pra você

outubro-rosa

O Boticário – Uma ótima razão para deixar de comprar seus produtos

O Boticário – Uma ótima razão para deixar de comprar seus produtos

PIADA PARA ENGANAR OS DESAVISADOS QUE AINDA NÃO ENTENDEM A PEC 241

É pra rir , pra chorar ou pra ir a Brasília peitar o Congresso e o Planalto?

golpista

Eu usava produtos desta marca. A partir de hoje, parei para não apoiar empresa que apoia o golpe na Democracia Brasileira. Eu apoiava sem saber. Tem mesmo muitas coisas erradas que fazemos e não sabemos ou não percebemos. Creio que precisamos ficar mais atentos e buscar sempre mais informações. Precisamos acreditar menos em certas fontes de informações e entender as manipulações que fazem para  nos enganar. Infelizmente existem pessoas que gostam de tirar vantagem em tudo e gostam de colocar os outros em maus lençóis. Refiro-me especialmente aos meios de comunicação (TVs e Jornais), que defendem os direitos dos patrões e exploradores. E ainda fazem os explorados trabalhadores defenderem os exploradores.

Naturalmente o empresário apoia o aumento de tempo para os trabalhadores se aposentarem. Quer mais que trabalhador morra no último dia de trabalho. Ele deve achar que Educação, Saúde e Lazer não são Bens próprios para trabalhadores. Deve achar que só os mais ricos têm estes Direitos.

Se eu fosse operário desta rede, não pensaria duas vezes para pedir demissão. Ele deve achar que trabalhadores não tem Direitos, só tem Deveres. Não somos vagabundos nem queremos ser tratados como escravos pelos nossos empregadores. Queremos trabalhar, não queremos servir aos senhores de engenho. Temos que trabalhar e ter condições boas de trabalho e salários. Temos que ter boas condições de saúde e seguridade. Temos que ter boa aposentadoria.

Temos que lutar por isso, pois voluntariamente os patrões jamais oferecerão. Estão sempre tentando oferecer menos e lucrar mais. É assim a luta de classes. Só conquistamos Direitos e Respeito quando nos unimos e lutamos. E agora precisamos ir à luta para preservamos Direitos que a Constituição nos assegura na Educação, na Saúde, na Assistência Social, na Habitação etc. Temos que lutar contra a PEC 241.

outubro-rosa

Fonte: Uol Economia

Que tal falarmos e agirmos sobre Política?

Que tal falarmos e agirmos sobre Política?

O analfabeto político

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e o lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.

(Berthold Brecht)

É o cara que deixa de votar, deixa que outros escolham quem vai administrar sua cidade,seu estado, seu país…

Que não se liga nas ações dos políticos profissionais: os vereadores, os deputados, os senadores, os governadores, os presidentes…

Que não liga para o que fazem com os impostos pagos, que não liga para a retirada de Direitos Trabalhistas, de Direitos Constitucionais da Educação , da Saúde, da Assistência Social tão necessários ainda em todos os cantos do Brasil…

Que espera que os outros briguem por eles quando eles têm que por os pés nas ruas, por a boca no trombone e dizer em bom e alto tom:

VOCÊS NÃO ESTÃO AUTORIZADOS A RETIRAR NOSSOS DIREITOS CONSTITUCIONAIS! VOCÊS NÃO PODEM TENTAR NOS ENGANAR E QUERER QUE ACREDITEMOS NAS MENTIRAS QUE VOCÊS NOS CONTAM! VOCÊS PRECISAM FAZER MELHOR OS SEUS TRABALHOS E MELHORAR NOSSAS CONDIÇÕES DE VIDA! OS MAIS RICOS, OS GRANDES EMPRESÁRIOS, OS GRANDES LATIFUNDIÁRIOS TÊM QUE PAGAR MAIS IMPOSTOS PORQUE ELES TÊM MELHORES CONDIÇÕES QUE A GENTE! ELES NÃO PODEM TER ISENÇÕES DE IMPOSTOS PORQUE ELES JÁ NOS EXPLORAM COBRANDO ALTOS PREÇOS E PAGANDO BAIXOS SALÁRIOS! VOCÊS NÃO ESTÃO AUTORIZADOS A NOS CAUSAR PREJUÍZOS! SE HÁ DÍVIDAS, É MUITO JUSTO QUE OS QUE TÊM MAIS PAGUEM MAIS

Enquanto ficarmos esperando que  só os outros briguem pelos nossos direitos, estamos condenados a ser enganados, escravizados e explorados por pequenos grupos de privilegiados. O Brasil é um país muito rico, mas a riqueza está nas mãos de pequenos grupos. Temos que exigir que eles paguem também pelas dívidas que pertencem a todos.

Existem Políticos e “políticos”, cabe a nos escolhermos aqueles que melhor representam verdadeiramente nossas necessidades coletivas.

 outubro-rosa

SOLIDARIEDADE apresenta: JC, com a Brava Companhia

SOLIDARIEDADE apresenta: JC, com a Brava Companhia

A peça mostra a via crucis de um coletivo de trabalhadores da arte, conhecido como “Os Doze Apóstolos” atuante na periferia da periferia do país periférico chamado Brasil. A história desenrola-se em meio a um cenário controlado pela indústria da cultura no qual um grupo tenta lutar pela sobrevivência e manter uma produção crítica e radical.

jc

Por meio de uma encenação e atuação sustentada pela diversão e o humor crítico, JC põe em discussão o fazer artístico inserido nas relações de produção da sociedade capitalista, a indústria cultural, além de aspectos ligados ao mundo do trabalho e à mercantilização das relações de produção da vida.
jc2

Dias 29 e 30 de outubro às 19h.

engenho teatral

ao lado da Estação Carrão do metrô

Rua Monte Serrat, 120 – Tatuapé

eteatral@gmail.com

outubro-rosaFonte: Engenho Teatral

A educação vai mal. Mas o governo tem a solução: cortar recursos

A educação vai mal. Mas o governo tem a solução: cortar recursos

Leonardo Sakamoto

O ensino médio continua mal no Brasil. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) ficou em 3,7 (em uma escala que vai de zero a dez) quando a meta esperada era de 4,3. A nota não varia desde 2011.

Esse é o retrato de 2015, quando estudantes começaram a ocupar escolas em vários locais do país. Só a qualidade do ensino já bastaria para que paralisassem as atividades e forçassem governos municipais, estadual e federal a ouvi-los. Mas, vale lembrar, também estavam protestando contra uma reorganização escolar que não lhes fazia sentido, contra a falta de merenda decente enquanto escândalos de corrupção envolviam o dinheiro da comida escolar e a ausência de estrutura mínima para aprender.

Ao mesmo tempo, o governo Michel Temer está propondo limitar o crescimento dos gastos públicos à variação da inflação. Em outras palavras, só haverá recursos (e olhe lá) para manter tudo como está, sem aumentar o atendimento ou melhorá-lo. As áreas de saúde e educação serão profundamente afetadas caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional.

Até entendo o governo Temer querer esse tipo de medida. Afinal de contas, quem não foi eleito preocupa-se menos com o voto da população que (não) o colocou lá. Possui ouras prioridades e clientes. Mas o que dizer do povo, que depende da qualidade da educação, seja para educar seus filhos, seja para melhorar o nível educacional dos trabalhadores e da sociedade em que vivemos?

O que dizer de pessoas que enchem a boca o tempo inteiro para defender que a educação é a saída para o país e, em momentos como este, se calam e não reforçam o questionamento ao poder público?

Ou, pior: o que dizer das pessoas que reclamam quando os jovens vão às ruas para protestar contra o fechamento das escolas? Pelo contrário, bradam que ”essa molecada atrapalha o trânsito” (num lugar em que carros são mais importantes que livros e pessoas) e ”não sabe o seu lugar na sociedade” (pois deveriam voltar para o seu canto na periferia ou estar trabalhando).

O silêncio diante da limitação dos gastos públicos em educação e a raiva contra quem protesta me leva a crer que algumas ”pessoas de bem” que carregavam cartazes pedindo ”Mais Educação”, durante manifestações, queriam dizer, na verdade: ”Estou aqui fugindo de um vazio existencial enorme devido a uma alienação completa da realidade e segurar essa cartolina foi o único jeito para eu me sentir pertencente a um grupo social”.

Uma das principais funções da educação deveria ser ”produzir” seres pensantes e contestadores que podem colocar em risco a própria estrutura política e econômica montada para que tudo funcione do jeito em que está. Educar pode significar libertar ou enquadrar.

Em algumas sociedades, pessoas assim, que protestam, discutem, debatem, discordam, mudam são úteis para fazer um país crescer. Por aqui, são vistas com desconfiança, chamadas de mal-educadas e vagabundas e acusadas de serem resultado de uma educação que não deu certo. E, por isso, precisam (os jovens e a própria educação) serem colocados no cabresto.

Quando um professor reivindica melhores condições de trabalho e valorização da profissão, ouvem que “vagabundo que faz greve deveria ser demitido.”

É esquizofrênico reclamar que não há no Brasil quantidade suficiente de força de trabalho devidamente preparada para fazer frente às necessidades de inovação e produtividade e, ao mesmo tempo, chutar feito caixa de giz vazia as reivindicações de professores. Como acham que o processo de formação ocorre? Por osmose?

Quem acredita nisso também repete bobagens como ”a pessoa é pobre porque não estudou”. Pois acha que a pedagogia usada nas escolas e o conteúdo produzido são bons e atendem às demandas e anseios das novas gerações. Acredita que basta estudar para ter uma boa vida e um emprego decente e que uma educação de qualidade é alcançável a todos e todas desde o berço. E que todas as pessoas ricas e de posses conquistaram o que têm sem herança de bens, relações ou influência. Acham que todas as leis foram criadas para garantir Justiça e que só temos um problema de aplicação. Não se perguntam quem fez as leis, o porquê de terem sido feitas ou questiona quem as aplica, muito menos qual o contexto em que tudo isso ocorre.

Você comprou uma TV LED de 60 polegadas e, por isso, sente-se – finalmente – no mesmo patamar dos seus vizinhos que já tinham uma em casa. Consegue se enxergar como um cidadão como nunca antes. Justo, você trabalhou por ela e merece ter esse conforto. Mas está endividado por ter que pagar o plano de saúde mequetrefe que te deixa na mão (porque subiu um pouco na vida, não é mais ”pobre” e não quer enfrentar a fila do SUS). E, ao mesmo tempo, com a corda no pescoço pela dívida contraída com a sua faculdade caça-níqueis de qualidade duvidosa (educação básica universalizou, mas a qualidade não acompanhou). Afinal, você não tinha dinheiro para pagar um bom colégio particular e, portanto, não conseguiu entrar em uma boa universidade pública para fazer aquele sonhado curso de medicina.

Você acredita que qualidade de vida significa apenas ter acesso a eletrodomésticos, carros populares e iogurte como te fizeram crer até aqui?

outubro-rosa

Fonte: Blog do Sakamoto