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BH pede “Fora Temer” e “Diretas Já”

Ato por “Fora Temer” e “Diretas Já” reúne milhares em BH.

Por Rayder Bragon

Golpista decepcionado, mas não arrependido

Golpista decepcionado, mas não arrependido

O empresário golpista Flávio Rocha, presidente da rede de moda Riachuelo

Ele defende as reformas previdenciárias e trabalhistas que pretendem escravizar os trabalhadores brasileiros (trechos da entrevista dada ao Uol Economia,publicada em 16/06/2017)

AS MENTIRAS QUE OS GOLPISTAS CONTARAM PARA DERRUBAR DILMA

29.11.2016
Do blog DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO, 20.11.16
Por Paulo Nogueira

A matéria mais lida esta semana no DCM dizia respeito a um empresário, Flávio Rocha, dono da Rede Riachuelo. Rocha desprezava os programas sociais, ele que já foi acusado de promover trabalho semiescravo.O título de nosso texto: “Estado Robin Hood acabou”, diz dono da Riachuelo, condenada a pagar pensão mensal a costureira que colocava elástico em 500 calças por hora… Os leitores se indignaram, e a nota viralizou.

Rocha, isto não estava em nosso texto, teve um papel expressivo no golpe.

Ele foi um dos primeiros empresários a defender a queda de Dilma publicamente.

E usou uma tática que hoje, passados seis meses, sabe-se que foi uma infame mentira destinada a ludibriar brasileiros desinformados.

Numa entrevista à BBC, ele afirmou que a economia se recuperaria “instantaneamente” com o impeachment.

Repito: instantaneamente.

Ele foi adiante:

O impeachment vai significar o fim desse ciclo que eu acabei de mencionar. Temer tem grande habilidade política e seria capaz de dar um propósito (ao governo) e criar homogeneidade de ação no Congresso. O PMDB tem um plano de governo que acredito ser a síntese das medidas mais urgentes para o Brasil hoje – o Ponte para o Futuro. Tenho a impressão de que, com o compromisso de não ser candidato a reeleição, Temer vai fazer do seu grande projeto de vida colocar em prática essas medidas e garantir a transição. Seria um legado excepcional para o próximo presidente.

Legado excepcional. Pausa para rir.

A dura realidade mostrou o real legado de Temer, e a brutalidade das mentiras que foram contadas para embelezar a narrativa do golpe.

Quem paga por isso?

Como demonstra o Tijolaço hoje, a “recuperação econômica” só existiu nas colunas de jornal, alimentadas por palavras como as de Rocha, destinadas a desestabilizar a democracia e destruir 54 milhões de votos. As fábricas brasileiras trabalham hoje com o menor índice de ocupação em 16 anos.

No mundo real, a economia não apenas piorou como a crise política deu um salto formidável. Onde o PMDB com seu plano perfeito para o Brasil, como disse Rocha?

Os historiadores da posteridade haverão de registrar as manobras sujas com que foi tramada a destruição da democracia: mentiras, mentiras e ainda mentiras.

O dicionário Oxford acaba de eleger a palavra do ano, inspirada na campanha cheia de lorotas de Trump: “pós-verdade”.

Pois é.

A “pós-verdade” é o retrato perfeito do golpe sofrido pelo Brasil.

Lena veja o que o tempo faz com as pessoas…

Lena veja o que o tempo faz com as pessoas…

Os dias eram assim?

Os dias eram assim ?

Qual seu nível de preconceito?

O que você sente quando vê um negro?

O que você pressente quando vê um pobre?

O que seus olhos veem quando você caminha na Praça da Sé, no Parque Dom Pedro, na periferia?

Quando é que você se sente inseguro? Seguro?

Quando é que você vê sentido no muro?

Quem é você quando está no meio do caos?

Por que é que as ruas dos playboys têm menos buracos?

Onde você estava quando Brasília pegou fogo?

Aécio! Temer! Gilmar Mendes! Cunha!

Quais foram seus crimes?

Quem pagou a propina?

Quem são seus advogados?

Quem matou Lucas Arcanjo?

Quem matou o Teori?

Quem matou Sérgio Moro?

Qual seu nível de manipulação global?

Como você separa alhos de bugalhos?

Qual bandido morto é bom?

Os dias são bons.

Pena que alguns dias chove e faz frio.

Justiça é bom, mas tem dias que condena antes do fim do processo, sem provas,

mas com muita convicção.

A Justiça tem um peso e duas medidas.

Medidas mansas aos amigos…

Medidas pesadas aos inimigos.

Qual seu nível de consciência?

Com quantos paus se faz uma canoa para o paraíso?

Domingo, Mulheres saem às ruas pelo Fora Temer e por Diretas Já

Mulheres saem às ruas pelo Fora Temer e por Diretas Já no domingo

Ato no Largo do Arouche, convocado pelas redes sociais, tem participação confirmada das cantoras Maria Gadú, Tulipa Ruiz, Ana Cañas e Lurdez da Luz

São Paulo – Movimentos de mulheres e organizações feministas saem às ruas no próximo domingo (11) em São Paulo para exigir a saída do presidente Michel Temer (PMDB-SP) e a realização de eleições diretas já. O ato, convocado por artistas, intelectuais e atletas será realizado no Largo do Arouche e contará com a participação das cantoras Maria Gadú, Tulipa Ruiz, Ana Cañas, Lurdez da Luz, entre outras.

Além da mudança do atual governo e a realização de novas eleições, a manifestação intitulada Mulheres Pelas Diretas e Por Direitos também marca posição contra a retirada de direitos dos trabalhadores representada pelas propostas de reforma trabalhista e da Previdência, que as prejudicarão ainda mais gravemente.

“Esse é um momento muito importante na história do Brasil, de lutar, diante do golpe vivido, por diretas já. Estamos num golpe que não cessa e precisamos nos manifestar. As mulheres, feministas ou não, têm papel fundamental nesse processo, de devolução da dignidade à política brasileira”, afirma a filósofa Marcia Tiburi.

Elas também reivindicam o combate a todas as formas de violência contra a mulher e lutam pela derrubada da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 29/2015, que proíbe o aborto mesmo em caso de risco à vida da gestante, gravidez gerada por estupro ou fetos com anencefalia, hoje considerado legal para estes casos.

“As mulheres têm sido uma voz ativa muito forte nesse processo político inteiro. Desta vez não poderia ser diferente. Elas se reúnem não apenas porque querem votar, as mulheres querem mais direitos”, diz a atriz Maeve Jinkings.

O combate à LGBTfobia, à violência contra a juventude, além de uma mudança na política econômica “voltada para a sustentabilidade da vida humana” também estão entre as bandeiras levantas pelas mulheres.

“Chegou a hora de a gente derrubar esse presidente ilegítimo, esse governo que não nos representa. Então queria chamar a todas vocês, no dia 11, às 12h, no Largo do Arouche, pelo nosso direito de votar”, convoca a nadadora Joanna Maranhão.

Fonte: Rede Brasil Atual