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Hacking Wave: projeto de HQ no Catarse resgata estética futurista dos anos 80

Em um mundo dominado pela tecnologia e por superpopulações, pessoas vivem suas vidas oprimidas pela desesperança de um futuro sem perspectivas. O que aconteceria, no entanto, se esses indivíduos fossem capazes de mudar totalmente a sua realidade acessando de maneira alternativa todo esse universo digital?
Esse é o universo de Hacking Wave, um gibi inédito de 36 páginas. Em sua primeira edição, ela traz duas histórias em quadrinhos ilustradas por Pedro Okuyama – Faça a Evolução e Sol Negro no Horizonte – roteirizadas por Zaheer e Larissa Palmieri, respectivamente.

Sobre o projeto
O projeto Hacking Wave surgiu a partir da crescente nostalgia do movimento de ficção científica, mais especificamente o cyberpunk dos anos 80 e 90.
As narrativas trazem esse elementos para as vidas de jovens que aproveitam as oportunidades, transgredindo as limitações impostas pela frieza com a qual uma sociedade extremamente tecnológica os trata.
Hacking Wave é um quadrinho para fãs de Akira, Ghost in The Shell, Blade Runner, Robocop, Rock and Rule, Redline, Serial Experiments Lain, Aeon Flux, Animatrix, Juiz Dredd, Batman.
O álbum conta com um total de 36 páginas, com capa colorida em couche fosco de 170g e páginas internas em preto e branco, impressas em Off Set 90g. Formato americano.
O lançamento do gibi vai acontecer na Comic Con Experience de 2017, no Artist’s Alley.
Campanha de financiamento coletivo no Catarse

Para custear a parte gráfica, o trio de quadrinistas busca a oportunidade de viabilizar o seu projeto na plataforma Catarse, a mais conhecida do gênero no Brasil. O valor total, de R$ 2000, atingiu 39% da meta até o momento e vem crescendo com bom desempenho.

Com preços acessíveis, a partir de R$15, e opções de recompensas como marca páginas, cartões postais, posters e artes originais, o leitor tem diversas opções de ajudar a viabilização do projeto e ainda receber brindes exclusivos.

Para ver mais detalhes e receber novidades do projeto, basta acessar o link https://www.catarse.me/hackingwave ou acompanhar a fanpage oficial do projeto no facebook https://www.facebook.com/hackingwavehq/

13 de outubro de 1977 – um dia para jamais ser esquecido

13 de outubro de 1977 – um dia para jamais ser esquecido

1977 – O ano que não acabou

13 de outubro de 1977 é um dia no qual nenhum corinthiano pode esquecer.
13 de outubro de 1977 é um dia no qual todos os corinthianos devem agradecer ao Basílio que fez aos 36 do segundo tempo o gol mais importante da história do futebol.

O gol da quebra do tabu

Nesta data, uma noite em São Paulo, uma quinta-feira no Estádio Cicero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Morumbi, o time do povo conquistava o Campeonato Paulista com uma vitória épica, magistral sobre Ponte Preta.

Temos que agradecer a todos que estiveram naquele jogo, hoje, dia 13 de outubro de 1977 é dia de agradecer a Geraldão, Moisés, Vaguinho, Luciano, Romeu, Palhinha, Ruço, Tobias, Wladimir, Claudio Mineiro, Zé Eduardo, Basílio, Edu, Ademir, Zé Maria, Givanildo, Darçy, Jairo, Adãozinho, Lance, Rubens Nicola, Beline, Góis, Jenildo.
Agradecer ao Duque que comandou o clube por 13 partidas antes da queda para assumir Oswaldo Brandão.
Agradecer a José Teixeira que dirigiu o time no jogo entre Corinthians 3×1 XV de Piracicaba quando o treinador Oswaldo Brandão não pode ficar no banco de reservas.

Uma campanha magistral, de um time de guerreiros, que em 48 jogos, conquistou 30 vitórias, 6 empates e teve 12 derrotas. Marcou 73 gols e sofreu 38 com um saldo de 35 gols.

Dizem que não devemos sentir inveja de ninguém, de nada, mas eu sinto uma pontinha de inveja das 86.677 que estiveram no estádio, ao vivo e puderam ver o gol de Basílio, que puderam comemorar, vibrar e tirar aquele grito entalado na garganta de é campeão.

Se Deus me desse o direito de voltar no tempo uma única vez, eu gostaria de estar neste estádio, neste dia, para poder me emocionar com estes jogadores.

A todos vocês, o meu obrigado.

Heróis de uma conquista inesquecível – Zé Maria, Tobias, Moisés, Ademir, Wladimir, Ruço,

Basílio, Luciano, Vaguinho, Geraldão, Romeu. Muito obrigado.

 

Fonte: República do Corinthians

bEASTIE bOYS – sABOTAGE

bEASTIE bOYS – sABOTAGE

I can’t stand it I know you planned it
But I’m gonna set it straight, this Watergate
I can’t stand rocking when I’m in here
Because your crystal ball ain’t so crystal clear…

Camisa de Vênus – Lobo expiatório

Camisa de Vênus – Lobo expiatório

É preciso dar exemplo, é preciso encontrar
Um lobo expiatório uma eminência parda
É preciso lei e ordem aqui nesta floresta
Chamem os caçadores e suas espingardas

As vezes é tão difícil disfarçar
Não ver que está jorrando sangue da ferida
E continuar cantando estes longos, longos anos
De vida dividida de vida bandida

Pelo risco de correr através do escuro
Pelo fogo que queima nossa alma
Pelo medo de quem se acha seguro
Pelo desejo que nunca se acalma

É só conferir através dos tempos
Essa estupidez chega a ser histórica
É tão redundante, é tão previsível
Como não bocejar diante desta retórica

Não é a Espanha: A história e o orgulho da Catalunha

Não é a Espanha: A história e o orgulho da Catalunha

Entenda por que eles querem a independência

Mauro Tracco

O programa diante da Catedral de Barcelona é sempre o mesmo: jovens e idosos dão as mãos, formam uma roda e começam a bailar a sardana, uma dança que existe desde o século 19, mas quase foi proscrita durante a ditadura de Francisco Franco, entre 1939 e 1975.

A sardana é, a um só tempo, exemplo e demonstração do orgulho catalão – e das diferenças entre a região e o resto da Espanha. Diferenças essas que fizeram com que a região buscasse durante anos a sua independência.

De onde vem tanto orgulho? Baseado em que a Catalunha se intitula uma nação?

Aliás, o que exatamente constitui uma nação? “Na velha Europa, são comunidades culturais assentadas em um território, com uma história comum, uma língua, uma cultura e o que poderíamos definir como uma psicologia coletiva, resultado de um processo de longa duração”, diz Augustí Alcoberro, diretor do Museu de História da Catalunha. “A Catalunha é uma nação europeia porque reúne todas essas características.”

Forte desde os gregos

A região da Catalunha, no nordeste da Península Ibérica, é velha conhecida da humanidade. Os gregos desembarcaram ali e fundaram as cidades de Emporion (atual Empuries) e Rodhes (Roses).

Depois chegaram os fenícios, vindos do norte da África, que usaram a região como caminho para Roma durante a Segunda Guerra Púnica (218-201 a.C.). Os romanos também passaram (e ficaram) por ali.

Em sua longa estada fundaram cidades como Tarraco (Tarragona) – capital da Hispania Cisterior e depois da província Tarraconense -, Gerunda (Girona) e Barcino (Barcelona). Trouxeram as leis, o latim e, no final do império, o cristianismo.

Em 472, os visigodos puseram fim a 600 anos de domínio romano, mas não foram capazes de evitar a invasão árabe no começo do século 8. Foi justamente a luta do Império Carolíngio, liderado pelo imperador franco Carlos Magno, para expulsar os muçulmanos da Europa, que plantou o gérmen da futura Catalunha – os exércitos francos tomaram Barcelona em 801.

Carlos Magno dividiu seu reino em condados, subordinados ao poder central. Aos poucos, durante o século 9, os nobres foram se desvinculando dos francos e deram origem a dinastias locais. “Esse processo foi a base da futura independência do país”, explica Jaume Sobrequés, catedrático de história da Catalunha da Universidade Autônoma de Barcelona, no livro Història de Catalunya. 

Diz a lenda que após uma batalha contra os muçulmanos, Guifré, El Pilòs, que unificou os vários condados catalães, ficou gravemente ferido. O imperador carolíngio Carlos II colocou a mão direita na ferida do conde e passou os quatro dedos ensanguentados sobre o escudo dourado. Desde então, as quatro barras vermelhas sobre fundo amarelo se tornaram o escudo dos Condes de Barcelona.

Nasce uma identidade

Os termos “Catalunha” e “catalães” para definir o lugar e sua gente são documentados a partir do século 12, na mesma época em que foram produzidos os primeiros textos de caráter literário, jurídico e religioso em catalão, uma língua evoluída do latim.

Em 1137, o casamento entre o Conde de Barcelona, Ramón Berenguer IV, e a herdeira do reino de Aragão, Petronila, criou a confederação catalão-aragonesa, ou Coroa de Aragão. “O pacto garantiu a sobrevivência do reino de Aragão, ameaçado pelos de Castela e Navarra, e a supremacia da Casa de Barcelona sobre esse território”, diz Alcoberro.

Os dois domínios mantiveram suas leis, idiomas e impostos próprios. Tinham em comum apenas a figura do soberano, que em um lugar era chamado de rei de Aragão e no outro de conde de Barcelona.

 

 

  • Castellers x Tourada: Os castelos humanos são a mais popular tradição catalã. A cultura taurina é um dos principais símbolos da identidade espanhola. E foi proibida na Catalunha em 2010.

  • Sardana X Flamenco: A ideia da dança de roda típica dos catalães é mostrar a unidade do seu povo. O flamenco tem raízes nas culturas ciganas e mouras da Andaluzia.

  • Salvador Dalí x Pablo Picasso: O mestre surrealista é catalão. O gênio cubista nasceu em Málaga, na Andaluzia.

  • Gaudí x Cervantes: A arquitetura de Gaudí criou a identidade visual da Catalunha. Já a obra Dom Quixote, de Cervantes, escrita em castelhano, é considerada o primeiro romance moderno.

  • Fuet x Jamón: Na Península Ibérica, você é o embutido que você come. O fuet catalão é uma espécie de salame e o jamón, um presunto cru.

  • Cava x Jerez: A independência não terá champanhe, mas cava, o vinho espumante catalão. Os espanhóis vão ter que digerir a notícia com uma dose de jerez, um vinho fortificado com aguardente.

Foi um período dourado. Durante o século 13, o conde-rei Jaime I, o Conquistador, empreendeu uma bem-sucedida política expansionista. Sob seu comando, os reinos de Majorca e Valência foram incorporados à Coroa de Aragão. Seus descendentes conquistariam as ilhas de Sardenha e Sicília, os ducados gregos de Atenas e Neopátria e o reino de Nápoles.

“Foi formado um verdadeiro império político e econômico catalão no mediterrâneo, em dura rivalidade com Gênova e outras cidades-estado italianas”, afirma Sobrequès.

Foi também nessa época que começaram a tomar forma definitiva as instituições que governariam o país até 1714, como o Conselho de Cento de Barcelona, responsável pela vida municipal, e as Cortes Catalãs, o legislativo que controlava a atuação do rei.

A partir de 1362 se consolidou uma representação permanente das Cortes, chamada Diputació del General, ou Generalitat, que se converteria no mais importante organismo político da Catalunha durante os séculos 14 e 15.

 

O declínio sob Castela

Quando o rei Martin, o Humano, morreu em 1410 sem deixar herdeiros, colocou fim à dinastia catalã. Em 1469, veio o casamento entre Fernando II de Aragão e Isabel de Castela, que passaram à História como os Reis Católicos. Seus respectivos domínios continuaram sendo governados separadamente, seguindo um modelo semelhante à da confederação catalã-aragonesa. Carlos I, da Casa de Áustria, neto de Fernando II, foi o primeiro monarca a receber a dupla herança de Castela e Aragão, em 1516.

Apesar da manutenção das instituições, a união beneficiou Castela, que de forma progressiva conquistou relevância no cenário internacional, principalmente com o descobrimento da América, em 1492. O surgimento da figura do vice-rei, representante do soberano na Catalunha, erodiu o poder local e alimentou o atrito com uma Madri cada vez mais absolutista.

O golpe de misericórdia à Catalunha foi dado em um dos últimos episódios da Guerra da Sucessão Espanhola, que opôs os estados bourbônicos (França e a Espanha de Felipe V) aos da Grande Aliança de Haia (Inglaterra, Países Baixos, o Império Alemão, Savoia e Portugal). A Catalunha apostou pela causa aliada para garantir a preservação de suas leis.

Mas Felipe V de Bourbon, saiu vitorioso do conflito. No dia 11 de setembro de 1714, após 13 meses de sítio, ocupou Barcelona. “A pior consequência da derrota foi a dissolução do Estado catalão”, diz Alcoberro. Desde então, a Espanha passou a ser um estado juridicamente uniforme, com apenas uma língua oficial – o castelhano – e administração centralizada em Madri.

 

Progresso, progresso

A Catalunha experimentou um notável crescimento econômico durante o século 18 e iniciou um processo de industrialização em 1830. As fábricas a vapor configuraram um novo modelo de produção baseado no setor têxtil. “Ao longo do século 19, a industrialização diferenciou a Catalunha e o País Basco do resto dos territórios da Espanha, ainda de predomínio rural”, diz Jordi Casassas, catedrático de história contemporânea da Universidade de Barcelona.

A sociedade catalã protagonizou a eclosão de um movimento cultural conhecido como Reinaxença (Renascimento). Guiados pelo ideal romântico do século 19, toda uma geração de intelectuais, poetas e artistas sentiu a necessidade de ressuscitar a identidade e o idioma nativos.

“Os atores da Reinaxença tiveram papel vital para o catalanismo, uma vez que criaram a bagagem cultural sobre a qual se codificaria a moderna identidade catalã”, diz Casassas. O partido conservador Liga Regionalista, criado em 1901, deu origem à aliança Solidaritat Catalana, que se transformou em uma potência eleitoral e social. “Foi um passo definitivo para a consolidação do nacionalismo catalão”, afirma Sobrequés.

Paralelamente a essa corrente conservadora, surgiu outra mais radical, representada pelo Estat Català, fundado por Francesc Macià em 1922. A união do Estat Català com outros grupos deu origem à Esquerra Republicana, partido que sempre advogou a independência da Catalunha.

Repressão

Após a ditadura de Primo de Rivera (1923-1930), as eleições municipais de 1931 acabaram com a monarquia e inauguraram o curto período da Segunda República Espanhola.

Macià aproveitou para proclamar a República Catalã, gerando uma crise que obrigou o governo de Madri a aceitar a criação de um governo autônomo. Em 1932, as Cortes Constituintes espanholas aprovaram o Estatuto de Autonomia da Catalunha, que garantia um presidente (Macià), um governo e um Parlamento. Porém, “a transferência de atribuições do Estado estava longe de acabar quando estourou a Guerra Civil, em 1936”, diz Sobrequés.

A vitória franquista anulou o Estatuto, destruiu instituições e impôs uma feroz repressão. O uso público do catalão foi proibido. Mas a violência só alimentou o sentimento independentista. Com a morte de Franco, em 1975, a Espanha começou sua transição para a democracia. A nova Constituição, de 1978, abriu as portas para a Catalunha aprovar um novo estatuto.

A Generalitat estava de volta. Em 1983, foi criada a Lei da Normalização Linguística, que transformou o catalão em idioma co-oficial, ensinado nas escolas. Surgiram estações de rádio e TV com programação no idioma local.

Ai contrário do que queria o governo de Madri, as comunidades autônomas não arrefeceram em seu nacionalismo.

Às portas da independência

No último domingo, 1º de outubro, mais 90% de 2,02 milhões de catalães votaram a favor da independência da Espanha (e talvez mais 700 mil tiveram seu voto confiscado). Fizeram isso em meio a muita chuva e ações violentas da tropa de choque espanhola, pois o governo central considera o plebiscito ilegal.

Desde então, a situação está tensa. As ruas foram tomadas por protestos pelo respeito à vontade manifestada no voto. Nesta quarta feira, 4 de outubro, foi anunciada a convocação de uma sessão plenária do Parlamento da Catalunha por partidos independentistas o Junts pel Si e o CUP, com a finalidade de discutir os resultados do plebiscito.

A sessão está prevista para acontecer na próxima segunda-feira, 8 de outubro. O presidente da Catalunha, Carles Puigdemont garante que a declaração unilateral de independência será realizada no final desta semana ou no início da próxima. O que pode significar até mesmo uma guerra civil com a Espanha, ainda que o mundo tensamente espere que não chegue a tanto.

  • Área: 32.114 km²
    137ª no mundo
    Maior que: Bélgica – 30.528 km²

  • População: 7.522.596
    101ª no mundo
    Maior que: Dinamarca – 5.760.694

  • PIB: US$ 255,204 bilhões
    44ª no mundo
    Maior que: Chile: US$ 247,025 bilhões

  • PIB per capita (PPP): US$ 43.837
    24ª no mundo
    Maior que: Reino Unido – US$ 42.481

  • Fonte:  Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional