Arquivos da categoria: Direitos Humanos

George Yionoulis e o autismo

George Yionoulis e o autismo

George Yionoulis é um norte-americano de 9 anos de idade que sofre de autismo.
Em novembro, o menino publicou um vídeo no qual explica como é viver com a doença.

 

20 de novembro, Dia de Luta do Povo Negro! FORA TEMER GOLPISTA!

20 de novembro, Dia de Luta do Povo Negro! FORA TEMER GOLPISTA!

Hoje, dia 20 de novembro, é celebrado o Dia de Luta do Povo Negro, em memória a vida de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, herói que liderou os negros na luta contra a escravidão, tendo sido assassinado em 1695, em um 20 de novembro.

Diante dessa importante data, o Partido da Causa Operária e o Coletivo de Negros João Cândido convocam todos para o ato que será realizado no Centro Cultural Benjamim Perét, às 11:00, onde será debatido o problema da violência policial, o genocídio do povo negro e a luta contra o golpe de Estado.

Uma integrante das Mães de Osasco participará do debate, relatando uma das maiores chacinas cometidas pela polícia de São Paulo.

Na hora do almoço, será servida uma deliciosa comida baiana e, em seguida, já na parte da tarde, terá apresentação de um grupo de samba.

No final da atividade, será exibido o filme A Última Ceia, do cubano Tomás Gutiérrez Alea, que trata da luta contra a escravidão.

As atividades marcarão o primeiro programa de negros da Causa Operária TV, o Tição, que, em virtude do 20 de novembro, terá como programação a cobertura de toda a atividade. O programa irá ao ar todas as segundas feiras, e irá abordar temas de interesse do povo negro.

Não percam, compareçam, hoje, ao CCBP, localizado na Rua Serranos, 90, Saúde-SP, perto da estação de metrô Saúde.

Fonte: Causa Operária

Urgente – PEC 181

Urgente – PEC 181

Queridas amigas e amigos,

Alerta!!! Deputados acabaram de aprovar uma proposta para punir mulheres vítimas de estupro. Temos que agir agora!

Numa artimanha de Eduardo Cunha — preso por corrupção — eles querem forçar vítimas a terem os filhos dos estupradores e prender mulheres que sofreram um aborto.

Vergonhosamente, 18 homens votaram contra as mulheres e apenas uma deputada defendeu essas vítimas.

Ainda falta uma votação e fontes em Brasília dizem que a pressão pública é DECISIVA: um apoiador crucial dessa proposta pode voltar atrás e desistir. Assine e compartilhe para pressionar os deputados a desistir dessa monstruosidade:

Assine para defender as vítimas de estupro

O aborto não é um tema fácil para nenhum de nós, mas isso não significa que podemos apedrejar suas vítimas.  É tanta maldade, que uma mulher que for estuprada poderá responder por um crime — além do trauma e da culpa eterna, ela será presa.

Essa medida foi arquitetada por Eduardo Cunha antes de ir pra cadeia, e só agora foi à votação. É uma manobra cruel que coloca ainda mais em risco a vida de mulheres que não merecem ir para a cadeia como ele. Na próxima votação, temos uma chance única de derrubar esse presente de grego de Cunha. Vamos agir!

Assine a petição urgente e compartilhe com todas as mulheres que você conhece e com os homens que se importam com as vidas delas:

Assine para defender as vítimas de estupro

Nosso movimento estava na linha de frente da campanha contra Eduardo Cunha, mas suas maldades ainda impactam a nossa política. Esse projeto com a marca dele não é sobre nossa fé ou nossa opinião sobre o aborto, mas sobre como os corruptos querem impôr a sua maldade sobre as mulheres para que esqueçamos o que eles estão aprontando com nosso dinheiro.

Com esperança e determinação,

Laura, Flora, Diego, Nana, Joseph e todo o time da Avaaz

Padre Júlio: “temo que São Paulo também passe a lidar com milícias”

Padre Júlio: “temo que São Paulo também passe a lidar com milícias”

No caso paulistano, onde a nova gestão tenta emplacar um “choque de mercado”, o aumento das tensões nas ruas é latente, seja através de mortes como do carroceiro Ricardo Nascimento ou intervenções do poder público sobre moradores de rua ou na Cracolândia. É sobre isso que entrevistamos o Padre Júlio Lancellotti, que acaba de solicitar proteção à Anistia Internacional.

“Ficamos muito espantados com uma operação de rapa no Brás na quinta-feira, na qual o funcionário da Inova ligou para o policial militar conhecido dele para reprimir a população. Minutos depois, chegaram vários policiais com doze na mão em cima do povo. Ele não chamou a polícia. Ele chamou ‘aquele’ policial”, comentou, ao explicar por que teme pela eclosão das milícias como mediadoras da vida pública da cidade, a exemplo do Rio.

Na conversa, Padre Júlio conta os motivos que o levaram a pedir proteção da ONG de Direitos Humanos, a crescente participação militar em temas corriqueiros da vida social da cidade, faz uma breve análise do início do mandato do prefeito João Dória e diz temer pelo esgarçamento completo de nossas relações sociais e políticas.

“Fica claro que ‘cidade linda’ é onde os pobres não podem morar (…) Estamos levando o povo ao limite do suportável”, resumiu o clérigo que há anos se destaca pelo seu ativismo na região central da cidade.

A entrevista completa pode ser lida a seguir.

Correio da Cidadania: O que te levou a pedir amparo da Anistia Internacional?

Padre Júlio Lancellotti: Nosso pedido de socorro e a situação difícil que vivemos se devem ao fato de considerarmos a população de rua como refugiados urbanos. Ninguém os quer, ninguém os aceita, em todos os lugares aonde vão as pessoas reclamam dos sem tetos e querem que saiam.

Aqui na Mooca, uma das regiões de maior incidência de população de rua na cidade, depois de locais como Centro e República, os moradores do bairro estão cada vez mais intolerantes. E o próprio Conselho Comunitário de Segurança propõe que não haja mais serviços de auxílio à população de rua, assim como em relação a mim, na Paróquia em que atuo.

Correio da Cidadania: Como tem sido a atuação policial na região central em relação às pessoas mais pobres ou em situação de rua?

Padre Júlio Lancellotti: Como há aumento da população de rua, o que percebemos é que não só a GCM como a própria PM tem entrado na repressão. Vamos vivendo uma violência e intolerância agudas, não só por parte das polícias, mas dos grupos privados de segurança.

Do jeito que as coisas vão, temo que passemos a ter de lidar com milícias aqui em São Paulo também.

Correio da Cidadania: Esse é um ponto nunca mencionado nas notícias e debates. Você tem indícios sobre essa questão de milícias?

Padre Júlio Lancellotti: Existem muitos acertos e grupos articulados, por exemplo, nessa Operação Delegada, ou com pessoal que está de folga e faz trabalhos como segurança particular. Há uma grande articulação entre eles, grande mesmo.

Ficamos muito espantados com uma operação de rapa no Brás na quinta-feira, na qual o funcionário da Inova ligou para o policial militar conhecido dele para reprimir a população. Minutos depois, chegaram vários policiais com doze na mão em cima do povo.

Ele não chamou a polícia. Ele chamou “aquele” policial.

Correio da Cidadania: Como você tem observado a questão social e em especial dos sem tetos no centro de São Paulo nesta transição de Haddad para Dória?

Padre Júlio Lancellotti: As coisas não mudam muito de um governo para outro. O que acontece é a interrupção de programas entre uma e outra administração, pois cada uma quer ter sua própria marca. Por isso a descontinuidade.

Mas na questão da limpeza urbana, da chamada higienização, todas as administrações agem da mesma forma. Querem e conseguem promover remoções, contam com o clamor de bairros e conselhos que querem ver as pessoas retiradas etc.

Correio da Cidadania: Você tinha dito que Haddad seria lembrado pelas ciclovias. Como analisa essa declaração em perspectiva com a atual prefeitura? E Dória, deixará qual imagem a seguir sua atuação?

Padre Júlio Lancellotti: Ainda estamos no início da gestão, mas acredito que uma das marcas que “pega” é a Cidade Linda. E fica claro que “cidade linda” é onde os pobres não podem morar.

Correio da Cidadania: O que falar da operação policial da Cracolândia, quase dois meses após sua execução? O que de fato houve de resultados?

Padre Júlio Lancellotti: Todas as operações militares na Cracolândia, como em 2012 ou 2014, dão o mesmo resultado. Todas as administrações entraram lá e tiveram, basicamente, os mesmos resultados. O fluxo continua lá, porque buscam mudar os efeitos, não as causas.

Correio da Cidadania: Indo além de São Paulo, vimos que o Rio de Janeiro triplicou sua população de rua de 2014 pra cá, mesmo no bojo dos megaeventos esportivos e toda aquela euforia em torno da pujança do país. Como você enxerga de modo geral a questão da moradia na atualidade?

Padre Júlio Lancellotti: Temos discutido muito a questão do direito de morar, mesmo que não seja o direito de propriedade, através da locação social, algo possível de se fazer, sem grande custo. Mas é preciso vontade.

A população que vive de forma precária nas cidades é imensa, a demanda por moradia é imensa e a oferta de lugares para se morar é cada vez menor. O número de despejos aumenta. Estamos levando o povo ao limite do suportável.

Correio da Cidadania: Que relação você faz entre a intervenção no centro paulistano com o atual momento político brasileiro, de um modo mais geral?

Padre Júlio Lancellotti: É bastante grave. Estamos vivendo um momento de endurecimento, retrógrado, um momento de retorno ao Estado Militar, de prestigiar aqueles que trazem a linguagem militar, do armamento e das mortes.

O Brasil passa por uma grande encruzilhada. Ou nos tornamos uma nação ou voltaremos à escravidão.

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“Não sei até quando Dória viverá de factoides e ignorará todas as discussões estruturantes”

Gabriel Brito é jornalista e editor do Correio da Cidadania.

Fonte: Correio da Cidadania

Para Chê Guevara

Para Chê Guevara

Homenagem a Che

Potiguara Lima

Podemos pensar no mundo a partir das condições de vida que são apresentadas para nos fazermos potentes em nossos ideais e em nossos sonhos. O período histórico profundamente grave em que vivemos, em que se recolocam e aprofundam toda forma de injustiça, requer que os defensores desse estado de coisas se especializem em coagir qualquer pessoa que se rebele contra os senhores do mundo e seus interesses.

É necessário nos sacudirmos e nos livrarmos a todo momento das teias da indiferença, da resignação, da intolerância, do ódio. Somos instados a nos curvar diante da potência infame daqueles que exploram nosso povo de forma brutal e querem acreditar e nos fazer acreditar que humilham nossas lutadoras e lutadores.

Nossos inimigos, aqueles que contam seu enriquecimento diário aos milhares, aos milhões, fingem se inconformar com os problemas do mundo: “quanta incompetência e ineficiência!” – não cansam de repetir os magnatas do mundo empresarial e financeiro. Ao mesmo instante em que isso é afirmado, já abocanham mais alguns milhões na sociedade transformada em cassino.

No jogo do mercado, aparentemente asséptico e quase neutro para alguns, os ganhos se dão em cima de mais miséria e sofrimento humano. E um dos principais desafios das classes dominantes é o de convencer sobre a aceitabilidade e o caráter privado do sofrimento socialmente determinado. “Se preocupe com você mesmo e cuide do seu sofrimento!”

Nestes dias, celebramos a morte de alguém que é símbolo de um tipo de existência que “diz” com a própria vida, e com a própria morte, que viver em conivência às injustiças e bajulando os reis da tirania, os heróis do capitalismo, é viver indignamente.

O exemplo de Che foi acima de tudo o de mostrar que o conforto, a adequação à ordem das agradáveis sensações bem compradas, com prazeres bem postos por consumo e por status, distorcem o real sentido da existência humana. “Essa vida” nos mostrou que é possível ampararmo-nos na indignação e que podemos sempre, cotidiana e extraordinariamente, fazermos de nossa indignação potência. Assim, e só assim, a vida se confunde com o trabalho e o sentimento de transformar e estar no mundo.

Che sabia que herdamos um mundo com muita riqueza. A humanidade aprendeu a usar de várias formas de energia, a manipular e mesmo criar diferentes materiais e conhecemos muito dos ciclos naturais. Mas todas essas conquistas, frutos de toda a evolução desde os que primeiro foram tendo a possibilidade de organizar seu papel no mundo (que nem esses humanos que conhecemos por sinal eram), estão sendo malditas por um sistema que se especializa em utilizar irracionalmente a energia e tudo o que a natureza dispõe, tendo instaurado o desperdício como necessidade e a degradação do mundo como regra. Che também percebeu que a utilização e descarte das vidas humanas, em exploração, indiferença, sofrimento e morte, também foi sempre uma necessidade crescente do capitalismo.

Nesse momento, personagens políticos prepotentes, cínicos e ignorantes ganham espaço para apresentarem saídas que radicalizam a forma dominante de tratar os problemas do mundo. Os que também concordam com o status quo, mas acham que o aprofundamento do capitalismo tem de vir com estabilidade política estão desmoralizados, e não poderia ser diferente.

Diante de um impasse histórico da envergadura do que vivemos há anseio por saídas que se propõem a ir à raiz dos problemas, legitimando ou questionando com tenacidade os problemas sociais. Com o agravamento dos conflitos de classe, estão colocadas formas de violência distintas: de um lado, aqueles que querem resolver os problemas violentando ainda mais os pobres e a natureza, criando um mundo de intolerância, medo e resignação à miséria e a toda sorte de sofrimento social; de outro, estão aqueles que se dispõem a frutificar seus anseios de justiça em toda forma de luta por direito e dignidade. Estes últimos têm aprendido que desmascarar os vigaristas bilionários e todo o seu séquito é e será a atitude mais reprovável, a violência mais inadmissível existente para as classes dominantes.

Che levou ao paroxismo a luta contra as injustiças. Compreendeu o absurdo das relações humanas de seu tempo, de nosso tempo, sugerindo e ensinando que a organização popular contra a exploração tem consequência prática e revolucionária.

Abreviar cronologicamente a vida significou para o nosso companheiro latino-americano, e símbolo de rebeldia dos povos oprimidos do mundo, preencher de vida a história. Por isso, onde há luta contra toda forma de injustiça, Che vive!

Potiguara Lima é educador.

Fonte: Correio da Cidadania

Mais Che

Che: economia e revolução