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Domingo, Mulheres saem às ruas pelo Fora Temer e por Diretas Já

Mulheres saem às ruas pelo Fora Temer e por Diretas Já no domingo

Ato no Largo do Arouche, convocado pelas redes sociais, tem participação confirmada das cantoras Maria Gadú, Tulipa Ruiz, Ana Cañas e Lurdez da Luz

São Paulo – Movimentos de mulheres e organizações feministas saem às ruas no próximo domingo (11) em São Paulo para exigir a saída do presidente Michel Temer (PMDB-SP) e a realização de eleições diretas já. O ato, convocado por artistas, intelectuais e atletas será realizado no Largo do Arouche e contará com a participação das cantoras Maria Gadú, Tulipa Ruiz, Ana Cañas, Lurdez da Luz, entre outras.

Além da mudança do atual governo e a realização de novas eleições, a manifestação intitulada Mulheres Pelas Diretas e Por Direitos também marca posição contra a retirada de direitos dos trabalhadores representada pelas propostas de reforma trabalhista e da Previdência, que as prejudicarão ainda mais gravemente.

“Esse é um momento muito importante na história do Brasil, de lutar, diante do golpe vivido, por diretas já. Estamos num golpe que não cessa e precisamos nos manifestar. As mulheres, feministas ou não, têm papel fundamental nesse processo, de devolução da dignidade à política brasileira”, afirma a filósofa Marcia Tiburi.

Elas também reivindicam o combate a todas as formas de violência contra a mulher e lutam pela derrubada da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 29/2015, que proíbe o aborto mesmo em caso de risco à vida da gestante, gravidez gerada por estupro ou fetos com anencefalia, hoje considerado legal para estes casos.

“As mulheres têm sido uma voz ativa muito forte nesse processo político inteiro. Desta vez não poderia ser diferente. Elas se reúnem não apenas porque querem votar, as mulheres querem mais direitos”, diz a atriz Maeve Jinkings.

O combate à LGBTfobia, à violência contra a juventude, além de uma mudança na política econômica “voltada para a sustentabilidade da vida humana” também estão entre as bandeiras levantas pelas mulheres.

“Chegou a hora de a gente derrubar esse presidente ilegítimo, esse governo que não nos representa. Então queria chamar a todas vocês, no dia 11, às 12h, no Largo do Arouche, pelo nosso direito de votar”, convoca a nadadora Joanna Maranhão.

Fonte: Rede Brasil Atual

Pobre Pará! Chacina, sim

Pobre Pará! Chacina, sim

Pobre Pará, Pobre Brasil

 Lúcio Flávio Pinto

A maior pre­o­cu­pação do se­cre­tário de se­gu­rança pú­blica do Pará, ge­neral Je­annot Jansen, na pri­meira de­cla­ração que fez sobre o con­flito em Pau D’Arco, foi res­saltar que a po­lícia – civil e mi­litar – não cum­pria man­dado de rein­te­gração de posse. Ou seja: não ia de­sa­lojar os ocu­pantes da fa­zenda Santa Lúcia, como acon­te­cera em duas si­tu­a­ções an­te­ri­ores.

Desta vez, a po­lícia cum­priria man­dados ju­di­ciais de prisão contra quatro pes­soas, que te­riam par­ti­ci­pado do as­sas­si­nato de um vi­gi­lante da fa­zenda, ocor­rido um mês antes, e de busca e apre­ensão de armas e do­cu­mentos. Na ex­pli­cação do se­cre­tário, a pre­sunção era de que a ope­ração re­sul­tara da cons­ta­tação de que o alvo eram de­lin­quentes co­muns e não pos­seiros.

A versão ofi­cial é co­e­rente com essa tese. De 25 a 30 ho­mens re­ce­beram a força po­li­cial com tiros, apro­vei­tando-se para essa ini­ci­a­tiva do fato de es­tarem numa área co­nhe­cida e a partir de uma trin­cheira que pu­dessem ter mon­tado. Ti­nham ar­senal para essa de­cisão: 11 armas de grosso ca­libre, in­cluindo es­pin­gardas, fuzil e uma po­tente pis­tola Glock.

Quem já acom­pa­nhou esse tipo de si­tu­ação, sabe que o ti­ro­teio cos­tuma se ge­ne­ra­lizar. É quase im­pos­sível que só haja baixa de um lado – e do lado que es­tava me­lhor po­si­ci­o­nado no que os com­ba­tentes chamam de te­atro de ope­ra­ções.

Essa expectativa, ao contrário do que proclamou o delegado licenciado e deputado federal Éder Mauro (do PSD), na sua reação corporativa e parcial, não significa que se deseje a morte ou ferimento de policiais. É hipótese coerente com a versão (cuja falsidade cada vez mais se revela) da Secretaria de Segurança Pública.

Se a tropa foi vítima dos primeiros disparos ao entrar na área é porque foi surpreendida por essa reação. Até encontrar um lugar adequado para retrucar ao ataque, inevitavelmente teria sofrido alguma baixa, mesmo que sem vítima fatal. O tiroteio pesado deixaria marcas claras do combate, o que nas vistorias posteriores ao local não foi percebido.

Mas se os policiais só atiraram porque foram alvejados antes, sua maior preocupação seria preservar a integridade do local para usá-lo como prova da sua versão, logo posta em questão ou imediatamente desacreditada. No entanto, a expedição retirou os cadáveres, arrecadou as armas e limpou o ambiente, prejudicando – ou até inviabilizando – o trabalho dos peritos.

Novamente na sua manifestação utilitária, para ganhar a pronta aprovação dos seus pares e das pessoas que encaram o problema por uma ótica simplista e radical, o deputado Éder Mauro desdenha esse argumento. Disse que a ação foi humanitária. Afinal, os policiais não iam deixar os cadáveres expostos.

A gravidade do acontecimento, com 10 mortes só de um lado (e, talvez, mais oito feridos que escaparam do tiroteio pelo mato), reforçaria o cumprimento do dever profissional dos policiais de preservar a cena do crime, com os corpos dilacerados pelas balas, o sangue espalhado e, sobretudo, a prova definitiva de que houve mesmo um combate e não uma matança deliberada, planejada, cumprida para atender uma das partes do conflito fundiário.

Suscitar essa hipótese, de sólida consistência, não significa levar ao absurdo a defesa dos direitos humanos, como se apenas uma das partes, a falsamente (ou verdadeiramente) mais fraca, enquanto a outra, a dos policiais e fazendeiros, é totalmente ignorada.

O maniqueísmo se mostra deturpador em mais este exemplo. Se houve um momento em que o conflito era claramente entre duas partes, a dos donos (por justo título ou mera grilagem) da terra e os posseiros, que só dispunham do seu trabalho para exercer seus direitos, hoje esse dualismo desapareceu.

É tal o fracasso do governo como órgão regulador de litígio, acompanhante dos fatos e repressor de ilícitos que os atores em cena se diversificaram muito. Em meio a posseiros há pistoleiros, grileiros, desmatadores, intermediários de fazendeiros e um universo humano que se desenvolveu sobre a incompetência da administração pública.

Ainda assim, o caso de Pau D’Arco tem uma violência e um nítido sentido de parcialidade que torna difícil – se não impossível – absorver as explicações do governo, formuladas – mais uma vez – com incompetência pelo abúlico secretário de segurança pública.

A figura inexpressiva do general Jansen parece só se manter diante da criminosa omissão do governador Simão Jatene. Mais uma vez, diante de novo escândalo, que devolve o Pará ao pior noticiário nacional e internacional, o governador sumiu.

Nesses momentos, o tucano parece renunciar à condição de comandante-em-chefe da força policial, que só exerce em momentos festivos, com hinos, dobrados e medalhas. O Pará que trate suas dores por si próprio, dentre as quais matanças como esta, 21 anos depois de Eldorado dos Carajás. É o atestado da continuidade de uma marca que tanto mal lhe faz: a selvageria.

Lucio Flavio Pinto é jornalista e editor do Jornal Pessoal.

Política de Temer: Tratar desemprego de 14 milhões com redução de direitos

Política de Temer: Tratar desemprego de 14 milhões com redução de direitos

Leonardo Sakamoto

O número de desempregados no Brasil foi de 14 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, para o trimestre entre fevereiro e abril deste ano. O que representa uma taxa de desemprego de 13,6%. Para o IBGE, ainda é cedo para falar em recuperação econômica.

No mesmo dia em que esses números são divulgados, Michel Temer afirmou que ”ninguém vai impedir” a continuidade das políticas públicas do governo, discursando no lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar. Seu ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, declarou que Temer tem ”clara vocação para estar ao lado dos pequenos”, dos agricultores familiares e assentados da reforma agrária.

Seria risível se não fosse patético. Um dia antes, Temer e seus aliados haviam renovado suas juras de amor ao grande empresariado e ao mercado financeiro, em um evento na capital paulista, prometendo tocar as Reformas Trabalhista e da Previdência – pauta do poder econômico que garante suporte a ele na Presidência da República.

Ou seja, o recado não foi aos ”pequenos”, mas aos ”grandes”: ninguém vai impedir a continuidade das políticas que vocês pediram para nós. Nem mesmo o bom senso.

Neste momento, em que os vulneráveis mais precisam do Estado para terem seus direitos garantidos, é que o próprio Estado, aliado a uma parte do grande empresariado, enxerga uma ”oportunidade” e torna-se vetor para derrubá-los. Sem o mínimo pudor, faz chantagem explícita, afirmando que ou mudanças profundas nas leis trabalhistas são realizadas ou será o fim do mundo.

E com o discurso de que precisa fazer o que for preciso para o país continuar a ser viável, como se houvesse uma única alternativa, corta na carne alheia até o osso e além. São ”sacrifícios” necessários. O que não revelam é que as propostas em curso, como a dilapidação da CLT e o aumento no tempo de contribuição para 25 anos a fim de alguém poder se aposentar, povoam os sonhos eróticos de parte do andar de cima da sociedade há muito tempo. E só esperavam o momento certo.

É muito difícil colocar em prática tais mudanças em épocas de vacas gordas. Já na escassez, diante do cheiro ruim da crise, fica mais fácil fazer com que a população engula qualquer coisa. Vende-se essa solução como lógica e natural a ponto de parte dos que serão diretamente afetados por essas mudanças passem a defende-las como única alternativa possível. Atuam, dessa forma, como cães de guarda de si mesmos.

O governo – que se vende como ”semeador do futuro” quando, na verdade, age como um ”mercador do passado” – esconde que há outras medidas que também deveriam ser implementadas para o ajuste das contas públicas, como o aumento de impostos para os mais ricos. Taxação de dividendos recebidos de empresas e isenção da classe média do imposto de renda, aumentando alíquotas para os mais ricos até chegar a 40% são exemplos dos que veríamos em uma Reforma Tributária com justiça social.

Se a culpa pelo desemprego é, em parte, das decisões equivocadas tomadas no governo PT/PMDB, somada à crise internacional e às próprias crises política e institucional internas, muita gente ganhou rios de dinheiro nesse período com as medidas adotadas e, portanto, têm também responsabilidade.

Um pouco de isonomia por aqui cairia bem: para cada contribuição forçada exigida dos mais pobres, uma dos mais ricos. Como já disse aqui antes, se queremos ”flexibilizar” os direitos dos trabalhadores, também deveríamos ”flexibilizar” os dos mais ricos.

O problema é que vivemos um liberalismo de brincadeirinha, com um Estado que não funciona como mediador de relações sociais, mas é subserviente ao poder econômico, fazendo com que o (nosso) dinheiro entre calado para financiar os erros e as expectativas de grandes empresas. Ou criar gigantes que, depois, mudam seu controle para os Estados Unidos, dando uma banana ao país.

É paradigmático que, em meio a uma grave crise de emprego, a Justiça do Trabalho esteja sendo alvo de críticas disparadas a partir de lideranças do Congresso Nacional, de membro do Supremo Tribunal Federal e de diferentes níveis do Poder Executivo, fazendo coro a diferentes associações empresariais.

De todas as novas ações judiciais movidas no país, a mais frequente são reclamações por ”rescisão do contrato de trabalho e verbas rescisórias”. Esse item representou 11,75% do total ou 4.980.359 novas ações, sendo o assunto mais recorrente de todo o Poder Judiciário brasileiro. Dentro apenas da Justiça do Trabalho, o tema corresponde à quase metade (49,47%) dos novos casos. Os dados fazem parte do Relatório Justiça em Números 2016 (ano-base 2015), produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Esses dados reafirmam a importância de uma mediação eficiente do Estado brasileiro na relação capital e trabalho, principalmente para proteger a parte mais fragilizada neste momento de crise – ou seja, os trabalhadores. E não um desmantelamento das leis trabalhistas e um enfraquecimento dos atores responsáveis por garantir sua efetividade.

Com o aprofundamento da crise, os trabalhadores são os primeiros a sofrerem perdas substanciais, com a negação de respeito aos direitos mais básicos. E sem esses direitos, o trabalhador não come, não paga aluguel, não quita a dívida da conta de luz e de água. Direitos não são a causa da crise, são a boia de salvação em que os mais pobres se agarram para passar a tempestade. O que não deveria existir é um sistema que permite que a corrupção seja estrutural no país. Mas a última coisa que muito político aceitaria fazer é dar tiro no próprio pé.

Se correr, o bicho pega. Se ficar, o bicho come. Se reclamar, o bicho processa. Se mobilizar, o bicho mata. Em outras palavras, há um recado por trás dos números e discursos do governo, tocando em uma vitrola velha, sem parar, dizendo: “se você nasceu trabalhador, sua hora nunca vai chegar”.

Fonte: Blog do Sakamoto

Os 100 anos da Greve Geral de 1917: um curto relato

Os 100 anos da Greve Geral de 1917: um curto relato

O ano de 1917 foi extremamente singular para o Brasil. No contexto da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), ocorreu expansão industrial, alargando-se o setor produtivo de bens de produção e de alguns bens de consumo de luxo.  Entretanto, se as relações econômicas se modificavam, saindo de uma exploração escravista-agrícola e caminhando para uma exploração baseada na obtenção da mais-valia para lucros maiores, as relações sociais não se transformaram na mesma velocidade. Os empregadores brasileiros realizavam um processo de exploração intensiva com os trabalhadores. Esses tinham condições de vida e de trabalho precárias, jornadas laborais exaustivas com uso da mão-de-obra feminina e infantil de forma abusiva e com salários mais baixos. Era comum haver, inclusive, violência sexual contra meninas e mulheres, além de agressões físicas contra trabalhadores. A vida fora da fábrica era do mesmo modo precária. Muitos trabalhadores moravam em cortiços com condições insalubres, a alimentação era pobre em nutrientes e quase nunca comiam carnes, ovos, verduras ou leite, a polenta acabava sendo o alimento básico de vários.

Trabalho pesado, baixa remuneração, ausência de uma efetiva legislação social que protegesse o trabalhador e qualidade de vida precária. Eis o cenário favorável ao conflito entre trabalhadores e empresários. Em março de 1917, São Paulo viveu as primeiras agitações operárias organizadas por diversos grupos anarquistas com forte influência dos imigrantes italianos que se multiplicaram em torno dos bairros operários de Água Branca, Lapa, Mooca e outros.
Entre abril e maio, diversos comícios foram realizados em São Paulo. Milhares de trabalhadores participaram destes atos assinalando o crescimento do movimento e a maior divulgação pela imprensa operária. A tensão avançava e, em 09 de junho de 1917, o Cotonifício Crespi, situado no bairro da Mooca, assistiu o deflagrar de uma greve que paralisou suas atividades.  Cerca de 1.600 operários paralisaram com pauta que entre outros pontos demandava: o fim da elevação do trabalho no horário noturno iniciado nos meses anteriores; elevação dos salários entre  15 a 20 % e  o fim da obrigatoriedade das contribuições para o Comitê Italiano Pró-Pátria, fim do trabalho infantil, entre outros pontos.

O movimento ganhou força entre 29 de junho e 13 de julho. Trabalhadores de fábricas de tecidos, de móveis, de panificações, entre outros. Nesse momento foi constituído o Comitê de Defesa Proletária incorporando as principais lideranças dos grupos que atuavam no movimento sindical, isto é, anarquistas e socialistas. O Comitê se propunha unificar as lutas operárias e integrar os diversos atores políticos no movimento.

O crescimento da greve implicou na ampliação da violência policial contra os grevistas. Nesse contexto, em 09 de julho, a cavalaria, ao tentar dispersar uma manifestação na porta de uma fábrica no bairro do Brás em São Paulo, matou o jovem operário anarquista espanhol José Martinez. O funeral de Martinez atraiu uma multidão e se transformou em um ato político espontâneo. A mobilização desencadeou, inicialmente, em greve em duas fábricas têxteis no bairro da Mooca em São Paulo e, rapidamente, se espalhou para outros setores da cidade. Três dias depois da morte de Martinez aproximadamente 70 mil trabalhadores de São Paulo estavam em greve, quase a totalidade de suas fábricas, era a 1º Greve Geral do país. O movimento se expandiu, posteriormente, para outros estados.

Diante da ampliação do movimento grevista, setores empresariais pedem a intervenção do governo paulista que mediou um acordo. No acordo, os trabalhadores tiveram reajuste salarial, os grevistas presos foram libertados, obtiveram o direito de organização e de reunião, entre outros pontos. Com isso, após o dia 16 de julho, o movimento refluiu, embora, a recusa de alguns empresários em aceitar os termos do acordado prorrogasse a greve em algumas empresas.

A Greve Geral de 1917 constituiu um importante marco no desenvolvimento das lutas sindicais no Brasil, proporcionando que o movimento operário fosse reconhecido como uma plataforma legítima de organização. A utilização da imprensa operária em diversas cidades brasileira permitiu o desenvolvimento de comunicação junto aos trabalhadores, além disso, a influência anarquista, sobretudo do anarco-sindicalismo, foi decisiva para a organização da luta e, para a constituição de uma rede de solidariedade que forçou – juntamente com a expansão da greve – a burguesia a negociar com os grevistas. O sucesso e o impacto da greve de 1917 fortaleceram a percepção de que a luta dos trabalhadores poderia vir a ser vitoriosa. Lutas que continuarão a ser travadas ao longo do século XX, mesmo num contexto de maior repressão estatal.

Isaías Albertin de Moraes é Professor Substituto do Departamento de Educação, Ciências Sociais e Políticas Públicas da Unesp/Franca. Doutorando em Ciências Sociais – Unesp/Araraquara.  Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES. Contato: isaiasalm@gmail.com

Fernando Antonio da Costa Vieira é Professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política e coordenador do  Laboratório de Movimentos Sociais  e Mídia do IUPERJ/UCAM. Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Contato: fermavieira@uol.com.br

Por que a Reforma não deve ser aceita?

Por que a Reforma não deve ser aceita?

Porque ela vai arruinar os trabalhadores e beneficiar os devedores.

Aqui não tem problema, só se você quiser. Este é o país do futuro, tenha esperança e fé.

Todo dia lhe oferecem, sempre o melhor negócio Vão levar a sua grana, vão lhe chamar de

sócio. Vai ficar tudo bem, acredite em mim, meu filho; A gente aumenta o seu salário, dispara o gatilho. Aí, pra que você não reclame, e também pra que não esqueça. Dispararam o tal do gatilho, em cima da sua cabeça,

Nós vamos outra vez, pro fundo do buraco Você não tem

vergonha, e eu já não tenho saco E vamos outra vez, pro fundo do buraco Você não tem

vergonha, e eu já não tenho saco No peito um crachá, na boca um sanduíche misto

Muito pouco aqui no bolso, mas muita fé em Jesus Cristo Quem sabe ele se zanga, desce lá do Corcovado Passa o cajado nessa corja, Deus também fica retado Mas enquanto ele não vem, não vou ficar parado Segure a onda meu irmão, que eu já tô injuriado Se você não me respeita, vou radicalizar Meto a mão em seu focinho, eu tô cansado de apanhar

Nós vamos outra vez, pro fundo do buraco Você não tem vergonha, e eu já não tenho saco Estamos outra vez no fundo do buraco Você não tem vergonha e eu já não tenho saco…

E Morengueira, os “bandido” tão atirando pra tudo que é lado meu irmão… sai de baixo… Mas

minha conta na Suíça tá uma beleza… tá engordando…. há, há”