Arquivos da categoria: Direitos Humanos

Defesa de Lula aponta interferência alheia em processo

Defesa de Lula aponta interferência alheia em processo

A Defesa de Lula pronunciou-se sobre a condenaçãoÉ assustador e estarrecedor ouvir vozes se levantarem contra Lula porque ele desafiou o poderio comunicativo da Globo e suas aliadas.

Dói ver pessoas, que mal conhecem a vida e o legado de Lula colocam-se contra ele porque viram vídeos e áudios na internet, no youtube, no facebook em que “ele tripudiava de alguém”. As pessoas são tão mal intencionadas ou sem noção que ignoram que os vídeos e/ou áudios podem ser fabricados pela tecnologia. Podem ser falsos. São tantas as pessoas que imitam a voz de Lula, fantasiam-se de Lula para brincar com a imaginação alheia, No embalo disso, os que odeiam Lula sem uma real razão, imitam o que veem nos telejornais globais e outros veículos de má comunicação…Eles podem estar odiando uma falsa imagem que se criou de Lula ao longo do tempo por ele se contrapor às forças dominantes do país,

As pessoas mal intencionadas clamam por “justiça” contra Lula e avalizam todos os tipos de flagrantes injustiças e perseguições. Apoiam intromissões indevidas, Tomam por herói um juiz que deixa livres os tucanos, que condena sem provas e com muita convicção. Prendem um aqui, outro ali para dizerem que são imparciais.

Qualquer um pode ser acusado de um crime. Isso não garante que o acusado seja realmente criminoso. Os órgãos competentes de investigação têm que trabalhar para encontrar provas que comprovem as acusações. Até agora não encontraram provas e já estão condenando  o ex-presidente. E seu eu fosse lá no distrito policial e acusasse você de roubar o meu boné favorito? Você já seria automaticamente culpado(a) e condenado(a)? Você seria preso(a) por um crime que não cometeu? Mofaria na cadeia só porque eu, o delegado e o juiz não gostamos de você?

Eu fico impressionado com a “inteligência das pessoas” que odeiam sem razão. Fico muito chateado de ver pessoas desejando o mal das outras porque não têm opinião própria e/ou adotam as alheias,

Depois que forem constatadas a inocência de Lula , ou qualquer outro condenado, quero ver onde as pessoas vão enfiar as caras, Por enquanto posam de bons moços, escorados nas injustiças de certos juízes inescrupulosos sem moral para julgar ninguém…

George Yionoulis e o autismo

George Yionoulis e o autismo

George Yionoulis é um norte-americano de 9 anos de idade que sofre de autismo.
Em novembro, o menino publicou um vídeo no qual explica como é viver com a doença.

 

20 de novembro, Dia de Luta do Povo Negro! FORA TEMER GOLPISTA!

20 de novembro, Dia de Luta do Povo Negro! FORA TEMER GOLPISTA!

Hoje, dia 20 de novembro, é celebrado o Dia de Luta do Povo Negro, em memória a vida de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, herói que liderou os negros na luta contra a escravidão, tendo sido assassinado em 1695, em um 20 de novembro.

Diante dessa importante data, o Partido da Causa Operária e o Coletivo de Negros João Cândido convocam todos para o ato que será realizado no Centro Cultural Benjamim Perét, às 11:00, onde será debatido o problema da violência policial, o genocídio do povo negro e a luta contra o golpe de Estado.

Uma integrante das Mães de Osasco participará do debate, relatando uma das maiores chacinas cometidas pela polícia de São Paulo.

Na hora do almoço, será servida uma deliciosa comida baiana e, em seguida, já na parte da tarde, terá apresentação de um grupo de samba.

No final da atividade, será exibido o filme A Última Ceia, do cubano Tomás Gutiérrez Alea, que trata da luta contra a escravidão.

As atividades marcarão o primeiro programa de negros da Causa Operária TV, o Tição, que, em virtude do 20 de novembro, terá como programação a cobertura de toda a atividade. O programa irá ao ar todas as segundas feiras, e irá abordar temas de interesse do povo negro.

Não percam, compareçam, hoje, ao CCBP, localizado na Rua Serranos, 90, Saúde-SP, perto da estação de metrô Saúde.

Fonte: Causa Operária

Urgente – PEC 181

Urgente – PEC 181

Queridas amigas e amigos,

Alerta!!! Deputados acabaram de aprovar uma proposta para punir mulheres vítimas de estupro. Temos que agir agora!

Numa artimanha de Eduardo Cunha — preso por corrupção — eles querem forçar vítimas a terem os filhos dos estupradores e prender mulheres que sofreram um aborto.

Vergonhosamente, 18 homens votaram contra as mulheres e apenas uma deputada defendeu essas vítimas.

Ainda falta uma votação e fontes em Brasília dizem que a pressão pública é DECISIVA: um apoiador crucial dessa proposta pode voltar atrás e desistir. Assine e compartilhe para pressionar os deputados a desistir dessa monstruosidade:

Assine para defender as vítimas de estupro

O aborto não é um tema fácil para nenhum de nós, mas isso não significa que podemos apedrejar suas vítimas.  É tanta maldade, que uma mulher que for estuprada poderá responder por um crime — além do trauma e da culpa eterna, ela será presa.

Essa medida foi arquitetada por Eduardo Cunha antes de ir pra cadeia, e só agora foi à votação. É uma manobra cruel que coloca ainda mais em risco a vida de mulheres que não merecem ir para a cadeia como ele. Na próxima votação, temos uma chance única de derrubar esse presente de grego de Cunha. Vamos agir!

Assine a petição urgente e compartilhe com todas as mulheres que você conhece e com os homens que se importam com as vidas delas:

Assine para defender as vítimas de estupro

Nosso movimento estava na linha de frente da campanha contra Eduardo Cunha, mas suas maldades ainda impactam a nossa política. Esse projeto com a marca dele não é sobre nossa fé ou nossa opinião sobre o aborto, mas sobre como os corruptos querem impôr a sua maldade sobre as mulheres para que esqueçamos o que eles estão aprontando com nosso dinheiro.

Com esperança e determinação,

Laura, Flora, Diego, Nana, Joseph e todo o time da Avaaz

Padre Júlio: “temo que São Paulo também passe a lidar com milícias”

Padre Júlio: “temo que São Paulo também passe a lidar com milícias”

No caso paulistano, onde a nova gestão tenta emplacar um “choque de mercado”, o aumento das tensões nas ruas é latente, seja através de mortes como do carroceiro Ricardo Nascimento ou intervenções do poder público sobre moradores de rua ou na Cracolândia. É sobre isso que entrevistamos o Padre Júlio Lancellotti, que acaba de solicitar proteção à Anistia Internacional.

“Ficamos muito espantados com uma operação de rapa no Brás na quinta-feira, na qual o funcionário da Inova ligou para o policial militar conhecido dele para reprimir a população. Minutos depois, chegaram vários policiais com doze na mão em cima do povo. Ele não chamou a polícia. Ele chamou ‘aquele’ policial”, comentou, ao explicar por que teme pela eclosão das milícias como mediadoras da vida pública da cidade, a exemplo do Rio.

Na conversa, Padre Júlio conta os motivos que o levaram a pedir proteção da ONG de Direitos Humanos, a crescente participação militar em temas corriqueiros da vida social da cidade, faz uma breve análise do início do mandato do prefeito João Dória e diz temer pelo esgarçamento completo de nossas relações sociais e políticas.

“Fica claro que ‘cidade linda’ é onde os pobres não podem morar (…) Estamos levando o povo ao limite do suportável”, resumiu o clérigo que há anos se destaca pelo seu ativismo na região central da cidade.

A entrevista completa pode ser lida a seguir.

Correio da Cidadania: O que te levou a pedir amparo da Anistia Internacional?

Padre Júlio Lancellotti: Nosso pedido de socorro e a situação difícil que vivemos se devem ao fato de considerarmos a população de rua como refugiados urbanos. Ninguém os quer, ninguém os aceita, em todos os lugares aonde vão as pessoas reclamam dos sem tetos e querem que saiam.

Aqui na Mooca, uma das regiões de maior incidência de população de rua na cidade, depois de locais como Centro e República, os moradores do bairro estão cada vez mais intolerantes. E o próprio Conselho Comunitário de Segurança propõe que não haja mais serviços de auxílio à população de rua, assim como em relação a mim, na Paróquia em que atuo.

Correio da Cidadania: Como tem sido a atuação policial na região central em relação às pessoas mais pobres ou em situação de rua?

Padre Júlio Lancellotti: Como há aumento da população de rua, o que percebemos é que não só a GCM como a própria PM tem entrado na repressão. Vamos vivendo uma violência e intolerância agudas, não só por parte das polícias, mas dos grupos privados de segurança.

Do jeito que as coisas vão, temo que passemos a ter de lidar com milícias aqui em São Paulo também.

Correio da Cidadania: Esse é um ponto nunca mencionado nas notícias e debates. Você tem indícios sobre essa questão de milícias?

Padre Júlio Lancellotti: Existem muitos acertos e grupos articulados, por exemplo, nessa Operação Delegada, ou com pessoal que está de folga e faz trabalhos como segurança particular. Há uma grande articulação entre eles, grande mesmo.

Ficamos muito espantados com uma operação de rapa no Brás na quinta-feira, na qual o funcionário da Inova ligou para o policial militar conhecido dele para reprimir a população. Minutos depois, chegaram vários policiais com doze na mão em cima do povo.

Ele não chamou a polícia. Ele chamou “aquele” policial.

Correio da Cidadania: Como você tem observado a questão social e em especial dos sem tetos no centro de São Paulo nesta transição de Haddad para Dória?

Padre Júlio Lancellotti: As coisas não mudam muito de um governo para outro. O que acontece é a interrupção de programas entre uma e outra administração, pois cada uma quer ter sua própria marca. Por isso a descontinuidade.

Mas na questão da limpeza urbana, da chamada higienização, todas as administrações agem da mesma forma. Querem e conseguem promover remoções, contam com o clamor de bairros e conselhos que querem ver as pessoas retiradas etc.

Correio da Cidadania: Você tinha dito que Haddad seria lembrado pelas ciclovias. Como analisa essa declaração em perspectiva com a atual prefeitura? E Dória, deixará qual imagem a seguir sua atuação?

Padre Júlio Lancellotti: Ainda estamos no início da gestão, mas acredito que uma das marcas que “pega” é a Cidade Linda. E fica claro que “cidade linda” é onde os pobres não podem morar.

Correio da Cidadania: O que falar da operação policial da Cracolândia, quase dois meses após sua execução? O que de fato houve de resultados?

Padre Júlio Lancellotti: Todas as operações militares na Cracolândia, como em 2012 ou 2014, dão o mesmo resultado. Todas as administrações entraram lá e tiveram, basicamente, os mesmos resultados. O fluxo continua lá, porque buscam mudar os efeitos, não as causas.

Correio da Cidadania: Indo além de São Paulo, vimos que o Rio de Janeiro triplicou sua população de rua de 2014 pra cá, mesmo no bojo dos megaeventos esportivos e toda aquela euforia em torno da pujança do país. Como você enxerga de modo geral a questão da moradia na atualidade?

Padre Júlio Lancellotti: Temos discutido muito a questão do direito de morar, mesmo que não seja o direito de propriedade, através da locação social, algo possível de se fazer, sem grande custo. Mas é preciso vontade.

A população que vive de forma precária nas cidades é imensa, a demanda por moradia é imensa e a oferta de lugares para se morar é cada vez menor. O número de despejos aumenta. Estamos levando o povo ao limite do suportável.

Correio da Cidadania: Que relação você faz entre a intervenção no centro paulistano com o atual momento político brasileiro, de um modo mais geral?

Padre Júlio Lancellotti: É bastante grave. Estamos vivendo um momento de endurecimento, retrógrado, um momento de retorno ao Estado Militar, de prestigiar aqueles que trazem a linguagem militar, do armamento e das mortes.

O Brasil passa por uma grande encruzilhada. Ou nos tornamos uma nação ou voltaremos à escravidão.

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“Não sei até quando Dória viverá de factoides e ignorará todas as discussões estruturantes”

Gabriel Brito é jornalista e editor do Correio da Cidadania.

Fonte: Correio da Cidadania