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Juiz autoriza técnicas de tortura contra estudantes de ocupações

Juiz autoriza técnicas de tortura contra estudantes de ocupações

Privação de sono, restrição de alimentos, corte de água, energia elétrica e gás de cozinha. Além disso, a visitação de familiares e amigos também fica proibida.

A decisão foi do juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal, contra os estudantes que estão ocupando a Universidade de Brasília (UnB), 13 colégios e quatro instituições federais.

Os métodos são de tortura, mas estão acontecendo atualmente no Brasil.

Segundo a determinação do juiz, “Autorizo, ainda, o uso de instrumentos sonoros contínuos, direcionados ao local da ocupação, para impedir o período de sono. Tais autorizações ficam mantidas independentemente da presença de menores no local, os quais, a bem da verdade, não podem lá permanecer desacompanhados de seus responsáveis legais”.

Assista 3 vídeos que explicam a PEC 241 em poucos minutos

AGRAVANTE DA DECISÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO

A Vara da Infância e Juventude (VIJ) pediu que a pasta promovesse adesocupação imediata das escolas, mesmo que a Polícia Militar precisasse usar a força para isso.

Inclusive, segundo a determinação, seria permitida a prisão em flagrante “daqueles que eventualmente comportarem-se conforme art. 330 do Código Penal”. O artigo citado se refere ao crime de desobediência a ordem legal de servidor público, com pena prevista de 15 dias a seis meses, além de multa.

Mas neste caso, a prisão de menores de idade é totalmente inconstitucional.

O QUE DIZ A UNICEF

O gerente de projetos da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Mario Volpi, diz que a família, o Estado e a sociedade têm que respeitar a liberdade de manifestação dos jovens. “Não podemos permitir que um país como o Brasil, que foi o primeiro país, em 1989, a assinar a convenção sobre os direitos da criança agora permita, por qualquer forma ou pretexto que esses direitos sejam violados”.

Você precisa assistir o discuro desta estudante de 16 anos sobre cidadania e educação

OPINIÃO DE UM ESPECIALISTA

Eduardo Mendonça, advogado constitucionalista, afirma que “É totalmente inconstitucional que se utilize de força bruta e de técnicas de semelhança óbvia com a tortura, como impedir entrada de alimentos, contato com familiares. Todo tipo de violência institucional é vedada pela Constituição, mais ainda quanto a menores de idade, que têm proteção especial.”

A VISÃO DO SINDICATO DOS PROFESSORES (Sinpro-DF)

O diretor de políticas públicas, Gabriel Elefante, explica que atividades, como aulões preparatórios pro Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), estão sendo feitas. “Acontecem oficinas de teatro, de música, discussões sobre a PEC 241 e a MP 746 (MP do Ensino Médio)”.

Fonte: Catraca Livre

novembroazul

 

A educação vai mal. Mas o governo tem a solução: cortar recursos

A educação vai mal. Mas o governo tem a solução: cortar recursos

Leonardo Sakamoto

O ensino médio continua mal no Brasil. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) ficou em 3,7 (em uma escala que vai de zero a dez) quando a meta esperada era de 4,3. A nota não varia desde 2011.

Esse é o retrato de 2015, quando estudantes começaram a ocupar escolas em vários locais do país. Só a qualidade do ensino já bastaria para que paralisassem as atividades e forçassem governos municipais, estadual e federal a ouvi-los. Mas, vale lembrar, também estavam protestando contra uma reorganização escolar que não lhes fazia sentido, contra a falta de merenda decente enquanto escândalos de corrupção envolviam o dinheiro da comida escolar e a ausência de estrutura mínima para aprender.

Ao mesmo tempo, o governo Michel Temer está propondo limitar o crescimento dos gastos públicos à variação da inflação. Em outras palavras, só haverá recursos (e olhe lá) para manter tudo como está, sem aumentar o atendimento ou melhorá-lo. As áreas de saúde e educação serão profundamente afetadas caso a proposta seja aprovada pelo Congresso Nacional.

Até entendo o governo Temer querer esse tipo de medida. Afinal de contas, quem não foi eleito preocupa-se menos com o voto da população que (não) o colocou lá. Possui ouras prioridades e clientes. Mas o que dizer do povo, que depende da qualidade da educação, seja para educar seus filhos, seja para melhorar o nível educacional dos trabalhadores e da sociedade em que vivemos?

O que dizer de pessoas que enchem a boca o tempo inteiro para defender que a educação é a saída para o país e, em momentos como este, se calam e não reforçam o questionamento ao poder público?

Ou, pior: o que dizer das pessoas que reclamam quando os jovens vão às ruas para protestar contra o fechamento das escolas? Pelo contrário, bradam que ”essa molecada atrapalha o trânsito” (num lugar em que carros são mais importantes que livros e pessoas) e ”não sabe o seu lugar na sociedade” (pois deveriam voltar para o seu canto na periferia ou estar trabalhando).

O silêncio diante da limitação dos gastos públicos em educação e a raiva contra quem protesta me leva a crer que algumas ”pessoas de bem” que carregavam cartazes pedindo ”Mais Educação”, durante manifestações, queriam dizer, na verdade: ”Estou aqui fugindo de um vazio existencial enorme devido a uma alienação completa da realidade e segurar essa cartolina foi o único jeito para eu me sentir pertencente a um grupo social”.

Uma das principais funções da educação deveria ser ”produzir” seres pensantes e contestadores que podem colocar em risco a própria estrutura política e econômica montada para que tudo funcione do jeito em que está. Educar pode significar libertar ou enquadrar.

Em algumas sociedades, pessoas assim, que protestam, discutem, debatem, discordam, mudam são úteis para fazer um país crescer. Por aqui, são vistas com desconfiança, chamadas de mal-educadas e vagabundas e acusadas de serem resultado de uma educação que não deu certo. E, por isso, precisam (os jovens e a própria educação) serem colocados no cabresto.

Quando um professor reivindica melhores condições de trabalho e valorização da profissão, ouvem que “vagabundo que faz greve deveria ser demitido.”

É esquizofrênico reclamar que não há no Brasil quantidade suficiente de força de trabalho devidamente preparada para fazer frente às necessidades de inovação e produtividade e, ao mesmo tempo, chutar feito caixa de giz vazia as reivindicações de professores. Como acham que o processo de formação ocorre? Por osmose?

Quem acredita nisso também repete bobagens como ”a pessoa é pobre porque não estudou”. Pois acha que a pedagogia usada nas escolas e o conteúdo produzido são bons e atendem às demandas e anseios das novas gerações. Acredita que basta estudar para ter uma boa vida e um emprego decente e que uma educação de qualidade é alcançável a todos e todas desde o berço. E que todas as pessoas ricas e de posses conquistaram o que têm sem herança de bens, relações ou influência. Acham que todas as leis foram criadas para garantir Justiça e que só temos um problema de aplicação. Não se perguntam quem fez as leis, o porquê de terem sido feitas ou questiona quem as aplica, muito menos qual o contexto em que tudo isso ocorre.

Você comprou uma TV LED de 60 polegadas e, por isso, sente-se – finalmente – no mesmo patamar dos seus vizinhos que já tinham uma em casa. Consegue se enxergar como um cidadão como nunca antes. Justo, você trabalhou por ela e merece ter esse conforto. Mas está endividado por ter que pagar o plano de saúde mequetrefe que te deixa na mão (porque subiu um pouco na vida, não é mais ”pobre” e não quer enfrentar a fila do SUS). E, ao mesmo tempo, com a corda no pescoço pela dívida contraída com a sua faculdade caça-níqueis de qualidade duvidosa (educação básica universalizou, mas a qualidade não acompanhou). Afinal, você não tinha dinheiro para pagar um bom colégio particular e, portanto, não conseguiu entrar em uma boa universidade pública para fazer aquele sonhado curso de medicina.

Você acredita que qualidade de vida significa apenas ter acesso a eletrodomésticos, carros populares e iogurte como te fizeram crer até aqui?

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Fonte: Blog do Sakamoto

Encontros Crianças e Avós na Natureza

Encontros Crianças e Avós na Natureza

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Esta é uma iniciativa voltada a incentivar, resgatar e valorizar as relações de convivência entre crianças e avós, tendo como elo conector a Natureza. A proposta é propiciar um espaço para a partilha de saberes e tempo priorizando a convivência e a diversão!
A dimensão de tempo nestas fases de vida amplia a possibilidade de estar junto e partilhar aprendizados, potencializando as relações Inter geracionais e o resgate pela Natureza, favorecendo harmonia, paz e equilíbrio entre as pessoas. Dentro deste contexto, uma série de parceiros e amigos da Umapaz se mobilizaram para, juntos, construir esses dois dias de Seminário.

O Seminário acontecerá nos dias 12 e 13 de outubro, aproveitando o mês que comemoramos o dia do Idoso (1/10) e das crianças (12/10).

A Programação do dia 12 de Outubro (quarta feira das 10h as 16h), diversa e interdisciplinar, pretende trazer uma série de oficinas e vivências na natureza que possam ser partilhadas entre crianças e avós.

No dia 13 de outubro (quinta feira das 16h as 22h) teremos uma roda de conversa entre especialistas nas áreas de saúde, natureza, educação, Intergeracional e idosos, voltado a especialistas, educadores e interessados no tema.
As inscrições podem ser feitas on-line e no local.

Iniciativa e realização: UMAPAZ – Universidade Aberta de Meio Ambiente e Cultura de Paz
Parceria e co-realização:
Ateliê Arte Educação e Movimento
Ciranda de Filmes
Ecomediar
Enlaces
Instituto Alana
Instituto Ghelman Medicina Integrativa
Mapa da Infância Brasileira

Público alvo: Crianças, avós e famílias
Horário: das 10 às 12h e das 14h às 16hs
Almoço/Pic nic coletivo

Observação:
As vagas correspondem ao número de adultos. Crianças não necessitam de inscrição, porém deverão estar acompanhadas de responsáveis (de preferência avós)

Local: UMAPAZ (Av. IV Centenário, 1268 – Portão 7A Parque Ibirapuera)
Inscrições: aqui e no dia no local.

Programação DIA 12/10, quarta-feira:

Atividade: Pintura na Natureza

Em contato direto com a natureza, as crianças e seus avós farão experimentações com tintas naturais produzidas por eles a partir de terras, espinafre, beterraba, açafrão da terra e urucum.

Essa vivência possibilita a exploração criativa de materiais atóxicos junto à natureza, ao mesmo tempo em que estimula o estabelecimento de laços afetivos entre crianças e avós.
O trabalho está apoiado nas ideias da dinamarquesa Anna Marie Holm, cuja proposta é promover a exploração de materiais diversificados e a criação livre, humanizada, conectada com a natureza e com a arte contemporânea.

Facilitação: Suzana Soares e Denise Nalĺini

Suzana: Especialista em Educação Infantil pelo ISE. Graduada em Comunicação Social pela PUC-SP e Pós Graduada pela ECA-USP. Tem formação em dança e artes e plásticas e é eutonista. Desde 2009 vem estudando e ensinando a Abordagem Emmi Pikler, para a educação de crianças pequenas, e em 2013 aprofundou-se com Anna Tardos, em Budapeste.
Em seu ateliê Arte, Educação e Movimento (www.artesemovimento.com.br) pesquisa produção de materiais naturais para arte educação, como gizes de cera de abelha e tintas a partir de terras, cascas de árvore, folhas, sementes e frutos, com as quais pinta seus quadros. Organiza cursos de formação de educadores e de arte-educação.
Pertence ao Conselho Consultivo da Aliança pela Infância, onde coordena projetos sociais na área de educação infantil, desde 2007. Co-autora de livros sobre Educação Infantil, entre os quais: Estudos e Reflexões de Lóczy (2011) e O Acolhimento de bebês: práticas e reflexões compartilhadas (2014).

Denise: Doutora em educação e arte com pesquisa com crianças de 0 a 03 anos e arte contemporânea. Coordenadora de projetos de artes do Instituto avisa lá. Coordenadora pedagógica do Centro de estudos pro saber – SP. Paraisópolis.

Vagas: 20

Manhã
10h as 12h

Tarde
14h as 16h

Local: UMAPAZ Corredor lateral

Atividade: Oficina Boneca Abayomi

A palavra abayomy tem origem no ioruba (língua africana), e significa aquele que traz felicidade ou alegria. A reprodução desta prática histórica dos escravos de produzir bonecas de pano às crianças oferecendo amor, carinho, amizade, consolo é trazida como prática de educação ambiental no resgate à valores da cultura de paz: fortalecendo nossas raízes, a formação de coletivo, além de representarem importante forma de sensibilização ao excessivo descarte de tecidos.

Facilitação: Eliane T. Santos Bosio e Tania Maria dos Santos (educadoras UMAPAZ)

Tania Maria dos Santos

Formação acadêmica em química industrial. Na Umapaz desde março de 2013 como educadora ambiental, desenvolvendo ações integrantes do programa Metodologias Integrativas junto aos alunos e professores da rede municipal de ensino, UBS e CRAS.

Eliane Terezinha dos Santos Bosio

Professora de Artes , Arte Terapeuta e Artista Plástica pela PUCRS. Atualmente é Educadora Ambiental na UMAPAZ coordenando e facilitando oficinas de arte e sustentabilidade no Programa Metodologias Integrativas em Educação Ambiental. Continue lendo

São Paulo recebe 6ª edição da Olimpíada de Filosofia

São Paulo recebe 6ª edição da Olimpíada de Filosofia

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A FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado) organiza a VI Olimpíada de Filosofia do Estado de São Paulo, neste sábado, dia 8. O evento é gratuito e direcionado aos alunos dos ensinos fundamental e médio e para o público em geral.

O evento acontece em meio à polêmica sobre a reforma do ensino médio, proposta pelo MEC (Ministério da Educação), e a possível mudança da disciplina de filosofia como matéria optativa até então.

A programação da olimpíada será das 9h às 18h, com o tema “Por uma Filosofia do Encontro: Qual é Lugar da Diferença?”.

filosofos

O encontro contará com atividades didáticas e de cunho filosófico como dança, teatro, música, vídeo, produção textual, oficinas, debates, entre outros e pretende estimular o diálogo e o espírito crítico dos alunos, além de instigar a curiosidade pela área e promover o debate.

As Olimpíadas de Filosofia são estimuladas em todo o mundo pela UNESCO (Organização das Nações Unidas) desde 1995, quando recomendou a promoção de atividades filosóficas para promover o interesse dos alunos pela disciplina.

Para participar desta edição, as escolas interessadas se inscreveram no site e já começaram a trabalhar com os alunos as possíveis atividades. No dia do evento, os trabalhos apresentados serão divididos em exposições de artístico-filosóficos, oficinas, debates e comunidades de investigação.

Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado – Fecap

Avenida da Liberdade, 532 Liberdade São Paulo – SP
Estação Liberdade (Metrô – Linha 1 Azul)

Sábado – 08/10  das 09 h às 18 h

Mais informações em olimpiadadefilosofia.s.p@gmail.com

Cinema para refletir

Fonte: Catraca Livre

ProfLetras – Mestrado Profissional

ProfLetras – Mestrado Profissional
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EDITAL Nº 001/2016
EXAME NACIONAL DE ACESSO AO MESTRADO PROFISSIONAL EM LETRAS para professores
da Rede Pública
O Conselho Gestor do Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) em Rede
Nacional, no exercício das suas atribuições definidas pelo artigo 15 do Regimento
PROFLETRAS, torna pública a realização do Exame Nacional de Acesso. O Exame
será regido por este Edital e executado pelo Núcleo Permanente de Concursos (Comperve)
da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).