Arquivos da categoria: Poema

Poema, poesia, prosa.

Só hoje

Só hoje

Só hoje prefiro andar sozinho, pois vou para onde e quando quero.
Não preciso pedir permissão nem explicar.
Só hoje quero andar sozinho, porque quero pensar e fazer o que quiser.
Só hoje quero desabafar, porque o dia foi esquisito e tive vontade de gritar.
Tava duro ver , ouvir , sentir tudo ao mesmo tempo.

Só hoje prefiro o silêncio da noite.
Só hoje quero ter vontade de chorar…só vontade.
Só hoje entendi que não tenho muitos amigos.
Um aqui, outro acolá.
Sei que não posso ter um milhão de amigos,
sei que ninguém tem.

Sei que me enganei e também enganei,
mas não foi nada proposital.
Foi instintivo e natural.

Só hoje prefiro pensar e calcular…
Não sei bem o quê, não sei nem pra quê.
Só hoje eu seguro este grito, porque sei que amanhã tudo será diferente.
Só hoje você me dói, me persegue nos sonhos que tive.
Você é o amor que nunca existiu, você é o amor que mentiu.
O sonho triste que me esqueceu.
A aurora que tornou se o frio.

Love in the afternoon

Love in the afternoon  +2017

“É tão estranho
os bons morrem jovens
assim parece ser
quando me lembro de você
que acabou indo embora
cedo demais…”

“vai com os anjos! vai em paz.
era assim todo dia de tarde
a descoberta da amizade
até a próxima vez.”

Docs sobre o Alan Moore

Documentários sobre o Alan Moore, contando o que ele pensa sobre, protestos, manifestações, hackers, anonymous e outras coisas.

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Divirtam-se

Morte de Daniel Marques, poeta da Zona Leste, comove artistas das periferias

Morte de Daniel Marques, poeta da Zona Leste, comove artistas das periferias

 

Figura relevante da cena cultural periférica, o poeta Daniel Marques da Silva morreu na segunda-feira (31), aos 28 anos. Ele foi fundador e integrante do sarau O Que Dizem os Umbigos”, do Itaim Paulista, bairro onde morava no extremo leste de São Paulo.

Daniel era músico jongueiro e percussionista de maracatu. Na área acadêmica, pesquisou a cultura da periferia. Ainda não há confirmação médica sobre a causa da morte. O enterro foi realizado no Cemitério da Saudade, em São Miguel Paulista, na manhã desta quarta-feira (2).

A morte provocou comoção entre os artistas e coletivos culturais de toda a cidade. “Não temos palavras para expressar a dor da perda de nosso amigo e companheiro Daniel Marques. São muitas lembranças, trampos realizados juntos, momentos e energias trocadas. Que os amigos e familiares possam encontrar conforto nesse momento tão doído”, publicou em nota o Coletivo Periferia Invisível, em sua página numa rede social.

O Coletivo Cultural Ermelino Matarazzo também divulgou nota. “Hoje não iremos levantar nossa voz pra lutar pelos direitos que nos são negados por gestores e gestões (…) vá em paz, Daniel Marques”.

A Secretaria de Cultura também manifestou “solidariedade aos familiares e amigos neste momento tão difícil”, e ressaltou o papel do artista na ampliação das políticas culturais na zona leste.

A questão política sempre estave presente em suas obras; temas como acesso à moradia, violência e racismo eram frequentemente mencionados. O artista chegou a participar dos debates pela aprovação da Lei de Fomento às Periferias, e da ocupação da Funarte (Fundação Nacional das Artes) em 2010. Neste ano, esteve envolvido ativamente nas manifestações contra o congelamento de verbas municipais para a área da cultura.

Vários amigos de Daniel deixaram recados em sua página pessoal. A maioria relembrou poemas de sua autoria e vídeos de suas apresentações.

A correspondente da Agência Mural, Lívia Lima, de Artur Alvim, relembrou a reação ao vê-lo no programa “Manos e Minas”, da TV Cultura.  “Como fiquei feliz. Como me senti representada em sua fala, em sua imagem na TV, em sua mensagem sempre combativa. Seu sorriso e brilho no olhar eram inspiradores, suas palavras nos fortaleciam. Surpresa feliz ver na TV aquele que encontrei tantas vezes em saraus e ‘slams’ em toda a cidade.”

Ela se lembra de situações cotidianas, como a saída apressada de apresentações para garantir que não perdessem o último metrô para a zona leste. “São lembranças que guardarei desse poeta luz, que agora brilha lá no alto.”

“Quebrador de paradigmas, em voz alta, ele dizia que cada um poderia viver como quiser. Lutou contra injustiças, discriminações e preconceitos. A dor de perder um irmão da luta já bateu em nossa maloca algumas vezes e hoje não é diferente, nossa casa está mais triste, o artista de olhar brilhante nos deixa para fazer do céu teu palco”, disse Sheyla Melo, do coletivo Arte Maloqueira.

Raphael Preto, 22, é correspondente da Vila Guilherme
raphaelpreto.mural@gmail.com

Fonte: Mural

Um enorme carinho

Um enorme carinho

Quero escrever sobre você
Mas não sei direito o quê

Seu jeito simples me chamou a atenção
Seu jeito de agir com o coração

Adoro seu sorriso de canto
Pois ele me encanta

Adoro sua pinta no canto da boca
Quando ela me toca

Adoro sua delicadeza e o seu silêncio
São gestos que iluminam o nosso momento

Adoro como você me olha
O seu olhar me consola

Seu sorriso é franco e honesto
Como o poema desse poeta

Adoro o seu amor
Seja ele em forma de doce no frio ou no calor

Quando você diz que “vai dar tudo certo”
Me sinto bem recebido e sei que estou no caminho certo

Você se preocupa com o meu bem estar
Mas as vezes o que importa é simplesmente você estar

É um poema verdadeiro e com o coração
Assim como os momentos vividos com muito carinho e compreensão

Sei que tudo acaba nessa vida
Assim como esse poema pode se perder perante a vida

Lembre-se sobre esse meu sentimento bonito
É com um enorme carinho

Independente se fomos amantes ou amigos
Quero que lembre desses momentos com família e amigos

Eu deixo nesse final de poema
Uma frase que você sempre traz

Tudo vai dar certo
Se não estiver, vai ficar!

“Sempre continue sorrindo”