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Um ano de Golpe: 17 de abril de 2016

Fez um ano que derrubaram a presidenta Dilma Rousseff

Fonte: Deputado Paulo Pimenta

“Mãe nunca deixa pra lá”: onde está Davi Fiuza?

“Mãe nunca deixa pra lá”: onde está Davi Fiuza?

BBC Brasil

O governo Temer quer aprovar uma Reforma da Previdência

O governo Temer quer aprovar uma Reforma da Previdência para nos fazer trabalhar até morrer, mas se agirmos agora poderemos impedi-lo.

É uma reforma de absurdos: eles querem impor uma idade mínima de 65 anos de idade para se aposentar e uma meta de 49 anos de serviço se quisermos receber a aposentadoria integralmente. Além disso, o relator da proposta — o deputado Arthur Oliveira Maia — recebeu cerca de 300 MIL REAIS em doações de empresas de previdência privada nas eleições de 2014, claramente um conflito de interesse.

A cereja do bolo: o chefe da comissão que discute a proposta é o braço direito de Eduardo Cunha!

Felizmente, alguns deputados são contra a reforma, mas ainda não conseguiram barrá-la. Por isso, se 1 milhão de nós assinarmos essa petição agora, podemos entrar com as assinaturas diretamente na Comissão antes da votação acontecer.

Assine e compartilhe — a Avaaz entregará as assinaturas diretamente em Brasília:

Clique para barrar a PEC da Previdência

A Reforma da Previdência é sem dúvida um tema polêmico, mas é por isso mesmo que precisamos discuti-la a fundo e fazer uma proposta que não retire direitos de ninguém. Mas o que o governo quer fazer é brutal, e forçará muita gente a recorrer à previdência privada. Em época de crise, quem irá conseguir pagar as contas e ainda pagar uma previdência privada?

Os aliados de Michel Temer na Comissão da Reforma estão fazendo de tudo para conseguir os votos necessários, mas não esperavam que tanta gente fosse contra a proposta! Em uma pesquisa recente, 72% das pessoas ouvidas disseram ser contra as mudanças propostas pelo governo Michel Temer e apenas 11% são favoráveis. Se usarmos este momento para levar 1 milhão de assinaturas por uma reforma mais justa e digna para dentro da Comissão, podemos acabar com os planos de Temer.

Adicione seu nome à petição — vamos garantir que nenhum trabalhador precise morrer antes de conseguir se aposentar:

Clique para barrar a PEC da Previdência

Nosso movimento já conquistou vitórias incríveis no Brasil, desde a Ficha Limpa ao Voto Aberto e inúmeras vezes fomos a luz que ajudou a mostrar a falta de ética existente na nossa política. Chegou a hora de agirmos novamente. Junte-se a este movimento para garantir nosso direito de se aposentar com tranquilidade.

Com esperança e determinação,

Diego, Joseph, Luca, Ana Sofia, Martyna, Iain e toda a equipe da Avaaz

Pesquisa indica que 72% são contra reforma da Previdência
http://www.valor.com.br/brasil/4910078/pesquisa-indica-que-72-sao-contra-reforma-da-previdencia

Reforma da Previdência condena pessoas a ‘morrerem trabalhando’
https://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2016/12/13/reforma-da-previdencia-condena-pessoas-a-morrer-trabalhando.htm

Juiz vê manobra de Temer na PEC da Previdência
http://blogdofred.blogfolha.uol.com.br/2017/03/26/juiz-ve-manobra-de-temer-na-pec-da-previdencia/

Bradesco, Itaú, Santander e Safra doaram para relator da reforma da Previdência
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/02/comissao-de-reforma-da-previdencia-e-instalada-em-meio-a-discussoes-e-apresentacao-de-recursos

 

 

A Reforma da Previdência vai prejudicar e muito

Esta Reforma da Previdência vai prejudicar os trabalhadores  e muito…

Esta Reforma é obra de Temer e alguns corruptos que habitam o Congresso Nacional (deputados e senadores da base Temerosa).

Temer já assinou a terceirização. Vamos deixar este golpista assinar a Reforma???

Tão acreditando mesmo nas propagandas enganosas que passam na TV, inclusive nos jornais?

ACORDEM AGORA OU MORRAM SEM SE APOSENTAR

Hannah Arendt e os cadáveres no armário do jornalismo brasileiro

Hannah Arendt e os cadáveres no armário do jornalismo brasileiro

Lúcio de Castro

Al­gumas poucas pes­soas, al­gumas poucas obras e al­guns poucos gestos podem ter a força de mudar o curso das coisas. Na eterna dis­cussão sobre a pre­va­lência dos pro­cessos his­tó­ricos sobre in­di­ví­duos, tendo a con­cordar com di­versos ar­gu­mentos de quem acre­dita nisso. Ex­ceto para al­guns, esses muito poucos que car­regam tal força e deixam de ser pla­teia para serem pro­ta­go­nistas de um tempo e para todos os tempos.
Hannah Arendt foi assim, foi uma dessas. Uma in­te­lec­tual cuja força ar­re­ba­ta­dora da obra foi capaz de al­terar con­ceitos, per­cep­ções, prá­ticas.

Em re­sumo: foi capaz de mudar o mundo. Ao re­tratar o car­rasco na obra maior “Ei­ch­mann em Je­ru­salém” expôs para a hu­ma­ni­dade o ter­rível des­con­forto que cala em todos nós todos os dias: o demônio, capaz de co­meter as pi­ores atro­ci­dades, não era o demônio, mas al­guém “ter­rível e hor­ri­vel­mente normal”. Aquele ser que está ao nosso lado ou em nós mesmos, se­gundo ela, “um bu­ro­crata que se li­mi­tara a cum­prir or­dens com zelo, por amor ao dever, sem con­si­de­ra­ções acerca do bem e do mal”.

A cor­tante de­fi­nição que nos re­mete ao es­pelho nosso de cada dia, o pa­vo­roso em­bate capaz de horas re­me­xendo na cama sobre termos nos li­mi­tado a cum­prir or­dens com zelo por amor ao dever sem con­si­de­ra­ções acerca do bem e do mal. Mar­cante na obra da au­tora é também a crí­tica ve­e­mente que fez sobre a “adap­tação ao novo re­gime” que os pares dela ti­veram ao na­zismo que emergia. Na­queles pa­la­vrões ale­mães ca­pazes de juntar uma bí­blia in­teira em uma pa­lavra ou ex­pressão, essa ca­pa­ci­dade ca­ma­leô­nica de “adap­tação ao novo re­gime” leva o nome de “Glei­chs­chal­tung”, tra­tado com des­prezo por Hannah Arendt.

Muito longe por parte do autor aqui se­quer ras­cu­nhar al­guma ana­logia com um car­rasco na­zista. E aqui es­tamos di­ante de um ponto ex­tre­ma­mente sério, pois ba­na­lizar o horror com ana­lo­gias re­du­ci­o­nistas é pe­cado ir­re­pa­rável. Algo tão sério que para muitos his­to­ri­a­dores tal horror é “ir­re­pre­sen­tável”, outra longa dis­cussão teó­rica que me­rece todo res­peito e ex­pressa a ab­so­luta im­pos­si­bi­li­dade de se ba­na­lizar o horror acima de tudo.

O que po­demos fazer é apro­veitar a ideia dela, des­ta­cada de tal con­texto his­tó­rico e, por­tanto, de qual­quer ana­logia com de­ter­mi­nado fato, e assim apli­cável por todo o sempre, de que o con­ceito de al­guém capaz de tanta aber­ração pode ser “ter­rível e hor­ri­vel­mente normal” e estar entre nós ou em nós todos os dias.

Quanto às omissões diárias ao longo dos anos nas páginas, TVs e sites, foram cúmplices de
tudo o que está aí, do show de horror nosso de cada dia nesse Brasil cuja perplexidade de

estarmos vivendo um golpe em pleno 2017 não quer passar.

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