Um enorme carinho

Um enorme carinho

Quero escrever sobre você
Mas não sei direito o quê

Seu jeito simples me chamou a atenção
Seu jeito de agir com o coração

Adoro seu sorriso de canto
Pois ele me encanta

Adoro sua pinta no canto da boca
Quando ela me toca

Adoro sua delicadeza e o seu silêncio
São gestos que iluminam o nosso momento

Adoro como você me olha
O seu olhar me consola

Seu sorriso é franco e honesto
Como o poema desse poeta

Adoro o seu amor
Seja ele em forma de doce no frio ou no calor

Quando você diz que “vai dar tudo certo”
Me sinto bem recebido e sei que estou no caminho certo

Você se preocupa com o meu bem estar
Mas as vezes o que importa é simplesmente você estar

É um poema verdadeiro e com o coração
Assim como os momentos vividos com muito carinho e compreensão

Sei que tudo acaba nessa vida
Assim como esse poema pode se perder perante a vida

Lembre-se sobre esse meu sentimento bonito
É com um enorme carinho

Independente se fomos amantes ou amigos
Quero que lembre desses momentos com família e amigos

Eu deixo nesse final de poema
Uma frase que você sempre traz

Tudo vai dar certo
Se não estiver, vai ficar!

“Sempre continue sorrindo”

Tiê “A Noite” – Clipe Oficial

E quando chega a noite rs

Black Sabbath – War Pigs

Black Sabbath – War Pigs

 

Carta ao amigo

São Paulo, 03 de agosto de 2017.

Oi, amigo H,

Ontem foi mais um dia triste para mim e para tantos milhões de brasileiros. Não sei como foi para você. Eu gostaria de saber, mas não vou. Queria saber o que pensa de tudo que se passou desde o ano passado quando foi aprovado o impeachment de Dilma. Queria saber sua opinião, suas considerações. Talvez eu ficasse mais triste. Realmente não sei. Penso até que você nem se preocupava com isso.

Tá difícil até escrever hoje. Tenho tantas angústias estocadas no peito. Queria poder ter um amigo pra me ajudar neste momento. Queria entender porque tantas pessoas foram tomadas de ódio e nem se tocaram disso. Queria saber porque as pessoas não conseguem enxergar o que está muito claro. Muitos amigos gostaram do impeachment, apoiaram os golpistas, entraram em brigas homéricas para derrubar a esquerda do poder.

Eu achei tudo isso um grande desastre. Foi uma grande derrota. Mesmo assim, eu não baixei a cabeça nem vou baixar, não vou fugir da luta, não vou ficar esperando nenhum salvador, não abandonar minha rebeldia, não vou parar de gritar Fora Temer! Não vou guardar minhas riquezas progressistas. Jamais vou me arrepender de ser assim. Eu ficaria triste se estivesse cego, se fosse um … Não sei. Não sei do que chamar alguém que fica “aí parado com cara de viado que viu caxenguelê” (Raul Seixas escreveu Capim guiné). Ouve lá. Talvez entenda o que quero dizer.

As desculpas e justificativas dadas pelos nobres deputados para votar pela não denúncia contra o golpista Temer foram de deixar envergonhados os que realmente são contra a corrupção. Temer distribuiu verbas para todos os vendidos. Foi noticiado incessantemente nos meios de comunicações de todas as vertentes. Convocou bandidos para jantares. Não sei quem é pior: Temer por comprar ou os deputados por receber as verbas. Tudo absolutamente legal (assim espero), mas imensamente imoral. Muitos incautos até declararam abertamente que consideram Temer culpado. Disseram que esperariam terminar o mandato para apurar os crimes. Alguns disseram sim e saíram apressados. Pelo menos não nos fizeram perder tempo com suas justificativas inaceitáveis.

Será que nós, os eleitores, lembraremos seus nomes, seus partidos? Não vão faltar imagens para isso. Eu vou procurar com muito cuidado as listas dos nomes dos traidores ( e também dos falsos moralistas que votaram pela denúncia por saber que o placar estava folgado para o golpista. Se ele precisasse, os falsos votariam contra a denúncia). Eu vou divulgar e falar o tempo todo os nomes dos traidores do povo. Pode até não apagar o incêndio, mas não abro mão do meu papel de beija-flor.

Ainda acredito que vamos ter muitas batalhas. Não acho que parou tudo por ali. Os anos de chumbo ainda sobrevivem. Os fantasmas do passado insistem em nos rodear. Eu nasci nos malditos anos. Não sabia o mínimo do que se passava. Só descobri depois que cresci e aprendi nos livros. Agora eu vivo a História.

Vou parando por aqui.

Um abraço saudoso.

O amigo E.C.

Luiz Melodia (*1951 + 2017)

Luiz Melodia (*1951 + 2017)