Tudo que quero – Trailer Oficial

Filme parece interessante, quero vê-lo!!!

CAVALEIROS E SILVIO SANTOS?

Momento marcante do programa do Silvio Santos.

Em desfile das campeãs, “Temer vampiro” não levou a faixa presidencial

Em desfile das campeãs, “Temer vampiro” não levou a faixa presidencial

Protestos políticos voltaram à Sapucaí na noite deste sábado

Destaque que representava o ilegítimo temer perdeu a faixa presidencial no desfile da campeãs

Novamente, os protestos aconteceram na passarela do Samba na noite de sábado, dia 17. A Paraíso do Tuiuti, vice-campeã, protestou contra as reformas trabalhistas, questionou as manifestações que levaram ao impeachment de Dilma Roussef , o golpe do ilegítimo temer vampiro e seus ataques aos direitos duramente conquistados ao longo dos anos.

A Mangueira entrou na passarela protestando contra o atual prefeito do Rio, Marcelo Crivela, vestido de Judas. Um integrante da escola trazia um boneco, coberto por um saco preto com os dizeres ” Olhai por nós, o prefeito não sabe o que faz”, representando Jesus. Era uma alusão ao Cristo mendigo de Joasinho Trinta, alegoria proibida de participar do desfile em 1989.

Beth Carvalho participou do desfile em um carro alegórico que representava a Igreja da Candelária, na avenida Presidente Vargas, onde ocorriam os antigos desfiles de Carnaval.

Mensagens políticas de descontentamento e revolta contra uma série de in justiças que vêm ocorrendo no país foram mostradas durante os desfiles. Houve também manifestações entre os componentes das escolas. Eles ergueram placas com críticas ao ilegítimo temer e Crivella, tido como inimigo do Carnaval.

Um placa com os dizeres ” intervencão é golpe” circulou no sambódromo para protestar contra a intervenção federal na segurança pública.

Carnaval: o título é da Beija-Flor, mas a glória é da Tuiuti

Carnaval: o título é da Beija-Flor, mas a glória é da Tuiuti

por Pai Rodney publicado 16/02/2018 13h02
A folia de 2018 gerou uma série de polêmicas e consagrou como campeãs as escolas que
protestaram contra a situação atual do País

Desfile da Paraíso do Tuiuti: bateu forte, sem dó, deixou na lona

Há muito tempo a cidade do Rio de Janeiro não se via em tal situação.

A prefeitura cortou metade da verba das escolas de samba, não permitiu a utilização do sambódromo para os ensaios técnicos, forneceu uma organização pífia e os dirigentes e carnavalescos tiveram que se virar.

Também queriam confinar os blocos de rua, restringir acessos e acabar com a farra. Os inimigos do povo, do carnaval e da alegria estavam à solta.

Um clima de insegurança instalou-se desde o primeiro dia de festa. Não havia planejamento, policiamento, limpeza, iluminação, estrutura. Tudo era precário e os sambistas e foliões, entregues à própria sorte, brincaram do jeito que deu, mesmo com medo, apesar dos riscos.

Assim que o corte da verba foi anunciado, as agremiações tiveram que rever seus orçamentos.

Esse episódio inspirou o enredo da Mangueira: “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”. A crítica direta ao prefeito Marcelo Crivella rendeu à escola um quinto lugar e o direito de retornar no desfile das campeãs. Crivella foi representado numa alegoria como um “judas” enforcado e acusou a Mangueira de intolerância religiosa. Logo ele, bispo da Igreja Universal, que já incitou e cometeu inúmeras atrocidades contra as religiões de matrizes africanas em nome de Jesus.

Outras duas escolas protestaram através de seus enredos: Beija-flor de Nilópolis e Paraíso do Tuiuti, respectivamente campeã e vice-campeã do Carnaval 2018.

A Beija-flor veio com uma estética diferenciada, mais original do que luxuosa, e arrebatou os jurados com o enredo “Monstro é aquele que não sabe amar – os filhos abandonados da pátria que os pariu”. Corrupção, ódio, intolerância foram criticadas a partir de uma correlação com a história de Frankenstein.

Um campeonato incontestável e um desfile competente, mas que reproduziu uma série de estigmas ao reafirmar, por exemplo, o lugar social do negro sem nenhuma contestação contundente. Foi um protesto aceitável, produzido, ao que parece, para não desagradar a emissora que transmitia o carnaval.

Foi leve, apesar de reproduzir cenas fortes, pois não colocou o dedo na ferida e não foi além do lugar-comum, daquilo que vocifera a classe média raivosa quando diz que quer combater a corrupção mas nem se abala com a seletividade da justiça brasileira.

Apesar da intensa crítica do samba-enredo, o desfile não correspondeu, tornando-se quase um retrato “coxinha”, cheio de estereótipos, feito pra agradar à Zona Sul.

Quando despontou na Marquês de Sapucaí “o quilombo da favela”, perguntando: “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?” já se via o prenúncio de um desfile memorável. Enredos afro sempre geram grande expectativa, mas a Paraíso do Tuiuti pegou o gancho da escravidão pra fazer uma crítica feroz, ácida e indigesta pra muitos setores da sociedade brasileira.

Bateu forte, sem dó, deixou na lona.

A mesma pergunta que a Tuiuti nos fez 130 anos depois do fim da escravatura, a Mangueira já havia feito no Carnaval de 1988, nos 100 anos da abolição.

Triste é que essa pergunta continua atual e a resposta nós bem sabemos.

A situação do País, com ameaças reais aos direitos trabalhistas, impingia nuances mais densas às constatações que o povo mais pobre já anunciava, mas que a Tuiuti mostrou para o mundo através da tela da Globo, que sempre fez questão de escamotear a crise, constrangendo e calando seus comentaristas. Aliás, um silêncio ensurdecedor diante de mais uma denúncia do golpe, exposta com a clareza e a criatividade que só os grandes carnavalescos possuem.

O desfile da Paraíso do Tuiuti tornou-se o segundo assunto mais comentado no Twiter em todo o mundo. As redes sociais ferveram. Milhares de memes. O silêncio e as bobagens ditas pelos comentaristas viraram piadas. E o povo elegeu a grande campeã do Carnaval 2018.

Foi tamanha repercussão que a própria Globo teve que se redimir e fazer uma reportagem falando sobre o desfile, mas agora dando nome aos bois, ou seja, a todos os criticados.

O último carro da escola retratava as passeatas pelo impeachment da presidenta Dilma. Os manifestantes, com suas camisetas da CBF, ganharam nariz de palhaço e cordas de marionete, vinham montados no pato da Fiesp, batendo panelas e sendo manipulados por mãos gigantes. Eram os “manifantoches”. No alto da alegoria, o destaque central com a fantasia de “Vampiro Neoliberalista”, representava o presidente ilegítimo Michel Temer.

Carteiras de trabalho e a CLT rasgadas numa alusão à revogação da Lei Áurea.

A “bondade cruel” dos senhores, que se livraram do fardo da escravidão ao criar a ilusão da liberdade, sendo reinventada na redução de direitos e nas reformas trabalhistas e da previdência. Não, não foi extinta a escravidão.

Os movimentos de direita, revoltados com a crítica, tentaram derrubar as páginas da Tuiuti nas redes sociais. A esquerda também quis surfar nessa onda e tentou se apropriar do bem sucedido enredo, rasgando elogios à escola e replicando os trechos favoráveis do desfile. Prevaleceu a soberania do samba, do quilombo, da resistência.

“Não sou escravo de nenhum senhor”, já dizia o lindo samba da Tuiuti.

Portanto, a escola fez questão de demarcar seu território, seu lugar de fala, sua autonomia. Ali, era o povo sofrido da favela, era o morro descendo, fazendo do asfalto seu templo de revolução e vitória.

Era a ancestralidade, do candomblé, da umbanda, das macumbas cariocas, naquela comissão de frente que trazia o sangue, o suor e as lágrimas do povo negro.

Os grilhões e o açoite, a redenção e a liberdade na força dos pretos-velhos. Era a morte nos canaviais, nas fábricas, na construção civil. Era o genocídio e a dor das mães que perderam seus filhos com um tiro da polícia.

“O quilombo da favela”, “sentinela da libertação”, mostrou ao mundo a força do povo. O chão da Sapucaí tremeu, e os poderosos, mais ainda. Naquele templo do samba, projetado pelo arquiteto comunista Oscar Niemeyer, ficou provado que é na rua, protestando, que se muda um país. Foi memorável, foi lindo, foi histórico.

O título é da Beija-flor, e não cabe contestação. Mas a glória é da Tuiuti.

Fonte: Carta Capital

O tempo

O tempo

Pensava que minhas riquezas eram outras:

Minhas falas, meus pensamentos, meus desejos, minhas coisas.

Tantas vezes valorizei coisas sem valor.

Não eram muitas, mas eu me enganei.

Valorizei pessoas, talvez fossem muitas.

Somente algumas merecem.

Não foi tudo em vão.

Pensei que aqueles amigos em quem confiei

fossem tesouros imperdíveis.

Pensei que aquele amor, que um dia encontrei,

fosse pra sempre. Será!

Mas posso perdê-lo.

Tantas vezes me deixei cegar

E não percebi as besteiras que engoli.

Tantas vezes me deixei magoar

por coisas que fiz, mesmo assim faria de novo.

Não me arrependo de tudo que fiz,

pois sei o quanto aprendi.

Nestas idas e vindas quase tudo aconteceu, eu me machuquei.

Nestes caminhos que peguei,

fui feliz, fui triste,fui eu.

Depois de tudo, descobri um valor.

Em tudo que fiz, em tudo que vivi,

em tudo que quis e não quis,

ele esteve presente.

Descobri que sem ele, os outros não têm sentido.

Sem ele, eu não tenho valores.

Sem ele, não vivo.

Vou guardá-lo em um baú especial

Para compartilhá-lo com quem tiver disposição

para me suportar,me segurar pela mão, me amar

incondicionalmente, me acompanhar

até o fim.