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Quando as guitarras dão os shows…8

Os blocos maciços de ruído adocicado que J Mascis tirava de sua Fender Jazzmaster no Dinosaur Jr. continham de tudo: selvageria do Black Sabbath, soul melódico de Neil Young, sujeira do punk-rock. Em Several Shades of Why, seu disco solo mais recente, Mascis mostrou que pode tocar bonito com um violão também. “Lembro que vi o Dinosaur tocar uma música suave, lamentosa – e depois ela foi detonada pelo solo destruidor que J Mascis fez”, conta Thurston Moore, do Sonic Youth.

O Police era uma espécie diferente de power trio, e Andy Summers era a razão principal. Rapidamente se afastando do punk, ele trouxe de volta acordes de jazz e ritmos de reggae. Summers tocava o mínimo possível, deixando bastante espaço para Sting e Stewart Copeland. “Seu tom e estilo eram absolutamente perfeitos – ele deixava espaço em volta de tudo”, disse Alex Lifeson, do Rush. “Summers lida com qualquer coisa, de uma bela balada acústica ao jazz, passando por coisas híbridas”.

 

Fontes: Rolling Stone e Youtube

Quando as guitarras dão os shows…7

Nos primeiros dias dos Beatles, George Harrison se denominou brevemente de Carl Harrison em homenagem a seu herói do dedilhado rápido. O estilo claro e agudo de Carl Perkins – que o Rei do rockabilly pegou dos bluesmen do Tennessee – definiu os singles que ele lançou na Sun Records (“Blue Suede Shoes”, “Glad All Over”) e influenciou de Eric Clapton a John Fogerty. Tom Petty disse: “Se você pretende tocar rock and roll dos anos 50, ou é Chuck Berry ou é Carl Perkins”.

Houve precedentes para o som ultrapercussivo que James Hetfield tocou no Metallica, mas ele o tornou o padrão máximo do metal dos anos 80. Hetfield, porém, nunca foi um músico de metal monocromático, tocando dedilhados delicados em “Fade to Black” e mais tarde adotando o rock pesado com mais nuances do Álbum Preto. Dave Grohl comentou: “Ele cuida da percussão e da melodia das canções do Metallica com a guitarra, e isso é incrível”.

Fontes: Rolling Stone e Youtube

Quando as guitarras dão os shows…6

O líder do Television absorveu o sabor de seus discos preferidos de John Coltrane, Rolling Stones e Grateful Dead – e depois os sintetizou em algo completamente novo no álbum de estreia da banda, Marquee Moon, de 1977, desfilando solos fluidos infinitos junto com o companheiro da guitarra Richard Lloyd. Tom Verlaine manteve a discrição nas últimas décadas, mas continua sendo um modelo para gerações de guitarristas que gostam de violência punk tanto quanto de voos mais melódicos.

Bonnie Raitt aprendeu com gigantes do blues como Howlin’ Wolf e Mississippi Fred McDowell, que ela conheceu e com quem se apresentou no início da carreira. E foi rápido: começando com seu exercício acústico com slide em “Walking Blues”, de 1971, ela revelou um repertório temível de licks de blues, dedilhando com os melhores e brandindo um slide como um velho mestre. Quando a guitarra ainda era considerada “uma brincadeira de homens”, Bonnie derrubou essa barreira com personalidade e habilidade.

Fontes: Rolling Stone e Youtube

 

Quando as guitarras dão os shows…5

Uma das principais figuras do metal moderno, Dimebag Darrell fundou o Pantera com o irmão, o baterista Vinnie Paul Abbott – formando um estilo que combinava grooves brutalmente precisos com toque punk e caminhos melódicos carregados de nuances. Depois de ser assassinado por um fã desequilibrado durante um show com sua banda, Damageplan, em 2004, os tributos vieram de fãs, colegas e antecessores. “Um dos melhores músicos a embelezar nosso mundo”, disse Geezer Butler, do Black Sabbath.

Dá para rastrear todas as músicas barulhentas e cheias de riffs até Dave Davies, do Kinks, começando com os acordes fantasticamente simples de “You Really Got Me”, que ele gravou aos 17 anos – disparando uma sequência de singles metaleiros, de “All Day and All of the Night” a “Till the End of the Day”. Davies, que criou a distorção em “You Really Got Me” ao cortar o alto-falante de um amplificador com uma lâmina, até hoje ri das alegações de que aquela guitarra foi tocada, na verdade, por Jimmy Page.

Fontes: Rolling Stone e Youtube

Quando as guitarras dão os shows…4

O guitarrista do R.E.M. Peter Buck foi mais ou menos um mestre que nunca precisou muito mais do que melodias criativas e riffs brilhantes. Dos arpejos guiados por laser em “Radio Free Europe” aos acordes potentes de “The One I Love”, seu som era lindo e diretamente agressivo – um estilo faça-você-mesmo que ajudou os roqueiros underground dos anos 80 a ir além do punk rock. “Os Estados Unidos foram inundados por bandas com guitarras ressoantes do tipo R.E.M.”, observou Billy Corgan.

Paul Simon, o artesão das palavras, fala tão vividamente através da guitarra quanto em suas letras. Depois de crescer ouvindo doo-wop e rock, Simon se envolveu com o folk nos anos 60, viajando à Inglaterra para estudar a maestria acústica de Bert Jansch. Ele até hoje absorve novas influências, como em “Dazzling Blue”, de seu recente CD, So Beautiful or So What: “O dedilhado folk é o do tempo de Simon and Garfunkel”, ele admite, “mas [aqui] ele está no topo desse ritmo com músicos indianos tocando em compasso 12/8”.

Fontes: Rolling Stone e Youtube