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Os clubes mais ANTIGOS do mundo

Só as velharias kkkkkkkk

Os clubes mais ANTIGOS do Brasil

Quais são os clubes mais antigos do Brasil?

Um pouco de pedagogia

O professor Dermeval Saviani é graduado em filosofia pela PUC-SP em 1966, além de ser doutor em filosofia da educação (PUC-SP, 1971) e livre-docente em história da educação na Unicamp desde 1986, tendo realizado estágio sênior (pós-doutorado) nas universidades italianas de Pádua, Bolonha, Ferrara e Florença, em 1994 a 1995.
Autor de 15 livros, 33 capítulos de livros, 38 prefácios de livros e 130 artigos em revistas nacionais e internacionais, orientou 37 dissertações de mestrado e 47 teses de doutorado, concluindo 17 projetos de pesquisa.

Gaspard Monge e a geometria

Gaspard Monge

(1746 – 1818)

Gaspard Monge

Matemático e professor francês nascido em Beaune, Borgonha, que criou os fundamentos de vários ramos da moderna geometria. Filho de Jacques Monge, um pobre mascate e amolador de facas, graças a sua habilidade como inventor foi descoberto ainda jovem por um militar, que o levou para estudar na École Militaire de Mézières. Inicialmente trabalhando como desenhista, logo depois destacou-se pela intuição científica e tornou-se um dos mais influentes professores da história daquela escola e uma ativa personalidade da Revolução Francesa.

Destacou-se por escrever textos didáticos com a colaboração de seus alunos, de largo uso em universidades européias e americanas. Em busca de solução para problemas ligados à construção de fortificações, desenvolveu novos métodos que seriam os primeiros alicerces da geometria descritiva (1768).

Transferiu-se para a capital francesa (1780) e no mesmo ano foi eleito para a Académie des Sciences. Não só destacou-se no campo da matemática pura, mas também como pesquisador em química e em física, trabalhando inclusive com Lavoisier. Realizou importantes estudos teóricos em que usou o cálculo infinitesimal para determinar a curvatura de uma superfície. Além de professor e pesquisador também foi um administrador capaz. Participou da criação da École Normale Supérieure e da École Polytechnique de Paris, nas quais lecionou geometria descritiva, analítica e diferencial.

Participou ativamente da vida política de seu país e foi plenamente identificado com os ideais da revolução francesa. Sucessor de Bézout como examinador para a escola da marinha, inclusive chegou ao posto de Ministro da Marinha (1792-1793), no qual ficou apenas um ano por não gostar do cargo, porém o suficiente para ser o responsável pela assinatura do relatório oficial que condenou o rei a morte. Desde que o conheceu (1796), foi notável também a sua admiração irrestrita a Napoleão e de quem se tornou amigo e, em função disso, esteve na expedição científica francesa ao norte da África, participando inclusive da criação do Instituto do Egito (1798). Como membro da Académie des Sciences participou juntamente com Legendre, Carnot, Condorcet e Lagrange do famoso Comitê de Pesos e Medidas (1790-1799), que implantou o sistema decimal de pesos e medidas. Ao retornar à França (1799) entrou para o Senado. Recebeu de Napoleão o título de conde de Péluse (1808), mas com a queda do imperador, passou dois anos escondido e só retornou a Paris seis anos depois (1816). Com a segunda queda de Napoleão (1816) e a volta dos Bourbons ao poder, foi expulso da Academia. Com a Restauração, perdeu os cargos e honrarias que recebera e morreu dois anos depois de problemas do coração, em Paris. É considerado um dos criadores da geometria descritiva. A partir de notas de suas aulas, foram editados dois livros (1799): Géométrie descriptive e Feuilles d’analyse appliquée à la géométrie.

Fonte: http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/

A História da Literatura Brasileira

O Espaço Aberto Literatura conversa com o poeta, acadêmico e crítico literário Carlos Nejar, autor do livro “História da Literatura Brasileira”, que cobre todos os períodos de nossa literatura. Esta é a versão ampliada (de 550 páginas para 1.104 páginas) da primeira versão da obra, lançada em 2007.

Deixo um poema do Gonçalves Dias para vocês:

Canção de Exílio

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar – sozinho, à noite –
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

(Coimbra, julho de 1843)