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Um enorme carinho

Um enorme carinho

Quero escrever sobre você
Mas não sei direito o quê

Seu jeito simples me chamou a atenção
Seu jeito de agir com o coração

Adoro seu sorriso de canto
Pois ele me encanta

Adoro sua pinta no canto da boca
Quando ela me toca

Adoro sua delicadeza e o seu silêncio
São gestos que iluminam o nosso momento

Adoro como você me olha
O seu olhar me consola

Seu sorriso é franco e honesto
Como o poema desse poeta

Adoro o seu amor
Seja ele em forma de doce no frio ou no calor

Quando você diz que “vai dar tudo certo”
Me sinto bem recebido e sei que estou no caminho certo

Você se preocupa com o meu bem estar
Mas as vezes o que importa é simplesmente você estar

É um poema verdadeiro e com o coração
Assim como os momentos vividos com muito carinho e compreensão

Sei que tudo acaba nessa vida
Assim como esse poema pode se perder perante a vida

Lembre-se sobre esse meu sentimento bonito
É com um enorme carinho

Independente se fomos amantes ou amigos
Quero que lembre desses momentos com família e amigos

Eu deixo nesse final de poema
Uma frase que você sempre traz

Tudo vai dar certo
Se não estiver, vai ficar!

“Sempre continue sorrindo”

True Men Don’t Kill Coyotes

Viva e deixe viver! Aqui está um pouco de Red Hot Chili Peppers em começo de carreira, cuja música já me inspirou nos meus poemas.

joinha3

Lobo e o bobo

Ar e terra

Água e fogo

brisa fresca, venha lobo

 

Voando por aí, rastejando por aqui

Molha tudo, queima o que for pra queimar

Suave como a brisa que vem do mar

Venha, lobo. Eu sou cruel demais

Não poupo cordeiros

devoro voraz

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Corrente do oceano

Há um barco em um porto seguro esperando

Dessa vez, o rapaz sente que será uma viagem boa

O céu límpido exala pureza que invade a mente

A natureza, deixa um ar de paz e alegria

Os corações parecem bater mais acelerados

 

Mas só parecem, pois desta vez o rapaz está tranquilo

Ele vê um mundo melhor no futuro e até no presente

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A solidão amiga, um texto de Rubem Alves

abr 8, 2014

Reproduzir esse texto é minha homenagem aos tão raros e cobiçados momentos de silêncio e solidão…

Solidão

A solidão amiga

A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a Sua Solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

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