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Trabalhadores, somos contra a “reforma” da previdência!

Trabalhadores, somos contra a “reforma” da previdência!

Aprovaram em segundo turno o texto da “reforma” da previdência. 370 deputados votaram contra os trabalhadores. 124 lutaram ao lado dos trabalhadores. A “reforma” proposta já foi amplamente divulgada. Ela representa diversos pontos desfavoráveis aos trabalhadores.

Ressaltamos que ela pretende aumentar o tempo de contribuição e a idade mínima para aposentadoria integral. Também pretende diminuir os valores de benefícios pago aos trabalhadores por meio de cálculos nefastos. Por si só, isso já é injusto e imoral. Seus efeitos alcançam pais, filhos, netos, bisnetos e demais familiares. É uma “reforma” muito prejudicial. Que direitos e benefícios queremos manter?

Só isso já bastaria para que todos os trabalhadores ocupassem as ruas para defender seu justo direito. Entretanto, o que vemos é uma certa apatia de boa parte dos trabalhadores. Parece que nada acontece na Câmara. Estamos despreocupados disso ou cegos? Onde estão os trabalhadores na defesa dos seus direitos? Quando vamos realmente agir para impedir essa falsa reforma? Quando vamos deixar de ser omissos? Quando vamos chamar a responsabilidade para nós?

Muitos de nossos representantes na Câmara nos traíram. Votaram pela nossa perda de direitos e benefícios. Fizeram discursos demagógicos, mentirosos, foram comprados, tripudiaram de seus eleitores. Foram eleitos para nos defender e fazem exatamente o contrário. Foram covardes e maus caráteres. Quando vamos enxergar melhor e escolher melhor nossos representantes? Muitos dos que estão lá não são confiáveis. Defendem seus próprios direitos e de seus colaboradores.

O princípio da “reforma” consiste de pagar as contas que bancos e empresas não pagaram à Previdência. Uma CPI realizada em 2017 apontou que não há déficit na Previdência. Portanto não se justifica sacrificar os trabalhadores. Devem ser cobradas as instituições devedores e não repassar a dívida aos trabalhadores. Aliás, os salários pagos aos trabalhadores já são baixos. Por que rebaixar mais? Por que diminuir nossos salários e aumentar os lucros dos devedores?

A guerra não está perdida. Perdemos mais uma batalha. Ainda faltam alguns passos para que esta reforma passe. Cabe a nós, trabalhadores, lutarmos para derrubar esta maldade que pretendem fazer conosco. Faltam mais aprovações na Câmara e no Senado. Podemos reverter o quadro. Podemos vencer a “reforma”.

Temos que encarar os fatos. Não podemos terceirizar esta luta. Ela é nossa e por isso temos que reagir. A solução está ao nosso alcance. Basta que saiamos aos milhões às ruas para expor nosso descontentamento e desaprovação com a “reforma”. Urge que cobremos dos eleitos uma postura digna e honesta com os trabalhadores. Temos que exigir dos eleitos um NÃO à “reforma” da Previdência. Precisamos sair às ruas para gritar em alto e bom som que não queremos esta “reforma” e que não queremos pagar dívidas alheias.

Esta “reforma” traz enormes prejuízos aos trabalhadores e beneficia enormemente os bancos e empresas devedoras. Por isso temos que ocupar as ruas e derrotar esta proposta. Precisamos reunir coragem e determinação para encarar e enterrar a “reforma”. É hora de arregaçar as mangas e mostrar nossa força contra quem tenta nos prejudicar.

Economia afunda e Brasil tem mais de 40 mi de desempregados ou subtilizados

Economia afunda e Brasil tem mais de 40 mi de desempregados ou subutilizados – Publicado originalmente em 08/07/2019

Os seis primeiros meses do governo Jair Bolsonaro à frente da economia podem ser considerados um desastre; neste período, o desemprego alcançou cerca de 13 milhões trabalhadores e o desalento outros 5 milhões de pessoas; subutilização, situação enfrentada por mais de 28 milhões de pessoas inseridas no mercado de trabalho, é mais um ponto de preocupação

Antonio Biondi, Brasil de Fato – Como resumir os 6 primeiros meses de Jair Bolsonaro (PSL) à frente da economia brasileira? Os adjetivos podem ser muitos e variados, mas alguns substantivos – bastante concretos – não podem escapar a uma análise mais sincera do período.

O desemprego, que segue no triste patamar de 13 milhões de brasileiros e brasileiras, é certamente um deles. O desalento, que hoje atinge quase 5 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, outro. A subutilização, situação enfrentada por mais de 28 milhões de pessoas inseridas no mercado de trabalho, mais um.

Para completar o quadro (gráfico), o governo oferece a privatização de ativos valiosos para o país e a retomada do crescimento é pífia, com previsão 0,85% em 2019. 

Do ponto de vista dos direitos, Bolsonaro pretende adotar reformas prejudiciais aos trabalhadores e favoráveis aos representantes mais atrasados do setor produtivo. 

Ainda antes de completar 200 dias de governo, o presidente e o ministro da Economia Paulo Guedes buscam aprovar na Câmara dos Deputados o seu prato principal para o mercado: a reforma da Previdência.

Carro no frio

Fausto Augusto Júnior, coordenador de Educação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) afirma que o atual contingente de cerca de 13 milhões de desempregados, notoriamente alto, “vem se mantendo há algum tempo e pode piorar. Não existe perspectiva de melhora”.

Para o coordenador de Educação do Dieese, a economia brasileira hoje se assemelha a um carro a álcool em um dia frio e com a bateria sem carga: “o carro – no caso, a economia – não vai pegar sem que alguma outra medida seja tomada”.

O especialista relativiza a promessa do governo de que a reforma da Previdência mudará tudo, e relembra que “o histórico recente mostra que não é assim que funciona”. “A aprovação de outras reformas, como a Trabalhista, por exemplo, também foi defendida como caminho único e certo pelo governo anterior para a retomada do crescimento da economia, e a hipótese não se confirmou”.

O economista Paulo Nogueira Batista Júnior concorda com a análise. Ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-vice-presidente do Banco dos BRICS (Novo Banco de Desenvolvimento, associado ao Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Batista Júnior avalia que o atual governo não tomou medidas para o país voltar a crescer.

O economista enumera ações que poderiam ser tomadas: o Banco Central poderia baixar os juros; o governo poderia liberar recursos do FGTS, o que já foi cogitado pela atual gestão; entre diversas outras medidas.

Entretanto, mesmo essas medidas tidas como básicas pelos economistas, estão sendo condicionadas pelo governo à aprovação da reforma da Previdência. “O pouco que se falou não foi feito, à espera da aprovação da reforma. Essa ideia de que a economia se recupera de forma quase espontânea com a aprovação de reformas estruturais é uma ilusão. Não é algo razoável”, critica.

Para Nogueira, Bolsonaro oferece ao país uma política econômica pobre e enviesada, de modo que o Brasil está longe da perspectiva de sair da recessão que se aprofundou com a crise política marcada pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff, em 2016, e pela instabilidade econômica e social dos anos seguintes.

Sanha privatista

Fernando L. C. Antunes, advogado e professor de Direito Constitucional, destaca que as privatizações podem se acelerar nos próximos anos das atuais gestões federal e estaduais. Isso porque o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou julgamento de grande importância no início de junho, que deve diminuir as exigências e controle para vendas de empresas estatais, especialmente as chamadas subsidiárias (que respondem por operações e serviços mais específicos da companhia principal, as chamadas holding).

O governo federal tem, segundo o Ministério da Economia, 134 estatais, das quais 88 são subsidiárias. O advogado destaca, nesse sentido, ser bastante difícil de se separar até onde vai a holding e onde começam as subsidiárias – ou como a companhia principal pode sobreviver abrindo mão de seus braços e operações secundárias em geral.

Na opinião de Antunes, a decisão, embora ainda não tenha sido finalizada e publicada em acórdão definitivo por parte do Supremo, já produziu alguns efeitos práticos e nocivos para o interesse público. “Um deles foi a venda da TAG da Petrobras, que se deu imediatamente após o julgamento”, cita.

O jurista se refere à venda de uma das subsidiárias mais importantes da Petrobras, a Transportadora Associada de Gás S.A, que detém mais de 4,5 mil quilômetros de gasodutos, localizados principalmente nas regiões Norte e Nordeste. O transporte de gás é considerado questão estratégica e de soberania nacional no mundo todo. No Brasil, o repasse da TAG para o controle de grupos da França e Canadá movimentou expressivos 8,6 bilhões de dólares – ou mais de 34 bilhões de reais à cotação de hoje da moeda estadunidense.

Com a venda da empresa, a Petrobras passará a pagar pelo uso dos gasodutos que anteriormente lhe pertenciam. A tendência é que, com alguns anos de uso, a companhia pagará aos novos controladores da TAG um valor equivalente ou superior ao recebido com a venda – situação semelhante à vivenciada pela Petrobras com a privatização da Nova Transportadora do Sudeste (NTS).

Além da Petrobras, os governos estaduais já se apressaram após a decisão para acelerar seus programas de privatizações, alegadamente a fim de diminuir os déficits públicos e focar nas atividades principais do Estado – como Saúde, Educação e Segurança. Uma história que o país já assistiu em décadas passadas e que não resolveu nem as questões das contas públicas e muito menos dos serviços prestados pelo governo.

Concessões unilaterais

Na avaliação de Batista Júnior, o atual governo adota medidas que não obedecem a um projeto nacional, com acordos comerciais que levam a uma perda adicional da soberania do país, muitas vezes expressando concessões unilaterais por parte do Brasil. “A integração desse governo se dá sob o signo de uma integração subordinada”, explica o economista.

Ao analisar o recente acordo firmado entre União Europeia e Mercosul, ele explica tratar-se um acordo muito vasto e complexo. Segundo ele, apenas com base nos contornos gerais já divulgados, não se tem noção do tamanho dos problemas que poderão ser trazidos, além de ser fundamental que o Congresso Nacional receba do Executivo todas as informações envolvidas.

O economista avalia se tratar de um tipo de acordo no modelo tentado com a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), que não vingou, quando proposta na década de 1990 pelos Estados Unidos, como projeto para todos os países da região.

Nesse tipo de acordo, os governos em geral (especialmente os mais subordinados) amarram suas políticas internas a fim de obterem concessões bastante limitadas no campo comercial.

“O acordo entre Mercosul e União Europeia aprovado no final de junho não é diferente na sua essência. Ele cria muitos riscos. E não pode ser considerado um acordo de livre comércio”, acrescenta o economista, destacando que muitas áreas importantes do comércio entre os blocos não foram liberalizadas pelo acordo. Além disso, ele alerta, que para entrar em vigor, o acordo precisará da aprovação dos parlamentos do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, os quatro membros fundadores do Mercosul.

Terceirização e cachorro quente

Ao lado dos altos índices de desemprego e de desalento, da subutilização e da informalidade, as questões envolvendo a precarização e terceirização dos empregos tendem igualmente a marcar a gestão de Bolsonaro. Para o coordenador do Dieese, a Lei da Terceirização (13.429/2017) ainda vai trazer muitos impactos nesse sentido. A terceirização das atividades-fim tende a trazer uma desestruturação dos direitos em geral, aproximando o trabalhador informal do contratado.

Fausto Augusto Júnior explica que, algumas décadas atrás, a informalidade era dada como uma característica inata da economia brasileira, e que depois o desemprego e a informalidade passaram a ser considerados como formas de se controlar a inflação. Nos governos de Lula e Dilma, foi feita uma aposta no sentido de se incentivar a formalização, inclusive como mecanismo de financiamento e melhoria das contas da Previdência Social.

O momento atual, contudo, é de aumento da informalidade, no Brasil e no mundo. Ao ser perguntado se as barraquinhas de cachorro quente, na década de 1990, estavam para a informalidade, assim como os carros de Uber estão para o atual período enfrentado pelos trabalhadores brasileiros, ele destaca que, no caso do cachorro quente, o trabalhador normalmente era dono de sua força de trabalho e dos seus meios de produção. “Hoje, ele paga royalties do seu trabalho para a empresa, é ela que define as tarifas, que faz a mediação com o cliente etc”, compara.

O coordenador do Dieese aponta haver uma mudança muito grande do ponto de vista tecnológico por trás de todas essas alterações relativas à informalidade. “O Uber é a informalidade padrão classe média. Não é o menino vendendo bala no trem”.

Para ele, as crescentes dificuldades impostas pelo governo ao financiamento das entidades de representação dos trabalhadores, assim como a busca por tornar as normas de segurança do trabalho mais brandas, afirmam-se como questões de grande importância na atual conjuntura.

“As normas de segurança existentes no país foram todas negociadas e redigidas de forma tripartite, envolvendo trabalhadores, empresas e governo”, explica. O coordenador de Educação do Dieese considera que “a visão de que essas normas atrapalham, que não deveriam existir, é defendida por um grupo de visão muito atrasada”. Para Fausto, essa visão “tacanha” representa um Brasil atrasado, e o ataque à segurança e direitos dos trabalhadores pode gerar inclusive barreiras ao comércio mundial do país.

O representante do Dieese destaca que o capitalismo busca produzir (e reproduzir a riqueza) onde isso custa menos para ele. E que as normas de segurança regulamentam isso. “Não é possível que as pessoas continuem perdendo pedaços do corpo, [sofrendo] mutilações, soterramentos, quedas, morrendo em seu ambiente de trabalho, e ainda se alegue que as normas são muito rígidas e prejudiciais aos empresários. “Sem controle do Estado e fiscalização da sociedade, o que a gente acompanha, muitas vezes, é o retrato da barbárie. E não estamos falando de empresas pequenininhas, estamos falando de multinacionais, de grandes empresas”, denuncia.

Balança pró-capital

O coordenador de Educação do Dieese ressalta, por fim, que a Política de Valorização do Salário Mínimo consolidou-se como a principal política de distribuição de renda no país nos governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) – mais até que o Bolsa Família, que trata ainda de outras questões de enorme importância em sua concepção, para além da distribuição de renda. “A valorização do salário mínimo altera de forma substancial as condições de vida das famílias dos trabalhadores”, e de forma escalonada, não repentina e concentrada em um único momento, explica Fausto.

“Desde o governo Temer, a política praticamente não existe mais, e o governo Bolsonaro anunciou que pretende acabar de vez com ela”. Com a chegada ao poder de Michel Temer, a medida foi alterada e os aumentos do salário mínimo passaram a somente repor a inflação, sem considerar também a questão do crescimento do PIB. “Sem a política de valorização, a tendência é o salário mínimo se desvalorizar”, lamenta.

A balança da distribuição de renda entre capital e trabalho pendeu para os trabalhadores nos governos de Lula e Dilma, especialmente no de Lula. Foram governos em que os bancos e o setor privado também ganharam muito dinheiro, mas em que houve políticas que buscaram efeitos distributivos. Atualmente, a balança da distribuição de renda volta a pender para o grande capital e para os setores mais ricos da sociedade.

Para o coordenador do Dieese é algo sem futuro. “Não existe mágica. As pessoas precisam ganhar dinheiro, comprar produtos e serviços das empresas. Valorizar o trabalho é valorizar o consumo. Infelizmente, essa não é a visão do ministro Guedes”, finaliza.

Fonte: Brasil247

Ato contra a reforma da previdência, dia 10/07, no MASP

Ato contra a reforma da previdência, dia 10/07, no MASP às 17h

A lista dos traidores na reforma da previdência; confira quem votou pelo fim da aposentadoria

A lista dos traidores: os deputados que votaram contra os Trabalhadores

O (des)governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) conseguiu nesta quinta-feira(4) aprovar na Comissão que analisa a reforma da previdência o relatório de Samuel Moreira (PSDB-SP), Proposta de Emenda a Constituição (PEC 006/2019) que põe fim à aposentadoria.

Por 36 a votos a 13, os deputados concordaram com medidas, por exemplo, que acabam com a aposentadoria por tempo de contribuição e institui a idade mínima para de 62 anos (mulheres), com 15 anos de contribuição e 65 (homens), com 20 anos de contribuição. Para se aposentar com benefício integral será necessário contribuir por 40 anos.

Ainda serão votados os destaques da PEC. São 10 , sendo 85 individuais e 24 de bancadas. Depois disso, a fase seguinte é o plenário da Casa, em dois turnos. Serão necessários 308 votos para a sua aprovação. A bancada governista tenta viabilizar a votação ainda em julho, antes do dia 18, início do recesso legislativo. Passando, a PEC vai para o Senado, com votação também em dois turnos.

Mais cedo o Blog do Esmael registrou a fala da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP). Ela previu que 60% dos deputados que votaram favorável à reforma da previdência serão castigados, carimbados e rotulados como traidores e por isso não voltarão na próxima legislatura.

“A história é implacável com os traidores do povo. Na próxima legislatura se preparem porque provavelmente não ocuparão mais as cadeiras que sentam no dia de hoje”, previu a deputada do PSOL.

VEJA QUEM VOTOU A FAVOR DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA
“OS TRAIDORES”

RONALDO CARLETTO
Partido PP – Estado BA

DANIEL FREITAS
Partido PSL – Estado SC

ALEXANDRE FROTA
Partido PSL – Estado SP

CAPITÃO ALBERTO NETO
Partido PRB – Estado AM

LAFAYETTE DE ANDRADA
Partido PRB – Estado MG

HEITOR FREIRE
Partido PSL – Estado CE

PAULO EDUARDO MARTINS
Partido PSC – Estado PR

FLAVIANO MELO
Partido PMDB – Estado AC

DANIEL TRZECIAK
Partido PSDB – Estado RS

GUILHERME MUSSI
Partido PP – Estado SP

GREYCE ELIAS
Partido Avante – Estado MG

ARTHUR OLIVEIRA MAIA
Partido DEM – Estado BA

EVAIR VIEIRA DE MELO
Partido PP – Estado ES

MARCELO RAMOS
Partido PR – Estado AM

TONINHO WANDSCHEER
Partido PROS – Estado PR

SILVIO COSTA FILHO
Partido PRB – Estado PE

PAULO GANIME
Partido NOVO – Estado RJ

SAMUEL MOREIRA
Partido PSDB – Estado SP

VINICIUS POIT
Partido NOVO – Estado SP

CELSO MALDANER
Partido PMDB – Estado SC

DARCI DE MATOS
Partido PSD – Estado SC

BILAC PINTO
Partido DEM – Estado MG

REINHOLD STEPHANES JUNIOR
Partido PSD – Estado PR

ALEX MANENTE
Partido CID – Estado SP

GIOVANI CHERINI
Partido PR – Estado RS

DARCÍSIO PERONDI
Partido PMDB – Estado RS

JOICE HASSELMANN
Partido PSL – Estado SP

DIEGO GARCIA
Partido Pode – Estado PR

PEDRO PAULO
Partido DEM – Estado RJ

LUCAS REDECKER
Partido PSDB – Estado RS

MARCELO MORAES
Partido PTB – Estado RS

DELEGADO ÉDER MAURO
Partido PSD – Estado PA

FERNANDO RODOLFO
Partido PR – Estado PE

DR. FREDERICO
Partido PATRI – Estado MG

BETO PEREIRA
Partido PSDB – Estado MS

FILIPE BARROS
Partido PSL – Estado PR

Veja o que foi aprovado no relatório

Além da idade mínima, o texto definiu que as contribuições que reduzem a média salarial usada para o cálculo dos benefícios das aposentadorias poderão ser desprezadas. Entretanto, o tempo que for excluído não contará como tempo de contribuição, tanto para adquirir o direito à aposentadoria como para aumentar o porcentual da média salarial a receber. Ou seja, o relator trocou seis por meia dúzia, porque os trabalhadores e trabalhadoras vão ter de contribuir com mais tempo e e, ainda assim terão seus benefícios reduzidos.

A idade mínima para a aposentadoria de servidores foi mantida pelo relator na Constituição Federal, o que exigirá uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para que ela seja alterada.

As professoras poderão se aposentar com idade mínima de 57 anos, desde que tenham ingressado o serviço público até 31 de dezembro de 2003. Além disso, pela proposta, o valor da aposentadoria será igual ao do último salário. As professoras também terão direito a reajustes salariais iguais aos dos servidores que estão na ativa.

Aumenta o número de categorias de servidores da União que poderão ter idade mínima e tempo de contribuição diferentes da regra geral – as chamadas aposentadorias especiais. Também foram incluídos os policiais, agentes penitenciários e socioeducativos e servidores que estejam expostos a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos. A norma não vale para estados e municípios.

Os policiais se aposentarão com idade mínima de 55 anos, sem uma regra de transição. Hoje, não há idade mínima para a categoria se aposentar, mas apenas a exigência de 30 anos de contribuição, se homem, e 25, se mulher

O texto traz ainda a possibilidade de que alíquotas extraordinárias de contribuição sejam cobradas exclusivamente de servidores públicos federais, como propôs o governo de Bolsonaro.

A proposta aprovada definiu que as ações judiciais previdenciárias poderão ser julgadas pela Justiça Estadual, quando a comarca não for sede de uma vara federal.

No texto original, o governo propôs retirar 28% das verbas do FAT (Fundo do Amparo do Trabalhador), proveniente do PIS/PASEP, que são utilizadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) para investimentos e transferir o valor para a Previdência. O relator, em sua primeira versão do relatório retirou completamente esta proposta. Depois aumentou para 40% o valor, voltou aos 28% e agora retirou novamente a proposta do governo.

Já o mercado financeiro conseguiu reduz o valor de imposto. A proposta aprovada pela comissão diminuiu de 20% para 15% a alíquota de CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido)

Veja quanto os trabalhadores vão pagar pela “economia “ do governo

A reforma da Previdência deve gerar uma economia de R$ 1,071 trilhão em dez anos. Desse total, R$ 688,1 bilhões se referem ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ou seja, trabalhadores da iniciativa privada. Dos R$ 688,1 bilhões, R$ 406,1 bilhões se referem ao endurecimento das regras de aposentadoria por tempo de contribuição.

A estimativa de economia com o regime de servidores públicos é de R$ 136,1 bilhão. Já as mudanças na pensão por morte têm o segundo maior peso dentro do RGPS. É esperada uma economia de R$ 130,9 bilhões em dez anos, do dinheiro de viúvas e órfãos.

Na pressão

A aprovação da reforma da Previdência vai impor aos trabalhadores uma idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres, acabando com o benefício por tempo de contribuição. Reduz, no mínimo em 28% o valor para quem tem 20 anos de contribuição, no caso dos homens. E quem quiser se aposentar com benefício integral vai ter de trabalhar por 40 anos, entre outras maldades aos trabalhadores e trabalhadoras.

Faça pressão junto aos parlamentares para que a reforma não seja aprovada.

Com informações do site Na Pressão.

Fonte: Blog do Esmael

Infelizmente, comissão aprovou texto principal da falsa reforma da previdência

Infelizmente, comissão aprovou texto principal da falsa reforma da previdência

Infelizmente, a comissão especial da falsa reforma da previdência da previdência aprovou o texto principal apresentado pelo deputado Samuel Moreira do PSDB de São Paulo. 36 deputados mal intencionados votaram a favor enquanto 13 foram contrários à reforma que pode trazer inúmeros prejuízos aos trabalhadores.

Vão retirar 1 trilhão de reais das contas dos trabalhadores para pagar as dívidas que grandes bancos e grandes empresas têm com a Previdência. Vão aumentar a idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres assim como o tempo de contribuição.

Nós, trabalhadores, não devemos nada à Previdência. Pagamos correta e regularmente nossas parcelas. Estamos sendo abertamente roubados em nossos Direitos. Estamos sendo desgovernados, roubados e achincalhados de uma forma tão covarde que estamos atordoados e imóveis. Até quando vai essa situação? Quem quer pagar as dívidas destes bancos e empresas inescrupulosas e bandidas? Nós não queremos. Os devedores que paguem.

Eles aprovaram o relatório, não a reforma.

O combate à falsa reforma cabe aos trabalhadores, que são os grandes prejudicados em caso de aprovação. Sindicatos, Associações, Centrais Sindicais agora têm que entrar de cabeça na luta para derrotar esta nefasta reforma proposta. Trabalhadores têm que se informar, se preparar para ir às ruas em todo o Brasil e principalmente à Brasília para gritar alto e forte nos ouvidos dos deputados bandidos que não querem e não aceitam essa mentira dos proponentes da reforma.

Havia um trabalho importante a ser feito e todos tinham certeza de que ALGUÉM o faria. 
QUALQUER UM poderia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fez.

ALGUÉM zangou-se porque era um trabalho de TODOS.

TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM poderia fazê-lo, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo.

Ao final, TODOS culparam ALGUÉM quando NINGUÉM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.

HÁ UM IMPORTANTE TRABALHO A FAZER, DERROTAR A FALSA REFORMA DA PREVIDÊNCIA. TODOS SABEMOS QUE TODOS TEMOS QUE FAZER ISSO PARA DEFENDERMOS NOSSOS DIREITOS.

TEMOS QUE OCUPAR AS RUAS E AGIR PARA DERRUBAR ESSA MALDADE, MOSTRAR PARA DEPUTADOS E SENADORES QUE NÃO ACEITAMOS PAGAR DÍVIDAS ALHEIAS NEM PERDER DIREITOS DURAMENTE CONQUISTADOS AO LONGO DO TEMPO.

É POSSÍVEL DERROTAR ESSA REFORMA E TODOS OS TRABALHADORES TÊM QUE PARTICIPAR DA LUTA PARA PRESERVAR SEUS DIREITOS…TODOS.