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Risada, diversão, comedia, piadas.

Férias em Solonópole – 18 de julho

Férias em Solonópole – 18 de julho

Íkaro, Cristian, Marcel, Eu e Micael na entrada da Capela

Hoje foi um dia um pouco diferente. Durante amadrugada, vimos dois filmes. Não integralmente. Terminamos de ver Capitão Fantástico e iniciamos Democracia em vertigem.

O primeiro narra a história de uma família americana pouco convencional. Eles vivem em um ônibus, viajando de cidade em cidade. Os filhos não têm uma educação formal. Sua sala de aulas são os lugares em que passam, seus professores, seus pais. A meu ver, o filme coloca em debate a forma ocidental de educar e a forma alternativa proposta pelos pais andarilhos. É um filme bem interessante apesar de americano.

O segundo expõe com requintes de crueldade o golpe parlamentar que retirou ilegitimamente a presidenta Dilma, traída por seu vice, Michel Temer. O filme trabalha com vozes a favor e contra, revelando as forças que manipuladas boa parte do povo com meias verdades e mentiras para que aceitassem e apoiassem o golpe. Por outro lado, vozes que defendiam a permanência da presidenta, mostrando gratidão pelo governo e descrença nas mentiras apresentadas. Não terminamos de ver o filme. Fomos dormir porque ninguém é de ferro. Eram quase 6h da manhã.

Quando acordamos, tomamos café e matamos o tempo . Eu fui ler um livro e meu amigo, jogar videogame, Batman: Arkham Knight. Depois almoçamos, demos um tempo em fomos fazer uma tour pela cidade pra ver uns lugares interessantes na cidade. Fomos com outros amigos.

Fomos ver uma escola de ensino profissionalizante que está em construção. Parece ser bastante necessária e importante para a população da cidade. Fomos ao estádio de futebol, entramos e fizemos uma vistoria no gramado. Estava bom. Podem realizar a copa do mundo aqui sem medo. Vimos também uma capela consagrada a Nossa Senhora de Fátima. Segundo meus amigos, a capela foi construída no local onde uma estátua da santa foi encontrada. Sempre que levavam a estátua para outro lugar, ela voltava misteriosamente para o seu local de origem.

Acho que nesse dia, fomos jogar vôlei no ginásio da cidade. Até que deu pra matar a vontade. Por incrível que pareça, eu estava dodói de novo. Meu dedo indicador da mão direita estava infeccionado e muito inchado. Mesmo assim, ainda eu brinquei na quadra.

Férias em Solonópole – 19 de julho

Neste dia, ficamos em casa. Eu lendo. Cristian jogando. De vez em quando rolava uma conversa. Falamos bem pouco. Neste dia, depois do almoço, fomos ao hospital para ver o que tava acontecendo com meu dedinho indicador. O médico viu e disse que se tratava de uma infecção. Receitou uma benzetacil, que tomei ali mesmo, um antibiótico e um analgésico que comprei na farmácia ali perto. Eu já tinha passado no médico em Sampa uma semana antes, mas a infecção persistiu. Quando eu estava em Paraty, a infecção estava regredindo.

À noite, saímos. Fomos a um barzinho, o Boteco Mágico. Tomei umas três garrafas de água. Não bebo alcoólicas. Vieram uns amigos e ficamos conversando. Eu, pouco. Sou bem tímido. Lá eles têm um grupo que joga o Cartola em um grupo que eles organizaram. Rola uma disputa e eles fazem uma festa com um prêmio para o vencedor do grupo. Se não é isso, é quase isso. Eu ando muito desinteressado de futebol há um bom tempo. Continuo gostando, mas as relações capitalistas selvagens me deixam com certa revolta. Depois fomos pra casa.

Férias em Solonópole – 17 de julho

Férias no Ceará

Eu tinha pensando em planejar viajar à Europa nestas férias, mas não tinha clima para isso. Então resolvi passar as férias aqui mesmo na América do Sul. Pensei em ir à Argentina, Chile, Colômbia e Bolívia. Não sei se todos ou alguns. Tinha que fazer contas pra ver se os quinze dias eram suficientes. Também pesou na escolha as coisas e as pessoas com quem eu queria partilhar meu tempo. Ultimamente são poucas pessoas com quem eu quero isso. Eu tava quase comprando passagens para mais umas férias fora, mas…Pesou a situação complicada do país, as necessárias mobilizações populares, as minhas necessidades.

Então decidi ir ao Ceará visitar um amigo. Escrevi com ele um livro de poesias. É um amigo muito especial. Conheci por meio de uma amiga aqui de Sampa, a Sara. Também tenho saudade dela, mas tá aqui perto. Qualquer coisa, marcamos. Aliás, vi com ela e a Ester um show do Jorge Drexler. Fiz uma postagem sobre isso aqui no blog.

Fui ao Ceará, mas passei antes por Paraty para a Flip 2019. Foi uma decepção, mas também uma coisa interessante. Escrevi sobre isso no blog também. Depois vocês podem ler.

Meu amigo mora em uma cidade muito pequena, Cabe aqui no meu bairro e sobre espaço. Eu ainda estou pensando qual minha opinião sobre ela, Solonópole. A princípio gosto porque é onde mora Cristian e sua família. Da outra vez que fui, eu estava um pouco impossibilitado de fazer muitas coisas. Tinha umas dores horríveis no corpo. Nem pude mostrar meus dotes esportivos. Acho que alguém tava espetando meu voodoo por aí. De qualquer forma, gostei. Fui muito bem recebido e conheci alguns amigos de Cristian.

No primeiro dia, ficamos em casa. Meu amigo jogando (tá viciado). Conversamos um pouco. Aproveitei pra mexer nos livros dele. Professor de História, tem bons livros. Folhei alguns. Depois comecei a ler um sobre os 5 mil dias de Lula na presidência, uma organização de diversos textos críticos sobre a administração do melhor presidente do Brasil. Queiram ou não, ele fez o melhor governo popular do país. Teve erros e acertos. Gostei de ler o livro embora não tenha lido inteiro. Um dia eu pego de novo. Li uns 10 textos ou pouco mais que isso.

Vimos o jogo entre Flamengo e Athlético Paranaense pela Sulamericana em uma lanchonete em um posto de gasolina daqui da cidade. Deu Athlético nos pênaltis. Foi 1 a 1 no tempo normal. Estávamos torcendo pelo Mengo. Foi um jogo meio tenso. Não sei se foi justo o resultado. Nem Jesus salvou desta vez.

Se não me engano, começamos a ver o filme Capitão Fantástico. Creio que eu dormi em mais da metade do filme. De vez em quando eu acordava, mas eu me lembro do trecho que vi com clareza. Por isso no dia seguinte, vimos o filme deste trecho em diante.

Férias em Solonópole – 16 de julho

Férias no Ceará

Cheguei em Solonópole hoje às 11h e pouco, vindo de Fortaleza. Passei a noite no aeroporto do Rio e peguei o voo por volta de meia-noite, vindo para Sampa. Depois peguei um voo para Fortaleza. Saí de Fortaleza às 6h de ônibus para chegar na cidade de Solonópole às 11h 20. Foi uma viagem tranquila. Não prestei muita atenção na paisagem. Passamos por várias cidades. Geralmente eu gosto de observar a paisagem.

Quando cheguei na cidade, perguntei a um moto-taxista onde era o bairro em que meus amigos moram. Ele apontou para um lado e disse que era ali. Fui caminhando, uns 15 minutos. Quando cheguei no bairro, uma moradora me informou a rua onde mora meu amigo Cristian. Liguei para ele ao chegar na sua rua. Caminhei até sua casa. Cumprimentei e entrei. Cumprimentei sua mãe e sua vó. Instalei-me na casa e ficamos conversando um pouco. Depois almoçamos. Depois do almoço, ficamos em casa. Cristian jogando e eu lendo. Já tínhamos conversado bastante. Eu acho.

A cidade fica aproximadamente a 280 km de Fortaleza. Tem 18.127 habitantes. Fica no Sertão Cearense. A temperatura é bem alta, mas eu gosto muito do calor. Então não tem reclamação. É a segunda vez que venho pra cidade. Meu amigo foi morar em Sampa por alguns anos, formou-se em História e voltou para cidade natal em 2017. Lecionou em Sampa e agora leciona aqui.

Vou ter de consultar os búzios para lembrar o que fizemos depois. Não tenho certeza se saímos ou ficamos em casa. Acho que saímos, mas tenho mesmo que consultar meus búzios…

Santos Dumont – Uma noite no aeroporto

Santos Dumont – Uma noite no aeroporto

Quando voltei de Paraty, fui direto ao aeroporto para pegar um voo a Fortaleza. De lá, seguiria para Solonópole. Fiquei um pouco no aeroporto para descansar. Depois do merecido descanso, fui dar umas voltas nos arredores para tentar encontrar uma lavanderia. Havia umas roupas que mereciam o merecido banho. Andei quilômetros e não encontrei. Bateu uma fome média. Dei mais umas voltas para encontrar um lugar qualquer para comer algo. Tava difícil achar um lugar bom e saudável. Andei, andei, andei, como é cruel andar assim…Na impossibilidade de encontrar um BBB. Não curto BBB da Globo. Quero um bom, bonito e barato mesmo. Aceitei quase qualquer coisa mesmo.

Entrei num recinto que me parecia satisfatório. Entrei, peguei o cardápio e escolhi. Pedi um sanduíche de frango com queijo e uma água mineral para acompanhar. Tenho evitado o refrigerante porque ele me causa dores insuportáveis nos pés, nas mãos e nos lábios. Não sei do que se trata, preciso procurar um médico especialista em invenções. Um dia eu vou. Eu estava portando uns bótons bem legaizinhos: Fora Bolsonaro; Não! Reforma da Previdência e Educação não é mercadoria! Coisa básica de quem se preocupa consigo e com os outros. A garçonete me viu assim e se declarou apaixonada…Brincadeirinha. Ela falou que os patrões votaram no Bolsonaro. Quase tive um piripaque. Ela confessou que votou no Haddad. Menos mal. Pelo menos a trabalhadora tentou fazer o seu melhor. Eu até pensei em desfazer o pedido e sair andando calmamente ostentando meus troféus. Não fiz isso pra não prejudicar a moça. Comi o lanche, paguei e fui embora.

Ainda dei mais uma volta pra ver se encontrava uma lavanderia. Não encontrei. Então decidi me hospedar em um hotel. Até pra achar um hotel tava difícil. Perguntei para uma moça na rua se ela conhecia algum por perto. Finalmente consegui. Ela me indicou um que ficava na próxima rua. Fui lá. Perguntei o preço e dei uma assustada. Como a relação custo-benefício era favorável, aceitei. Entrei no quarto, tomei um banho e depois lavei as roupas. Já estava aliviado com as roupas. Pendurei-as no banheiro e fui dormir um pouco. O cansaço me deu uma rasteira e caí na cama. Não dormi, mas descansei vendo TV. Tava passando As branquelas. Deu pro gasto. Renovado e cheirosinho, arrumei as mochilas e fui ao aeroporto.

No aeroporto, dei umas voltas pra reconhecer o local e retirar meu bilhete de embarque. Eu iria viajar às 19h 40 para Sampa e às 00h 30 sairia para Fortaleza. Quase eu perdi o voo em Sampa. O avião foi do Rio (Santos Dumont) para Sampa (Congonhas). Quando cheguei em SP, fiquei sossegado esperando o horário, mas não tinha percebido que o voo sairia de Sampa (Guarulhos). Comi um lanche no aeroporto e fiquei esperando. De repente, percebi que estava no aeroporto errado. Verifiquei na passagem. Peguei um táxi e fui ao aeroporto certo. Cheguei com uma hora de antecedência. Quase chorei de emoção.

Na verdade, eu cheguei ao aeroporto do Rio com um dia de antecedência. Eu confundi as datas. Por isso, fiz tudo aquilo que relatei acima. Quando eu fui embarcar no dia 14, não consegui. Foi nesse momento que percebi o engano. Eu tava certo que dia 14 era o dia do embarque. Será que eu estava dormindo quando fiz a compra da passagem? Felizmente o engano foi contornável. Eu até tentei antecipar o voo no dia 15, mas não foi possível. O jeito foi aceitar o que já estava marcado. Por isso passei uma noite no aeroporto.

Nessa noite, eu conheci um polaco-alemão. Ele tinha apresentado um bilhete em inglês para umas garotas ao lado pedindo um lanche. Elas deram. Ele era nascido em uma cidade polonesa que pertencia à Alemanha em 1957. Seu passaporte era alemão. Segundo ele, viajava pelo mundo. Contou várias histórias sobre suas viagens. Conheceu diversos países na Europa e na América. Inicialmente falamos inglês, depois ele resolveu falar em espanhol. Tinha vindo recentemente de Montevidéu, Uruguai. Toma Jerzy é o que lembro do nome dele. Ele mostrou um documento de um órgão de assistência de Guarulhos. Tinha passado recentemente pela cidade. Pelo que disse, ele tinha sido soldado do exército. Apesar do passaporte alemão, ele contou que tinha dificuldades para conseguir auxílio dos alemães porque achavam que o passaporte dele era falso.

Passamos algumas horas conversando. Eu acreditei, mas não acreditei. Tudo parecia muito mirabolante embora verossímil. Eram histórias cheias de aventuras. À medida que ele ia contando, eu ia perguntando para tentar entender se eram verdadeiros os relatos dele. Não deu. Ele falava com desprendimento e firmeza. Nem importa na verdade se era verdade. Eu acho que foi bom escutar. Ele precisava ser escutado. Eu não andaria tanto pelo mundo quanto ele andou e da forma como foram os acontecimentos.

Despedi-me dele e fui resolver os problemas da antecipação da viagem. Tava sossegado, por isso não me importei de não ter conseguido alterar o embarque. Eu queria antecipar o dia. não consegui naquela noite do dia 14. Esperei até 5h da manhã para antecipar o horário, também não consegui. Viajei no dia 15 no horário previamente marcado.

Villa denuncia esquema de Bolsonaro

Villa denuncia esquema de Bolsonaro

VILLABOZONARO

Marco Antonio Villa foi demitido da Rádio Jovem Pan por denunciar esquemas dos Bolsonaros.

Quem são as pessoas de bem que lutam contra a corrupção?

Quem votou certo votando nos Bolsonaros?

Não torcemos contra o Bolsonaro. Ele e seus eleitores já fazem isso desde as campanhas eleitorais.

Villa dá resposta à Jovem Pan: ‘Defendo democracia’

Por: Gilberto Dimenstein

O historiador e comentarista político Marco Antonio Villa rebateu a justificativa da rádio Jovem sofre seu afastamento.

Em comunicado divulgado ontem, a emissora paulista diz, sem citar o nome de Villa, que há limites entre “a crítica substantiva e a adjetivação grosseira” dos comentários. Quando tal barreira é ultrapassada, cabe à direção da empresa aplicar medidas que garantam a volta à normalidade”.

“Sou defensor da democracia e contra a ditadura, contra as pessoas que querem fechar o STF, invadir o Congresso Nacional, e aí incluem os nazistas, neonazistas. Eu não acho que isso foi uma deselegância, adjetivação, isso é conceituar, e assim sempre fui durante os anos em que estive na rádio”, disse Viila ao UOL.

Em sua última participação no “Jornal da Manhã”, na última sexta-feira (24), Villa disse que Bolsonaro era despreparado e estava estimulando o neonazismo no país ao convocar atos para atacar o Supremo e o Congresso.

“Um presidente não tem compostura, não tem preparo. Não tem articulação política. Reforça a crítica ao parlamento, estimulando atos neonazistas, como do próximo dia 26, que é claramente no sentindo de fechar o Supremo, fechar o Congresso e impor a ditadura. E o presidente estimula isso”, disse Villa.

Esse comentário teria sido a gota d’água para a direção da emissora afastar o apresentador, A direção da rádio nega que o pedido tenha partido do presidente Bolsonaro.

“O Grupo Jovem Pan jamais cedeu a pressões de governantes e nunca transformou a liberdade de expressão em moeda de troca”, diz o comunicado.

Em entrevista à “Veja São Paulo” nesta quarta-feira (29), o apresentador do “Jornal da Manhã  afirma que sofria pressões da emissora para que deixasse suas funções havia pelo menos dois meses.

Villa conta que cedeu quando o vice-presidente José Carlos Pereira o encontrou pessoalmente na última semana para reforçar o pedido, que seria de Tutinha, presidente da empresa. O comentarista político alegou que o ambiente negativo estava afetando sua saúde.

Fonte: Catraca Livre