Arquivo da categoria: Poema

Poema, poesia, prosa.

Não quero abraçar Camões nem Nobel

Não sei se quero ficar famoso

Pode causar muitos transtornos

Não quero ser seguido nem perseguido

Não quero ser famoso nem rico

Não me atraem grandes fortunas

Elas que paguem seus impostos com taxas justas.

Não sei se quero ser confundido com algum grande artista

Nem sei se sou um

Talvez eu insista

Ainda tenho tempo.

Não quero levar o prêmio de melhor romancista

do Universo Paralelo.

Não quero abraçar Camões

Nem Nobel.

Não sei se eles leram direito meus escritos

Não sei se vale a pena correr o risco.

Procuro algo mais tranquilo

mas que me faça respirar ofegante

Procuro viagens alucinantes

que me alimentem a alma.

Quero espalhar por aí minhas aventuras

mas não quero revelar meu nome.

Quero estar sozinho

quando ninguém me quiser de companhia.

Em certos momentos a solidão

tende a ser a melhor amiga.

Quero ser assim como sou

E seguir vivendo quase anônimo.

Não sei se vou conseguir

Porque sei que me arrisco

Expondo meus poderes

Revelando meu lado pensante.

Sou um entre milhões

Sou um entre bilhões

Sou apenas um.

Político não é tudo igual: tem Uns e Outros

Político não é tudo igual: tem Uns e Outros

Não são todos iguais

São diferentes

Uns fazem por onde. Querem que pensemos que são.

Nunca foram iguais.

Uns defendem seus próprios direitos

Suas próprias riquezas,nem sempre honestas

Seus grandes latifúndios

Suas grandes empresas

Seus agrotóxicos assassinos

Suas contas milionárias

Mentem para eles mesmos

Fingem-se amigos

Roubam legalmente

Criam leis que os beneficiam

Que retiram direitos

Que retiram recursos.

Quando em campanha,são todo-ouvidos,

toda atenção,todos sorrisos,toda patifaria.

Outros lutam com a gente, são diferentes

Nunca foram iguais aos nossos algozes

Defendem direitos sociais, casa, emprego,comida, hospitais

Suas riquezas são suas ações, suas lutas

Preocupam-se com quem pouco tem

Defendem Escolas, Cultura e Lazer para todos

Combatem bandidos,maus caráteres e assassinos.

Lutam pelos desvalidos

São amigos de verdade.

Dividem igualmente, mas há exceções

Criam leis que nos beneficiam

Ampliam direitos

Ampliam recursos

Quando em campanha ouvem trabalhadores

Dão atenção! Oferecem ombro-amigo.

Discutem problemas. Buscam soluções.

Uns querem que acreditemos que são todos iguais

Que todos roubam, que todos ficam ricos

e abandonam seus votos

tão logo terminam as disputas eleitorais.

São exímios tocadores de berrantes

Campeões da mentira

Campeões das falcatruas.

Outros acreditam na gente, na Justiça Social

Todos lutam, todos crescem.

Vão além do dia das eleições ao nosso lado.

São potentes lutadores na nossa luta diária

Defensores de direitos pra quem nada tem

Defensores da Política Justa.

Não! Não são todos iguais!

Uns lutam contra a gente, contra a Justiça!

Outros lutam ao nosso lado seja onde for!

Tem políticos com p minúsculo, quase invisíveis!

Tem Políticos com P maiúsculo, gigantes!

Não caímos na mentira de que todos são iguais.

Não são.

Setembro Amarelo

Fantoches debochados: Cobras marcadas

Fantoches debochados: Cobras marcadas

Todos os dias eles são descobertos,

suas mentiras não mais surtem efeitos,

seus crimes surgem aos montes.

Desgoverno eleito sob vaias e protestos

E delírios insanos.

Cegos eleitores, grandes malfeitores.

Passamos maus bocados

Quase fomos sufocados

Tentaram calar nossas vozes

Queriam roubar nosso ar.

Fizeram armadilhas.

Debocharam da nossa Democracia.

Ousaram tocar nossos corpos e mentes.

Tripudiaram seus maus caráteres.

Bandidos desgovernam nossas riquezas.

Juízes mal intencionados condenam inocentes.

Procuradores mal se acham.

Calaram Marielle e Anderson.

Cadê Queiroz? Cadê Adélio?

Subiram a rampa capitaneados por um demente.

Pavão Misterioso exibe seu rabo mal cheiroso

tentando esconder suas pegadas na lama.

Milicianos tomam de assalto o Planalto Central.

Emporcalham nossa bandeira

Tocam fogo em nossas árvores.

Escurecem nosso céu.

Exibem sua língua suja em Paris.

Lambe-botas de caubói!

Falso herói!

Fantoches debochados!

Cobras marcadas pra sumir!

Pagarão! Sumirão!

Os frutos da verborragia mentirosa

Os frutos da verborragia mentirosa

Já faz um tempo que não paro de pensar em você

Que não paro de sentir saudade, de ter vontade de lhe dar um abraço…

Que não deixo de querer respirar o mesmo ar

Que não deixo de estar triste pela sua ausência

e pelos motivos que nos colocaram tão distantes…

Se fossem apenas divergências políticas,

esportivas, artísticas ou até gastronômicas,

acho que já teríamos superado barreiras.

Prefiro estar andando por aí sozinho…

Antes só…

Prefiro o silêncio da boca enquanto falo comigo mesmo.

Disfarço, minto às vezes.

Observo os caminhos que meus pés encontram

para ver se posso ter esperança.

Queria que tudo não passasse de uma brincadeira sem graça

que tudo fosse um filme de mau gosto…

Sabemos exatamente o que aconteceu,

Quem são os atores, bandidos e mocinhos.

Cada um crê na sua própria verdade

embora saibamos a verdade real.

Estamos distantes porque não quero flertar com o perigo.

Doem ainda os hematomas verborrágicos das mentiras.

Clamam por Justiça os peitos feridos da Democracia.

Nunca desculparemos quem nos desejou o fim

quem acreditou em mentiras,

quem tirou nossa alegria ingênua do amor.

Ficou a dor, a incerteza e o infinito…

Ficaram os frutos da verborragia mentirosa…

PeQueno Poema

PeQueno Poema

PeQueno Papel

Pra Quem Pensa

PorQue Precisa

Poxa!QuePena!

Podia Querer Partir

Porque Queremos Poder!

Piada Quase Pronta!